Quando a escola não sabe


No curso que fizemos em Londres no ano passado, o professor de inglês do Ulisses indicou um vídeo bem interessante. Era uma breve palestra dada por Ken Robinson, renomado especialista em educação, em uma conferência internacional. Assistimos e gostamos muito, certamente pensei em indicá-lo aqui naquela época, mas por alguma razão deixei passar. Hoje vi o vídeo novamente, em um blog que visito de vez em quando. Caso vocês ainda não tenham visto (vai ver todo mundo já viu e eu estou aqui sugerindo um repeteco), recomendo fortemente. O tema da fala de Robinson é a forma como a escola tradicional afeta, de forma tremendamente negativa, a criatividade de nossas crianças. Apesar de extremamente relevante, o tema pode facilmente passar despercebido em nossa busca constante por resultados em disciplinas valorizadas pelo mercado, ou vistas como indispensáveis para o sucesso de qualquer pessoa - como se todas as pessoas fossem iguais. Vale a pena assistir a palestra até o final e, entre outras coisas, conhecer a história de Gillian Lynne como um ótimo exemplo de quão equivocados os parâmetros de avaliação podem estar quando não levam em conta talento e criatividade.  


6 comentários:

Angela disse...

Nao vi o video ainda, a paradinha agora ta rapida pois preciso ir ao trabalho. Mas antes mesmo de o ver, meu coracao encheu e ao mesmo tempo ficou um pouco apertado.

Max frequenta uma escola inspirada no metodo de Reggio Emilia. Uma das caracteristicas fundamentais, e a que considero fazer a escola tao especial, eh a enfase no desenvolvimento criativo e na consideracao das diferencas de cada crianca. Uma coisa de louco, Max tem se desenvolvido lindamente e nao-convencionalmente. Me deixa tonta.

Infelizmente a escola so tem o jardim da infancia, entao ele esta recebendo esse banho de fundacao boa e torco que seja solida bastante para que quando ele mude para uma escola mais convencional ao seus seis aninhos ele carrege com ele a estrutura necessaria para continuar a desenvolver ao seu modo especial.

Depois do trabalho volto aqui para ver o video!!

Beijao pra voce

Rogério disse...

Não é que a escola não saiba; ela faz questão de não saber. É mais cômodo praticar a educação meramente formal. Minha filha estudou no Marista, e lá os alunos sequer têm direito de expressar sua opinião, se for oposta às verdades absolutas pregadas. Apesar de antiga, a história da menininha desenhando Deus é emblemática quanto à criatividade infantil e a total ausência de medo de errar. Esse medo é incutido pela escola ao longo do tempo. A história de Gillian Lynne mostra que há muito a ser repensado na educação (guardadas as devidas especificidades de cada país, parece que a essência é a mesma, né?), até porque conheço casos bem parecidos. Achei ótima a forma irônica com que ele tratou o TDAH, pois coloca-o no mesmo patamar da antiga disritmia e levanta suspeitas sobre algo que há muito me incomoda, pelo simplismo com que é tratado, como se a psicologia fosse uma ciência exata. Meu filho foi diagnosticado, pela escola, com algo parecido, e descobrimos que seu real problema era miopia. Bastou um par de óculos, e adeus TDAH.

Dária disse...

Darei uma olhada depois no vídeo. Adoro temas ligados a educação infantil sabia? Eu e Ricardo, em nossos planos mirabolantes do estilo "o que faria se ganhasse na megasena" falávamos em fundar uma escola... justamente porque ambos temos uma certa insatisfação com o modelo de ensino profissional, que repete tantos padrões e esquece que as pessoas têm ritmos, gostos, mecanismos de aprendizados diferentes.

O filho dele estuda em uma escola pequena, de educação infantil. Ano que vem irá pro 1° ano e estávamos procurando uma escola (ambos, pq eu posso não ser a mãe mas meu gosto pelo tema me fez sugerir, cascaviar e visitá-las com ele rss). Por enquanto escolhemos o Salesiano, porém com aquela escolha de quem sente que tá faltando um algo mais, mas por mais que olhe não consegue achar. Enfim...

Você já ouviu falar sobre a Escola da Ponte? Me apaixonei por um texto que li a muiiito tempo do Rubem Alves sobre ela, procurarei para por aqui.

Beijos

Dária disse...

Texto encontrado:
http://teso.vilabol.uol.com.br/escoladaponte.html

Dária disse...

vi o vídeo, adorei a história da bailarina! =)

Renata Lins disse...

Vou guardar pra ver, esse assunto é essencial... em tempos tristes onde o Brasil é o 2° consumidor mundial de ritalina, a "droga da obediência". O remédio que se dá tantas vezes porque é mais fácil do que educar. Tão assustador... beijos.

 
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