Meus amores do D'Orsay // Versailles: pompa, circunstância e um tanto bom de enrolação


Antes de falar sobre nosso sábado em Versailles, queria contar que visitamos o Museu D'Orsay na sexta-feira. D'Orsay é provavelmente meu museu favorito em Paris (não fiz fotos do lado de fora porque estava chovendo). Claro que o Louvre pode nos alimentar por uma encarnação inteira, mas é no D'Orsay que tenho uma sala inteirinha do Monet com alguns dos quadros dele que me tiram o fôlego e me levam às lágrimas. Até bem pouco tempo, era permitido fotografar tudinho por lá, mas não mais. Eu teria muitas fotos dos muitos quadros de Monet e Renoir que me fizeram feliz, feliz, feliz, a la Friday, I'm in Love. Tenho nada. Então mostro figurinhas que peguei pela net. Aprendi no D'Orsay que o termo Impressionistas foi criado como um deboche para criticar as formas indefinidas em contraste às  linhas clássicas das escolas anteriores; surgiu na primeira exposição organizada por Monet, Renoir e outros que não conseguiam expor seus trabalhos nas galerias... Em Paris, visitem o D'Orsay e sintam-se leves, leves, leves. Penso nos últimos acontecimentos na Noruega e parece que estamos falando de seres que pertencem a mundos diferentes: mas o ser humano também é capaz de coisas lindas e essas são algumas das obras que estão lá.

 Renoir

Degas (há muitas bailarinas de Degas por lá, muitas)

 Monet

 Renoir

Monet, always...

(Quase um pecado publicar imagens desses quadros com resolução ruim, então vamos parar)

***



Arthur e Amanda a caminho de Versailles
Quando visitamos Hampton Court, antiga morada do Rei Henry VIII, em Londres, no ano passado, ficamos absolutamente encantados com a beleza dos jardins do castelo. Gostamos também da forma como a visitação funciona, com muita informação facilmente disponibilizada nas paredes de alguns ambientes: é fácil apreender um pouco do contexto histórico em volta de Hampton Court durante a visita. Além do mais, não me lembro de ter comprado mais de um ingresso para visitar castelo e jardins: paga-se para entrar no castelo com seus jardins esplêndidos e lá o visitante organiza seu tempo como quiser. As coisas não são exatamente assim em Versailles.

Em Versailles, além de precisar comprar um ingresso para ver o castelo e outro para os jardins (na verdade, trata-se de um combo, mas pode-se visitar apenas o castelo por menos), outras coisas contribuíram para que preferíssemos Hampton Court,  como a estação do ano, por exemplo. Visitamos Hampton no auge da primavera e suas tulipas estavam a todo vapor. Ontem vimos um jardim cheio de flores murchas, mas mesmo que sejamos perfeitamente capazes de imaginar que elas deviam estar lindas há dois ou três meses, é gritante (para mim e Ulisses) que o paisagismo em Hampton Court, perdoem-me os amantes de Versailles, dá de dez a zero em seu espelho francês. Mesmo, não é intriga de quem gosta de Londres, porque agora também adoro Paris.

A fila

Nossa experiência em Versailles foi mesmo marcada pela alta estação. Quando chegamos à frente do enorme castelo (certamente muito maior que Hampton), demos de cara com diversas filas, todas imensas, e precisamos de alguns minutos para entender qual seria a nossa, até entendermos que tudo era, na verdade, uma única fila serpenteando pelo pátio frontal. Na boa, pessoas, muita gente. Mas o que eu poderia esperar vindo para Paris em julho, não é mesmo? Entramos no clima e na fila, abrimos o pacote de biscoito e avançamos até que bem rapidinho, talvez por meia hora. Uma vez lá dentro, encarei outra fila de uns dez minutos para pegar os audioguides que poderíamos utilizar durante a andação por dentro do castelo. E lá fomos nós, no meio da multidão que avançava a cada sala, cada quarto da enorme sede do reinado dos luíses da França.

Altar da capela no interior do palácio.

Todas as portas são assim, básicas.

 Com duas crianças (que se divertiam brincando de ouvir os audioguides), eu não podia me dar ao luxo de ficar ouvindo detalhadamente cada explicação sobre quem pintou ou projetou cada recanto dos luxuosos aposentos, mas ouvi o suficiente para ter a impressão de que muito pouco de história se aprendia com as narrações gravadas: a não ser que você disponha de tempo para ouvir todas as descrições, sairá de lá sabendo bem pouco da história dos reinados de quem morou ali e de lá mandou em parte do mundo, porque não há muita informação disponibilizada em outro lugar (claro, você pode comprar livretos e livrões nas lojas de souvenires, mas é mais gostoso aprender à medida que se avança pelo lugar, não é?). Enfim, saí sabendo muito pouco além do que já sabia: que enquanto o Iluminismo sacudia o mundo, Versailles flutuava na corrupção. Vimos muito luxo, é tudo realmente espetacular demais lá dentro. Cada quarto disputa com o seguinte em majestade, luxo e ostentação. Não imagino como aquele povo vivia no meio de tanto fru fru, mas isso é problema meu. Tenho agora uma boa coleção de fotos de lareiras impressionantes, mobílias no melhor estilo Luís XV, hahaha, e muito, muito luxo. Cada porta, cada teto, cada cantinho de parede, é ricamente adornado, decorado, exagerado, uau. Uau mesmo, mas eu adoraria visitar a cozinha.

Cama da rainha...

... cama do rei.

O ponto alto da visita ao interior do castelo é o famoso salão dos espelhos e ele é mesmo bem impressionante.

Detalhes do teto e paredes, todo centímetro é um flash.

Minha turma no salão, as crianças ligadinhas no audioguide.

 Enquanto passeávamos lá dentro, vimos a chuva despencar lá fora e imaginamos que tínhamos perdido nosso dinheiro com o ingresso para os jardins. Pausa para explicação sobre os ingressos para os jardins: quem visitar o site do Chateau de Versailles, vai ver que eles investem bem na propaganda em torno das tais Grandes Eaux Musicales, um tal "espetáculo das águas" que acontece nas fontes do jardim. Bom, quando leio "Grandes Eaux", penso em fontes ao estilo Las Vegas (que nunca vi de perto), com movimentos de jatos sincronizados com canções e tal. Não é? Pois então, isso gerou em nós certa expectativa pelo que veríamos nas tais fontes maravilhosas dos jardins fenomenais, tudo assim, grandioso. O que aconteceu foi o seguinte: após concluirmos a visitação à primeira parte do castelo principal (há outros domínios para se visitar, como o Grand Trianon e o Petit Trianon), procuramos um restaurante para almoçar, já que sair para os jardins seria impraticável devido à chuva que insistia lá fora. Encontramos um espaço bem bom, aguardamos cerca de 15 minutos para conseguir uma mesa e nos deliciamos com um ótimo prato de massa e o melhor molho do mundo, juro. Brindamos à chuva que resolveu dar uma trégua, mas resolvemos ainda permanecer sob a segurança de tetos decorados e partimos para a visitação do andar de baixo do castelo. Foi quando perguntei a alguém sobre o horário das tais Grandes Eaux Musicales e vi que faltavam apenas vinte minutos para o início. Saímos do castelo e precisamos comprar um ingresso para o Arthur, já que sua entrada no castelo é gratuita, mas é necessário pagar para ver os jardins (absolutamente sem sentido: crianças têm acesso gratuito a todos os domínios cobertos, mas para se chegar a parte deles é necessário cruzar os jardins... e aí elas pagam ingresso. Quer dizer.). Bom, lá fomos nós.

Canto do jardim visto de uma das janelas do castelo.


O chão de terra convertido em lama era nosso menor problema; nossa real preocupação eram as nuvens carregadas que rondavam nossas cabeças à espera do espetáculo das águas. Daí circulamos, circulamos e imaginamos que a coisa seria por ali mesmo, afinal estávamos cercados de fontes por todos os lados e podíamos ouvir uma música que saía sabe-se lá de onde. Esperamos. Esperamos. Esperamos um pouco mais e começou a chover. Abrimos nossa mochila mágica, sacamos nossas sombrinhas parisienses e esperamos mais, morrendo de rir do ridículo que era nosso quinteto encolhido embaixo de duas sombrinhas, à beira de um chafariz, esperando que aquelas águas saltitantes elaborassem um twister duplo mortal carpado e nos tirassem de nossa situação ultrajante. Nada. A chuva durou pouquíssimos minutos, nem tudo estava perdido. Fechamos as sombrinhas (parisienses, atenção ao glamour) e continuamos olhando para as fontes, procurando o espetáculo e acreditando cada vez mais que estávamos no lugar errado. Mas não, pessoas, não estávamos. As tais Grandes Eaux Musicales, vejam bem, são isso mesmo: os organizadores do "evento" acionam as caixas de som e, tchan-ans, ligam os chafarizes. Pronto. É isso. Aí, passada a hora do tal "espetáculo", acreditem, eles desligam os chafarizes (alguns permanecem ligados, com menor "potência"). Olha, na boa, fiquei com vontade de mandar cortar cabeças. Porque, né, poderiam dizer: se você, querido turista, quiser visitar os jardins do castelo e ver toda a beleza das fontes, esculturas e canteiros, pague x. Eu certamente teria comprado ingresso para os jardins independentemente de Grandes Eaux ou Petites Eaux, gosto de jardins; mas a sensação de ter sido feita de tola foi inevitável. E aí, dá licença: os jardins são lindos, mas Paris está cheinha de fontes em qualquer pátio de qualquer igreja. Então menos; "anunciar" que vão ligar o som e as fontes foi mais ridículo do que nós cinco embaixo das sombrinhas esperando para ver o nada.

Mas a gente riu muito e aí tudo valeu a pena. Decidimos então pegar um trenzinho que nos daria acesso aos Grand e Petit Trianon e lá fomos nós. O sol deu o ar da graça, o céu se abriu e estávamos dispostos a curtir o que nos restasse por lá. O problema era que o último trem de volta ao castelo sairia em 30 minutos e não queríamos nem pelo amor de Luís XV perder esse trem - as distâncias dentro dos jardins são imensas. Então fizemos a visita mais relâmpago da história pelos aposentos do Grand Trianon, nem passamos pelo Petit e voltamos ao castelo principal, ufa. Aí fomos apreciar os  jardins com céu azul.


  
Concluímos a visita do que faltava ser visto, vimos um casal de noivos desfilar em caravana com padrinhos e damas de honra a tiracolo rumo aos jardins cheios de lama e partimos rumo à estação e nosso trem que nos traria de volta a Paris. Trouxe comigo muita risada para dar e inevitavelmente revisitei o post que escrevi quando visitei Hampton Court: as fotos corroboram minha impressão de que os jardins são incomparáveis, confiram vocês.

27 comentários:

Tina Lopes disse...

Quando fui a Versalhes (ai que chique), foi num grupo pequeno com uma simpaticíssima guia francesa, que explicava tudo a cada salão em 3 línguas. Além das pinturas e dos detalhes das obras, tinha informações deliciosas tipo "esta era a sala das comidinhas, parte da nobreza era convidada a vir aqui apenas para comer em pé, e outra parte ia pra sala seguinte, onde apenas se bebia, também em pé". E soube que foi daí que nasceram os petisquinhos que chamamos de canapés, pq havia nobres demais no castelo para que houvesse mesas e assentos para todos - só os mais chegados da rainha. E quantas pessoas assistiam aos dormires e acordares do casal real, quem eram os amantes e onde se encontravam. Confesso que não ligo pra jardins e, quando fui, era inverno, não havia flores. Mesmo assim, quero voltar. Bjk!

Mariana disse...

Gente Rita!! Que bom que vc falou tudo isso das Grandes Eaux Musicales!! Eu também achava que era uma coisa linda e fenomenal e estava pensando em ir so pra ver isso! Ja fui três vezes para Versailles (uma a trabalho) e definitivamente o que mais vale à pena são os jardins e o dominio da Marie-Antoinette... de resto, viu uma vez, ta visto... Ja o D'Orsay é tudo de bom, sempre!
bjus!

Anônimo disse...

Oi Rita!
Muito engraçado, agora, essa do Grandes Eaux Musicales.
Muito triste essa do: cama da rainha, cama do rei... Nem dormiam juntinhos...
Maravilha o Museu D'Orsay!
Quando formos a Paris seu blog será nosso guia.
Beijos,
Ju

Aline Mariane disse...

fui à Orsay ontem, pela 2a. vez. Adoro também!
tô planejando ir à Versailles semana que vem com a família (eee, mais cruzeirenses em Paris! hehe) e só eu tô disposta a pagar pra entrar no castelo. Na verdade, esse show das fontes dançantes é a desculpa que criaram para poder cobrar para entrar nos jardins. Existe uma lei francesa que diz que os jardins são gratuitos, mas como deve ser caro manter aquilo tudo, criaram esse showzinho mixuruca pra ter desculpa de cobrar 6€. A gente vai numa quarta-feira, dia que não tem show. A única diferença é que não tem música e algumas fontes ficam desligadas.
Mas o castelo vale a pena, né?! Diz que sim, diz que sim!
Bjss!

disse...

Puxa, nao pode mais tirar foto no d'orsay? Nem daquela linda ala central com as esculturas? Sacanagem!!!

Ja' fui nas Grandes Eaux Nocturnes e achei bem legal! Nao tanto pelas fontes pq realmente não tem nada demais. Mas pq tinha toda uma mise en scène nos jardins, como se tivesse tendo uma festa nos tempos dos reis e rainhas. Em algumas partes dos jardins, tinhas uns petiscos, uns docinhos escondidos nuns cantos, ou entao tinham uns cheiros gostosos que vc tentava adivinhar de onde vinha. Ou entao a gente passava por um lugar escuro e ouvia cochichos, como se fossem juras de amor, como se tivesse um casal escondido no meio da folhagem. Em outro lugar tinham umas imagens (tipo holograma, sabe?) de pessoas vestidas como naquele tempo, vozes e musica, realmente como se tivesse uma festa e vc ali no meio. E tudo no meio da penumbra, como devia ser naquele tempo. Foi bem legal e diferente! Nada a ver com essas Grandes Eaux durante o dia.... No final tinha uma queima de fogos, mas era meia boca. O mais legal mesmo era passear pelos jardins e a impressao de estar dando uma espiadinha no que se passava nos jardins, longe dos olhares dos outros integrantes da festa.

E pequena curiosidade: no Chateau de Versailles as rainhas tinham que dar a luz na frente de um montão de nobres para todos terem certeza que o filho era dela mesmo. E eles comiam suas refeições na frente de um publico, que ia assistir. Cruz credo, ser rainha, viu? Prefiro ser plebeia!

Beijos,

Vivien Morgato : disse...

narrativa sempre deliciosa...os quadros estão entre os meus favoritos.
beijos.

Tina Lopes disse...

Passei uns 40 minutos em frente ao Almoço na Relva, no D'Orsay - tenho até uma tese revolucionária secreta sobre o quadro, hahahaah, um dia conto. Sou mais o Manet que o Monet. E o que dizer dos Van Gogh? E Olympia, com a releitura do Cezzane ao seu lado. Emocionante demais.

Rita disse...

Gente, preciso fazer uma observação importante: As Grandes Eaux Musicales são uma coisa; o grande espetáculo NOTURNO é outra coisa e desse não posso falar porque não vi. Taí o comentário da Dé para falar que é legal e no site há até vídeos para dar uma ideia e tal. Beleza?

Olha, eu acho que podeira ter tido uma impressão bem diferente de Versailles se tivesse visitado o lugar em outra época do ano. Ou com um guia, como fez a Tina. Sei lá. Não deixem de visitar por minha causa, hahahahaha, quanta ganância. Enfim, é isso: foi bom, mas não foi maravilhoso. Agora, se vocês forem lá, procurem o restaurante e peçam o tal prato de massa com camarão. Na boa. Di-vi-no.

Agooora, o D'Orsay... esse recomendo como prioridade em qualquer visita a Paris. Para quem curte, não há programa melhor.

Beijocas, bandilindas!!

Rita

Angela disse...

Oie! Passei um dia em Versailles em um final de maio / comeco de junho entao as flores ainda estavam lindas e nao havia tanta gente. O que ficou na minha memoria foi a Fonte de Apollo (http://derko.hu/el/apollo-fountain-versailles). Achei uma coisa de louco, uma das mais lindas que vi e olhe que havia acabado de chegar da Italia. Nao lembro o que comi mas lembro do restaurante e que a comida de todos estava especialmente deliciosa. Lembrei de todos os espacos que mostrasse aqui, tinha posto a maioria dessas lembrancas na memoria de longuissimo prazo, ou seja, havia quase esquecido. Foi bom relembrar. Se um dia for a Inglaterra, vou por o Hampton Court na lista! Deve ser uma coisa de louco. Beijao!

Angela disse...

Ah o D'Orsay eh muito especial. Preciso levar Max la tambem. Hhmm, pergunta: posso mandar ele num aviao para voces ai?

Grazi disse...

Hummm me deliciei com as fotos...lindas !!!

Caso me esqueçam disse...

ai, ainda nao entrei no castelo, ficamos soh vendo de fora o palacio quando fomos hahahaha nao tinhamos tempo quando fomos, mas... porra, por essas fotos, perdi MUITA coisa. quem sabe um dia!

entao, quer dizer que nesse dia voces tiveram mais agua vindo do ceu que das fontes? hehehe adorei o post! =*

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