Os patinetes, o fuso e a caça aos croissants


Ela, vista do Trocadéro.

Nada de museus, galerias, palácios. Nossas andanças por Paris até agora têm sido uma caça incessante ao melhor spot possível para usar os patinetes. As crianças têm sido nosso foco o tempo todo e acho natural que seja assim: é tão raro termos tanto tempo juntos, os quatro (na verdade, os cinco, porque a vovó Tereza é parceira para todo programa), que curtimos muito programar as saídas pensando em atividades para eles mais do que para nós. É claro que virão os dias de passeios menos interessantes para eles; por ora, no entanto, não podem reclamar de nada. Acordamos, tomamos café, pegamos os patinetes e nos mandamos para o jardim ou praça do dia. Isso  não quer dizer que chegamos cedo a lugar nenhum. O fuso horário bagunçou, aparentemente para sempre, os horários de sono dos pequenos e por volta da meia-noite ainda se ouve "pra cama, Arthur..." por aqui. Acordam muito tarde e a claridade que se estende até as 22:00h não torna mais fácil nossa missão de fazê-los dormir mais cedo. Além dos cafés da manhã por volta das onze horas, outros fatores atrasam nossas saídas: é tanta tralha para juntar na hora de sair que, olha, considero um milagre o fato de que a gente efetivamente chega aos lugares.

Hoje pela manhã fomos aqui pertinho "de casa", nos Jardins du Trocadéro. Nada muito especial para nós, apenas um lugar para eles patinetarem à vontade enquanto fazíamos hora até o almoço e os encontros agendados para a tarde. Do Trocadéro tem-se uma vista que deve ser linda em dias de céu azul. As nuvens meio carregadas de hoje não favoreciam as fotos (juro que um dia vou ler o manual da minha máquina, tenham fé), mas Arthur e Amanda não estavam nem aí. Com azul ou com nuvens, lá estavam eles pra lá e pra cá, zum, zuuum, zzuuuuuummm! 


Nosso almoço de hoje foi em uma restaurante sacado de um guia que a Dé nos emprestou no dia em que nos encontramos. Indignada com meu comentário de que tínhamos comido mal aqui, ela nos emprestou o tal guia. Hoje saí com ele dentro da bolsa e lá no Trocadéro procurei pelo restaurante mais próximo na categoria "não me cobre os olhos da cara e sirva comida decente". E lá fomos nós caminhando e patinetando por ruas menos famosas da região (uma ótima forma de conhecer a cidade), procurando o restaurante e fotografando as sacadas. Acertamos. A comida estava ótima, o restaurante era bem agradável, sem muvuca e com preços aceitáveis. Isso não impediu que eu atrapalhasse tudo derramando meu vinho no prato da Amanda, mas não vamos ver as coisas pelo lado ruim (o copo de fato ficou vazio, sejamos teimosos mesmo assim). Só espero que a Dé não se chateie com o fato de que o restaurante era, na verdade, italiano. ;-)

E de lá fomos para as margens do Sena, próximo à Ópera de Paris Bastille (não a Nacional, de Garnier, mas a mais modernosa, erguida na região da antiga Bastilha). Mal olhei para o edifício arredondado e cheio de vidro porque a Ópera para mim hoje era apenas a referência para encontrar a "escadinha" que me levaria ao cantinho à beira do rio onde Amanda e Luci se escondiam me esperavam. O abraço atrasado finalmente veio e o resto vocês já sabem. Luci é uma graça de pessoa, simpática e falante, e a gente fica achando engraçado se conhecer aqui, nós, duas paraibanas desgarradas nesse mundão. O Camilo, respectivo da Luci, também veio e é aquela figura tranquila, cara boa, maior legal. Amanda foi logo tratando de nos mostrar o parque mais próximo, ali mesmo, e as crianças se esbaldaram enquanto a gente tratava de situar o Ulisses nas conversas: não, amor, a Luci não é a que mora em Portugal, essa é a Joana; a Luci mora em Lyon, é aquela, das galinhas. Bem assim.



Depois fomos em bando perambular pelas redondezas da Bastille caçando uma padaria que matasse meu desejo de croissants (ontem comemos os primeiros, deliciosos). Missão cumprida, partimos em direção a um barzinho que matasse o desejo da Luci por cerveja, mas a minha Amandinha já estava mais pra lá do que pra cá e nos despedimos. Amanhã voltaremos a nos reunir, num picnic que promete. Agora vou ali ver se consigo fazer meus pequenos entenderem que no Brasil ainda é cedo, mas que aqui já passou há muito do horário de eles dormirem. Missão bem mais difícil do que encontrar o croissant perfeito, não duvidem. (Em tempo: em Floripa também há croissants decentes; mas nossa meta é encontrar algo que bata os fabulosos, de chocolate, da rede Prét a Manger, que fazia nossa alegria em Londres, no ano passado. Missão deliciosa, precisamos experimentar muitos. o/)

8 comentários:

Luciana Nepomuceno disse...

delicia (3)...meus comentários estãoficando repetitivos? é que não dá pra ser mais expansiva do que isso com océrebro gritando: quero beber com a Luci, quero ver Paris com a Amanda e comer comida italiana com Rita em plena Paris (só vc). Bjs

Anônimo disse...

Estou adorando acompanhar os detalhes da sua viagem! Aproveitem!
Beijos,
Ju

Amanda disse...

Ai que dias gostosos, esses! Chego em casa exausta, mas feliz! :)

Lílian disse...

Tão bom ver vocês de "roupa normal"!... ;-)

Legal ver as crianças se divertindo, todo mundo se encontrando e tudo dando certo, apesar do fuso e da claridade "fora de hora".

Bem pertinho de vocês (rua Klèber, saindo de Trocaderò), tem a Pomme de Pain, uma versão parisiense, digamos assim, da Prèt a Manger. Minha experiência com aquela inglesa não foi das mais extraordinárias, mas essa francesinha aí talvez dê conta - não lembro exatamente de croissants, mas tem sanduíches, sucos e sobremesas beeem interessantes. Preços justos. Vê lá, depois me conta.

BJUS!

Aline Mariane disse...

ooii,
Adorei conhecer você, as crianças, Ulisses e dona Tereza. São todos iluminados - e ainda por cima cruzeirenses, perfeito! ;)
Aproveitem bastante a viagem (precisa dizer?) e conte as novidades por aqui.
Gros bisous,
Aline

Drixz disse...

Rita, adorei te conhecer pessoalmente. Parabéns pela família linda e super simpática. Boa estadia em Paris.

Rita disse...

Luciana, tem recadinho pra você no post de hoje. :-*

Oi, Ju. Vem com a gente, ;-)

Amanda, bom, né?

Oi, Lílian. Vamos ver se a gente cruza com essa beleza aí.

Aline e Drixz, gostei demais do picnic. Mas a gente fica com uma vontade danada de conversar mais, ne? Que coisa, como faz agora, pessoar??

Beijocas!
Rita

Angela disse...

Lindo o parquinho Trocadero! E fico aqui olhando bem de pertinho as fotinhas das criancas. Quem me ve no computador pensa que tou precisando de uns oculos! Beijos

 
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