Bem ruim e bem bom

Day 17: A book that’s a guilty pleasure (avisei no twitter ontem que este post ia enterrar de vez minha reputação, hehehe. Mas num ligo, não.)

Na primeira vez que vi O Código Da Vinci, do agora pop star Dan Brown, não sabia nada sobre o livro, nunca sequer tinha ouvido falar no autor. Eu tinha entrado na livraria para comprar um presente para uma amiga que estava fazendo aniversário, li a contracapa, achei que ela poderia gostar e arrisquei. Nunca perguntei, não sei se ela me xinga até hoje ou se gostou. Dias depois falei pro Ulisses que iria comprar um exemplar para nós também, tinha ficado curiosa sobre a trama envolvendo "um segredo milenar", uia. Comprei, li comentando o tempo todo com o Ulisses que, por sua vez, leu logo em seguida. Curtimos a história, demos boas risadas com os trechos meio ridículos e viramos fãs do livro. Reconheço que Dan Brown é um Sidney Sheldon melhorado, que seus heróis são rasos como um pires, mas O Código Da Vinci tem seus méritos e tem uma história bem costurada, com boas curvas (nem todas presentes no filme) e uma boa dose de ousadia. Não sei em que deram os tais processos por plágio, acho que andei lendo que acusaram Brown de ter copiado a história de não sei quem. Quando esse papo rolou, eu já tinha lido o livro há um tempo e não cheguei a acompanhar o desenrolar do(s) processo(s). Seja como for, curti demais, adorei ter lido. Enfim, o pleasure veio das ambientações, do pano de fundo histórico por trás da seleção dos livros bíblicos, do próprio tema central da história, dos grandes nomes que enfeitam a trama e a tornam gostosinha: Da Vinci, Pope, Isaac Newton. E, ó Nossa Senhora dos lugares clichezentos, Londres e Paris, Escócia, muito amor.



"A Capela Rossly - costumeiramente chamada de Catedral dos Códigos - eleva-se 11 quilômetros ao sul de Edimburgo, Escócia, no local de um antigo templo de culto ao deus Mitra. Construída por Cavaleiros Templários em 1446, a capela possui gravada em suas paredes uma quantidade impressionante de símbolos judeus, cristãos, egípcios, maçônicos e originários das tradições pagãs.
As coordenadas geográficas da capela coincidem precisamente com os meridiano norte-sul que passa por Glastonbury. Essa Linha Rosa longitudinal é o marco tradicional da ilha de Avalon do rei Arthur, e é considerada o pilar central da geometria sagrada* da Grã-Bretanha. Foi dessa Linha Rosa sagrada que Rosslyn - que originalmente se escrevia Roslin - tirou seu nome." 
Tradução de Celina Cavalcante Falck-Cook *[que raios é isso, gente, "geometria sagrada"?]

A guilt vem de muitos trechinhos pedantes, assim:

"-Robert - disse, em voz baixa. - Pegue o volante. Você dirige. (...)
-Sophie? Talvez seja melhor você...
- Anda logo! - exclamou ela. (...) Vai mais devagar! - disse Sophie, em francês, quando o carro partiu acelerando rua abaixo. - O que está fazendo?
- Tentei avisar - gritou Langdon, berrando para ser ouvido acima da barulheira das engrenagens. - Meu carro é hidramático!" [ha ha ha, que engraçado #not. Zzzzz...ronc!]

Enfim, li e me diverti, fui ver o filme e tal. Ainda li os outros livros dele (olha a reincidência aí, gente), todos bem fraquinhos, sempre com uma personagem feminina estonteante (com QI acima da média) e revelações científicas/históricas bombásticas! Tá.

7 comentários:

Luciana Nepomuceno disse...

Eu li. Mas tirando o ambiente (perfeito) não gostei nadica. Gostei do filme, uma coisinha, porque os atores eram: UAU! que festa de talentos.
Por outro lado, eu tenho coisas muito mais escabrosas na minha estante, pode apostar que este dia aí vai fazer milhões deixarem de me ler (ahahah, milhões, engasguei de riso).

Juliana disse...

ô, eu sou totalmente fã desse tipo de livro. Não sinto nenhuma culpa. Mas achei Código bem chatinho e previsível.

Outro com o qual acabei de me decepcionar foi Os Homens que não amavam as mulheres.Esperava bem mais.

Tina Lopes disse...

Eu também li O Código Da Vinci! Minha mãe tinha levado pra praia e me recomendou muito. Mas parece mais de um roteiro de cinema, né? E assim como quando eu lia Sabrina ou Bianca, nem prestei atenção aos detalhes de "locação" porque não me passou credibilidade. Leiturinha de uma sentada, quem nunca? =)

Luma Perrete disse...

Li todos os livros do Dan Brown, menos o mais novo. Ganhei O Código da Vinci de Natal no ano que foi lançado e li todo no dia seguinte, das 12h às 23h. Depois mal conseguia dormir por causa da adrenalina hahaha
Gosto mais de Anjos e Demônios do que de Código da Vinci. Acho que meu ranking dele fica Anjos e Demônios > Código da Vinci > Ponto de Impacto (que pra mim daria um ótimo filme) > Fortaleza Digital (primeiro livro dele e bem fraquinho).

Rita disse...

Como esperado: todo mundo já leu.

Luma, li O Símbolo Perdido. Tempo perdido. :-)

Beijo
Rita

disse...

Opa, essa semana tô atrasada nos comments. Correria total.

E bom, ja' que todo mundo confessou (até a Rita!), então confesso também. Eu li. Uma leitura divertida, bom para passar o tempo, e na medida que eu lia (foi antes do filme) eu pensava: nao vai demorar nada para fazerem um filme, parece roteiro pronto. Exatamente como disse a Tina Lopes.

Depois li o outro dos Anjos e gostei médio.

O filme achei bem legal, Tom Hanks é tudo!

(observação nada a ver: sabe como francês fala Tom Hanks? "Tom Ânks".)

Anônimo disse...

Nunca li. É o tipo de coisa que parei de ler na adolescência...rsrs. Não me prende mais. Também não consegui ver o filme até o final, apesar de gostar dos atores. Tentei ler Fortaleza Digital, mas achei fraquíssimo. Abandonei-o quase na metade. Ganhei de presente Angels and Demons (ou será que esqueceram na minha casa?) e está lá na estante...sempre tem alguém que pede emprestado. Nunca tive curiosidade de ler.

Nakereba

 
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