E quem consegue não falar das flores?


Quero mesmo falar dos mimos que ganhei ontem. Vieram em várias formas, todas recebidas com alegria genuína. Teve livros pedidos descaradamente, teve fofices de enfeitar orelhas e pescoço, teve meu primeiro audiolivro e outros agrados. Teve telefonema de cortar meu coração em mil pedacinhos, teve vozes muito bem-vindas e abraços, muitos abraços. Teve tanto carinho, tanto carinho. Teve até um bebezinho para eu segurar e matar um tiquinho as saudades de tempos que já parecem assim, como direi, bem passados.

Houve também uma cesta de café da manhã, certamente a mais especial de todas que já ganhei. Não estava à venda em nenhum catálogo de floriculturas ou confeitarias, não existia até ser montada, item por item, pelo Ulisses e as crianças. Ulisses me contou que, uma vez no supermercado, cada um podia palpitar à vontade para escolherem juntos os ingredientes. Amanda queria biscoitos de polvilho que ela ama - e eu odeio. Mas o papai explicou que a cesta era pra mim e ela simplesmente devolveu o biscoito para a gôndola. Arthur sugeriu pasta de dentes, escolha também contestada. No final das contas, ganhei pães fofos, biscoitos engraçados e frutinhas - picadinhas, tá? Arthur pulou da cama cedíssimo (saio para o trabalho antes das sete) para me acompanhar no café, mas Amanda não conseguiu. :-) Sei não, viu. Tenho muito forte aqui a impressão de que felicidade é assim, desse jeitinho.

Ganhei também um post da Borboleta que me fez chorar e sorrir, assim, bem misturado. E houve os mil afagos no twitter, facebook e na lista de blogueiras feministas do coração.

"Agora vou falar da dolência das flores para sentir mais a ordem do que existe", disse Clarice. E eu digo que tal qual uma criança se sente quando ganha um brinquedo, assim me sinto quando ganho flores. Então imaginem.






Ai, ai... minha casa tem cheiro bom, cores lindas e sorrisos fáceis.

Obrigada, pessoas.


7 comentários:

Angela disse...

Eh tao bom ver voce colhendo do que planta.

Acho gostoso como tantos passam pelo seu espaco em silencio, mas em momentos importantes te cobrem de palavras.

Um grande beijo!

p.s.: Sabes que nao sou de choro facil, mas o post da borboleta me emocionou.

Ana Duarte disse...

Ritaaaa!!!! eu atrasada de novo...ai ai ai
mas ta valendo, Feliz Aniversario!! muitas felicidades!


Bjinhos

Luciana Nepomuceno disse...

Lindas, flor! ;-)

Lílian disse...

Eu vi tudo, sou testemunha e ainda acrescento: foi o dia em que vi a primeira flor inflável de minha vida.

É, inflável!!!

A flor é linda (se alguém aí souber o nome diga logo - aquela ali, a primeira da lista) e, podem acreditar, suas pétalas são coloridas e cheias de ar...

PARABÉNS DE NOVO, Rita. Ainda bem que sua alegria - e suas flores infláveis - vão durar bem mais que bolhas de sabão (hum, comparação bem ruizinha, mas foi a única coisa colorida, inflável e de vida breve que me veio à mente no momento. Desculpa aí, tá?)!

:-)))

LOVE,

LI.

Rita disse...

Obrigada de novo, pessoas (atraso nada, Ana!, não esquenta, :-***)

Beijos, pessoas

Rita

Caso me esqueçam disse...

camilo e eu moravamos num predio em que, no quadro de aviso, havia umas flores de plastico fixadas. no dia em que casamos, nossos amigos abriram o quadro de avisos e colocaram papeis onde havia escrito "luci e camilo se casaram" e besteiras do tipo. dai eles roubaram as flores e nos deram hahahaha presentao! flores de plasticos roubadas do predio. as flores eram essas da ultimo foto, temos elas ate hoje. "as flores de plastico nao morrem" :)

Rita disse...

Luci,

AIIIIIIIII, que fofo! Não morrem, não. :-)

 
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