Sky high



Olhando aquele chão de estrelinhas bailarinas você me falou que nunca foi tão feliz como quando me reencontrou. Falou isso e gostei muito de ouvir. Aí na mesma hora me lembrei daquela sensação que eu tinha antes, bem antes, quando sabia que a felicidade seria interrompida. Era assim, do mesmo jeito: nunca vou sentir igual. É que eu não sabia, e nem poderia saber, que tanto ainda iria acontecer, então ficava triste porque aquela coisa grande demais iria fatalmente se dissolver. Você estava indo embora. Se estivesse indo embora para o outro lado da rua já seria ruim e triste, seria como se estivesse se mudando para outro estado. Imagine, então, você realmente estava se mudando para outro estado, foi como se estivesse deixando o planeta. Foi muito solitário tudo aquilo. Aí quando você disse, olhando as estrelinhas verdes dançantes, que se lembra daquela felicidade enorme da volta, pensei assim: e a gente ainda nem sabia da história a metade. A metade, nem isso. O que a gente já sabia era que não haveria limites. Não há limites. Acredito nisso.

5 comentários:

Anônimo disse...

Que maravilha que vocês se reencontraram! Que não haja limites para a felicidade de vocês!
Forte abraço,
Ju

Angela disse...

Adoro seus posts sobre isso. Para que esse reencontro e o que seguiu nunca seja "taken for granted". Nao que voce o faria... Por que me traz de volta a lembranca daqueles dias de pura felicidade que apos tantos anos seguiram aqueles dias de tanta tristeza.

Sorte, destino ou coincidencia - que bom que o reencontro aconteceu.

Gente, imagina o tanto de casais que hoje em dia estao separados e talvez nem saibam que sao casais.

Luciana Nepomuceno disse...

São sempre os mais bonitos, os que a gente se permite aceitar: feliz. Sejam os dias ou os posts.

Tocante.

Juliana disse...

ah, que delícia é olhar pra trás e ter essa certeza de que não se sabia nem a metade. Lágrimas nos olhos aqui.

Rita disse...

Povo, se eu parar pra me concentrar e pensar nessa história todo dia, todo dia fico espantada. É um espanto mesmo, genuíno. Porque, né, o mundo e tal.

Ju, sua linda. Chora não. Quero um amor assim pra sua vida. :-)

Beijocas
Rita

 
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