Inverno quente, os caquis que ninguém comeu, o primeiro bolo e planos infalíveis para caçar ratos


Pessoas boas desse mundo, prestem atenção. Eu precisava voltar aqui para dizer que aquele bolo de ontem fez tamanho sucesso aqui em casa que hoje repeti a dose. Preparei outro bolo igualzinho, dessa vez com a baunilha também, porque queria oferecê-lo aos amigos que vinham para o almoço e o que eu tinha preparado ontem já estava, digamos, bem menor. Fiz tudo igualzinho e novamente tudo saiu perfeito. Joguei chocolate granulado sobre a cobertura e os homens que circulavam pela minha cozinha tiveram a brilhante ideia de servi-lo com sorvete de creme... imaginem. Ou melhor, experimentem. ;-)

Floripa teve um final de semana chuvoso e friorento, mas minha casa se manteve aquecida porque praticamente não saí da cozinha. Como disse o Ulisses, o bom de ligar o forno no inverno é justamente aquecer a casa. E nossas barrigas também, for sure. Depois do bolo de ontem, pulei da cama às nove da madrugada, em pleno domingo, pessoas, e preparei aquelas torradas para o café da manhã. Desci enquanto as crianças, que já tinham invadido nosso quarto, ainda se aninhavam em nossa cama com o pai. Eles ficaram um pouco por lá, curtindo as primeiras horas preguiçosas de domingo. Na cozinha, foi só jogar a canela sobre o ovo batido para sentir o aroma que marcou meu dia. Não há nada mais gostoso na cozinha, para mim, que o aroma da canela tomando conta de minhas narinas e deixando tudo feliz. Enquanto batia o ovo para a rabanada, olhei pela janela e vi o Roque dormindo na grama, aproveitando aquele breve momento sem chuva, e me senti plenamente satisfeita. Não é engraçado como essas sensações nos invadem às vezes em momentos cheios de simplicidade? Ali estava eu, misturando ovo com canela e açúcar numa manhã friorenta de domingo e nada me faltava. Deve ser efeito da chuva, algo de que gosto muito, mas pode ser a canela também. Enfim, servi as torradas com fatias finas de maçã e morangos que Arthur devorou como se não houvesse amanhã.

Daí todo mundo foi para a sala jogar Pictureka enquanto fui pôr em prática a ideia que me rondava desde o início da semana. Na escola dos meus filhos, cada criança é responsável pela fruta do dia na merenda do grupo. Segunda-feira passada, Amanda levou caquis. Caquis que quase ninguém na turma comeu. E aí no final do dia voltamos para casa com uma porção considerável de caquis partidos e prontos para o consumo. Só que aqui em casa não temos o hábito de comer caquis (eu mesma nunca comi) e o Ulisses sugeriu que eu transformasse aquilo em uma geleia. Okay. Guardei os pedaços da fruta na geladeira e hoje, depois de encontrar essa receita, fiz a primeira geleia da minha vida, eba. Não tínhamos pau de canela em casa, então coloquei (o Ulisses, na verdade) uma pitada generosa de canela no segundo cozimento. Acreditem, pessoas, ficou maravilhosa, perfeita para aquele cafezinho do final de tarde. E de agora em diante quero experimentar outras geleias caseiras. Mantemos o açúcar, mas pelo menos escapamos dos conservantes. Darei notícias de geleias futuras, aguardem.



Minha geleia de caqui não foi a única estreia do dia. Hoje a Amanda fez seu primeiro bolinho. Enquanto eu fazia o Texas Sheet Cake outra vez, minha pequena montou acampamento na mesa da cozinha com sua potente batedeira rosa, forneci-lhe partes da massa do bolo, ela bateu tudo direitinho, untou sua forminha e, depois de assado seu primeiro bolinho, decorou com confetis. Tudo registrado para a posteridade:


A minha...

... e a dela.

Lambreca, lambreca, lambreca...

Tchan-ans!

Normalmente o Arthur me ajuda a preparar os bolos, mas hoje ele não pôde. É que depois de terminada aquela partida de Pictureka, ele se envolveu com a elaboração de um "projeto". Que projeto, Arthur? "Ah, é o Projeto Caça aos Ratos". Vou ver se consigo reproduzir aqui a explicação dele:


- Esse é o rato que tá de olho no queijo, aqui é a ratoeira, mas aí o gato aciona esse relógio e a coisa começa a correr por aqui [linha de cima] e daí tem esses botões que fazem tudo girar e o gato aperta esse botãozão e daí o queijo chega aqui e caí nesse riachinho que eu desenhei e aí sobem essas manchas de [não me lembro, mas ele tá falando daquelas nuvens lá] e aí, zum, o Tom pega o Jerry!

Tem um outro projeto também de caça aos morcegos em que o Coelho da Páscoa participa, mas eu não fotografei. Fico devendo.

Nosso tarde ainda teve duas partidas de Scotland Yard, show de malabarismo do amigo, cafezinho e aqueles planos mirabolantes de rodar pelo mundo. Enfim, jura que amanhã não é domingo de novo? AH, não! :-/

9 comentários:

Angela disse...

Cheguei aqui e falei: Oba! Creme Brulee! Uma das minhas sobremesas favoritas. Depois que li vi que era geleia de caqui. Agora fiquei com desejo dos dois :)
O primeiro bolinho da amandinha ficou lindo, Julia diria: Look! A baby cake! A little tiny tiny baby cake! E os planos mirabolantes esbocados pelo Arthur estao super criativos e engenhosos. Ai Rita, quando eh que vamos juntar essa meninada? Beijao e adorei noticias do otimo finde!!!!!

Borboletas nos Olhos disse...

Tudo lindo, lágrimas nos olhos e um travinho na boca com sabor de passado. Um dia te falo de uma cobra chamada Lily.

Dá meu beijo apertado na Amanda com um sonoro parabéns pelo lindo bolo.

Ana disse...

Ai, adoro seus posts Rita!
Desculpe nao ter comentado frequentemente, mas leio sempre, todos eles! O bolo texas sheet cake eh bem conhecido por aqui e todo mundo sempre adora. Eh bom quando algo simples de fazer faz um sucesso gostoso assim ne?!
Agora, vc nunca comeu caqui??? nem experimentou dos q picou p/ as criancas?? Ai ai ai Rita... eu e meu pequeno aqui adoramos caqui!!
Beijos
Ana

Iara disse...

Que delícia o post todo. E essa epifania de no meio de uma tarefa prosaica qualquer o coração ficar quentinho e a gente se dar conta de que a vida é boa? Conheço bem. =D

Rita disse...

Anginha, creme brulee!!!! Ainda não, ainda não. :-) Quanto a juntar a turminha, precisamos conversar... :-D

Luciana Holanda, quem é Lily?

Ana, oi! Não se desculpe, querida, adoro você por aqui, mesmo quietinha. :-) E tá bom, vou provar caqui da próxima vez que comprar.

Iara, é epifania mesmo. Não é bom? Aff, é o ouro.

Beijocas!
Rita

Caso me esqueçam disse...

hahahaha que massa! senti total conexao com @s menin@s agora! primeiro com essa batedeira FOFA! eu tinha uma tambem, nao tao rosa hahaha mas ela era tao linda! nao servia de muita coisa, mas cheguei a fazer um sorvete nela. hihihi e esse plano mirabolante? eu tbm adorava fazer esquemas pra colocar em pratica certos planos (que eu nem lembro mais do que se tratavam). ai, que lindo! hihihi

Rita disse...

Oi, Luci

eu tinha um liquidificador, uma batedeira, uma geladeira e um fogão. Mas eu queria os jogos que nunca vinham pra mim, damn it! Enfim, cresci detestando cozinhar, mas olha aí eu me aventurando de vez em quando. E o que é pior/melhor: adorando! :-)

Beijinhos
Rita

xistosa - (josé torres) disse...

Deste lado do oceano o caqui é um dióspiro.
Nunca comi doce deste fruto, mas suponho ser um pouco enjoativo.
Bem... também deve depender da quantidade de açúcar.
Gosto imenso de cozinhar, mas não tenho paciência para doces.
Depois de ter comido uma torrada com o delicioso doce, parto.
Um "até um dia"

Rita disse...

Oi, José. A geleia de caqui virou minha queridinha.

Até.

Rita

 
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