Louvrando



Não gosto de museus lotados, com grupos grandes de pessoas diante de cada obra, disputando um espacinho para dar uma espiada espremida no único ângulo possível. Então nossa visita ao Louvre hoje não entra no meu rol de passeios favoritos. É tanta gente, tanta gente, tanta gente, que o que deveria ser uma oportunidade de apreciar obras de derrubar nossos queixos se transforma, na maior parte do tempo, numa maratona cansativa, desviando dos milhares de grupos de excursões e dos outros milhares de turistas (como nós). Prefiro a calmaria de galerias menores ou menos disputadas. Exercitado meu lenga-lenga-classe-média-sofre do dia, vamos ao que interessa.

No meio da muvuca, lá estavam eles. Psyché e L'Amour. A primeira vez que os vi foi em uma reprodução impressa no meu dicionário de francês, olha só. É uma gravura pequena, de canto de página, ilustrando um vocábulo qualquer. Vi e gostei tanto daquilo que tentei reproduzir a figura em um desenho tosco e cheio de traços absurdos que guardo até hoje em meio a outros rabiscos igualmente mal feitos. Anos depois, vi um molde em gesso dessa escultura em outro museu e já tinha curtido bem. Mas hoje vi o original em mármore, encomendado em 1787 e concluído em 1793. A obra é do escultor italiano Antonio Canova e eu acho que ele não precisava ter feito mais nada na vida.

Psyché ranimée par le baiser de l'Amour.


As galerias de esculturas do Louvre por si só já valem o ingresso, há tanto para ser visto que é uma pena eu não poder ir ali bater um papo com o administrador e pedir para fechar o museu só um pouquinho, só o tempo de eu ver metade... não acho que seria pedir demais.

Babei muito.

 
  Michelangelo e suas esculturas musculosas, cheias de... vida? Movimento?

Vênus de Milo (não que precise apresentar).


Vem, gente, é por aqui!

O prédio do museu poderia estar absolutamente vazio e já seria algo para se admirar.




Mas não está, né. E claro, tem ela.


Curtimos, as crianças adoraram e só se cansaram bem depois que nós já estávamos pedindo pra sair, mas ficamos exaustos após meia tarde de andanças pelas galerias. E só vimos, parcialmente, o térreo e o primeiro andar. Quero voltar, apesar de morrer de preguiça daquela multidão. Há um exposição de Rembrandt rolando, ainda muito para explorar e há Caravaggios por lá. Mas vou tentar ter aquela conversa com o administrador. Quem sabe.


9 comentários:

Mari Biddle disse...

Oi, tudo lindo!

Pode Facebookar seu post?

Bjs

Lílian disse...

Claro que pode facebookear! Eu já fiz isso, até com o post do despertador! Bjus, Rita!

Tina Lopes disse...

Amo museu lotado! Adoro ouvir as línguas, ver os grupos, tentar ouvir os guias, Rita, não vou mais viajar com você, sua #classemediasofre! hahahahaah
sério, gosto mesmo. =)

Angela disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Angela disse...

Lindo cupido.
Dois problemas com alguns museus sao a multidao e a sensacao que precisaria semanas para ver tudo direito. Mas, curto de montao mesmo assim.
Entao, se o moco la te deixar voltar depois de fechado, e se te encontrares na sala 76 da asa Denon, da um alo a La Jeune Martyre de Delaroche. As fotos da internet toda nao conseguem mostrar toda a sua beleza. E tem mais de 1.5 metros, entao nao precisa procurar muito.
Nao sabia, mas outro dia mainha estava aqui e viu uma reproducao no meu quarto. Falou que tambem amava, e pediu uma para ela, que eu levei da ultima vez que estive la. :)
Beijos, e estou curtindo muito visitar Paris daqui!

Rita disse...

Pode, sim, Mari. Beijão.
Rita

Joana Faria disse...

Ai, o Louvre é um pouco sofrido, tenho que confessar. Eu só fui uma vez mas fiquei NOVE HORAS lá dentro.

Dessa vez a minha amiga quis muito ir mas só de pensar eu estremeci. Acho que peguei trauma. rsrs. Deixei ela na fila e fui pro Pompidou. :)

Lud disse...

Sempre achei que os museus grandes, e o Louvre é um deles, têm de ser visitados em etapas. Eu, pelo menos, não dou conta de absorver beleza demais. Uma hora os olhos e a cabeça travam, fico cansadíssima, e aí o jeito é correr pra saída olhando pro chão =D.
Beijos!

Rita disse...

ANGELA!! Vide próximo post.

Tina, eu viajo com você mesmo assim, viu? hehehehe E quando eu ia sem filhos, nem ligava pra multidão. Juro.

Lud, estou nas etapas...

Joana, nove horas?? Ufa... Sem crianças, aposto. hehehe Beijão!

Beijo, Lilian.

Rita

 
©A Estrada Anil - Todos os direitos reservados. Layout por { float: left; }