Notre-Dame, nossa sorte



Ainda me lembro da primeira vez em que entrei na Catedral de Notre-Dame. Lembro-me do embasbacamento e do pescoço dolorido de tanto olhar para o alto. De que andei pelo lado de fora, para lá e para cá, para tentar assimilar a beleza das fachadas. De que falei dela por dias. De que quando planejei esta viagem pensei nela. Hoje fomos lá. Continua linda, enorme, majestosa, pesada de tanta história, ela que começou a nascer no ano de 1163. Continua com fila na porta, recebendo pessoas do mundo inteiro que logo entortam os pescoços e olham, olham, olham. Eu entrei como quem já sabe o que vai ver e nem de perto senti o mesmo impacto da primeira vez - por motivos que conto já e que nada têm a ver com a catedral - e adorei ver de novo o que considero seu ponto forte, seus vitrais incríveis. Também adoro perder o olhar nas alturas infinitas de suas colunas góticas e de pensar no trabalho impressionante de artistas e pedreiros que durante 170 anos - quase dois séculos! - contribuíram para erguer essa maravilha.


Os anteparos de pedra disputam minha atenção com os vitrais.


Aí você me pergunta quem bateu a foto aí de cima e então eu explico o porquê de ter falado em sorte no título do post. Acho mesmo que sou uma pessoa de muita sorte porque, olha, não é brincadeira o tanto de gente boa que aparece na minha vida. Hoje tive o imenso prazer de conhecer a Amanda (que, por sinal, tem um nome lindo, né?), do Porte Dorée. De novo lembranças: ainda me lembro dos primeiros posts que li no blog dela. Lia e pensava "ai, que bom, descobrir um blog bom, de alguém com papo bom, etc.". Nunca pensei que fosse me aproximar dela a ponto de nossa viagem a Paris ser tão mais gostosa diante da possibilidade de conhecê-la. E então hoje a conheci e vi que ela é muito mais gente boa do que eu já sabia, porque hoje vi ali, no olhar azul dela, aquela coisa boa que a gente encontra nos olhos das pessoas boas, sacumé? Torço muito para que nossa amizade cresça e que hoje tenha sido apenas o primeirinho de um monte de encontros, em qualquer ponto do planeta. Amanda teve um papel fundamental na preparação de nossa viagem, dando-se ao trabalho de sair lá da casa dela para cruzar a cidade e visitar o apartamento que alugaríamos - apartamento que ela achou na internet, vejam lá. Enfim, minha sorte não tem fim. Obrigada, Amanda.


Depois de visitarmos juntos a Catedral de Notre-Dame, deixamos a Île da la Cité e fomos almoçar. Experimentamos um self-service que pode ser uma ótima pedida para brasileiros que queiram algo parecido com o estilo de almoço que temos no Brasil. No restaurante da rede Flunch, você escolhe a carne, paga por ela e depois se serve à vontade com legumes e outros acompanhamentos que incluem massa e arroz. As sobremesas são ótimas e o preço de tudo é excelente. Comemos por lá, no centrão da cidade, e depois fomos guiados pela Amanda rumo a uma loja de brinquedos para providenciar o patinete da Amanda (da minha pequena, porque a Amanda grande já tem um). Fizemos nosso primeiro passeio de ônibus pela cidade e agora tenho dois patinetes para carregar em nossos passeios, ô delícia.

Como a Amanda (grande) tem outras amigas *ciuminho*, despediu-se de nós para pegar um cineminha no final do dia, não sem antes nos mostrar uma fonte que ficava no caminho. Seria apenas mais uma fonte para abastecer nossas garrafinhas, não fosse uma fonte de água... com gás! Gente, que mundo doido, onde já se viu?


 Todo mundo pegando água na fonte.

Depois de todo mundo cuspir a água fora experimentar a água com gás, a Amanda seguiu seu rumo e nós voltamos para casa. Cobrimos parte do nosso trajeto de volta caminhando sobre edifícios, por uma passarela das alturas, a Promenade Plantée. Imaginem se as crianças curtiram. 

 

Amanhã continuo a excursão pela minha blogroll e confesso que estou contando as horas: está a caminho de Paris a Luci. Tô falando, gente, eu tenho sorte. Ah! Quase me esqueci de falar que no largo em frente à Notre-Dame tem umas estátuas lindas! Olha só:


São um pouco mais novas que as primeiras edificações da Catedral, mas também são de tirar o fôlego. ;-)

8 comentários:

Tina Lopes disse...

CATAPLOFT! Ai Notre Dame (fiquei aí pertinho), como é demais. Tô ficando nervosa com essa viagem calma, em que não é preciso aproveitar cada horinha num canto diferente, hahahaah, sou neurótica? Vcs estão brilhantes de felizes. E eu também quero conhecer a Luci, nhé.

Juliana disse...

vcs tão lindos nessas fotos, rita! que beleza!
A gente fica animada só de ver.

Angela disse...

Olhei para a sua foto com a Amanda e imediatamente pensei: Duas Sortudonas. Imediatamente depois pensei: Tres, comigo. Tenho acesso a esses blogs bons, com direito a viajens anuais e banho de fotos dessa criancada. Nem imaginas o quanto estou adorando essa viajem. Todas as noites, por 5 minutinhos, me transporto e eh super anti-stressante. Amei as estatuas, e foto da Amandinha no canal esta de tirar o folego tambem. Beijo!!!!

Amanda disse...

Rita, amei te conhecer! Você e todo mundo, claro! Amanda e Arthur são duas crianças tão espertas que fiquei boba! Me diverti tanto ontem e dai lembro que ainda vai ter mais e mais e mais.... :D
Até daqui a pouco!

disse...

Que passeio gostoso! Ha, e vcs até conseguiram tirar foto! Rita, amanha vamos tentar de novo, hein? Tem que tirar uma foto bem rapida, entre uma e outra travessura. :)

E essa agua com gas, onde fica? La' perto da Promenade Plantée? Gostei!

A demain!

Claudia Serey Guerrero disse...

adorei a "nova parte" da Catedral.. preciso ir ver.. ;) beijinhos, Claudia

Luciana Nepomuceno disse...

delícia again. e vocës duas são lindas...

Lílian disse...

AMEI as fotos dos vitrais! Uma delas fiz igualzinha, mas a primeira - a que tem a sombra da escultura - está FANTÁSTICA.

O blog tá jóia e beijo aí para a Amanda! Realmente, generosidade para cruzar a cidade sair de casa à "caça" de apartamento para "desconhecidos" a gente não vê dando sopa por aí. Tanta gente faz tanta questão por tão menos...

BJUS, dias lindos!

 
©A Estrada Anil - Todos os direitos reservados. Layout por { float: left; }