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Hoje de manhã bem cedo, como que para me lembrar da data, você esteve em meu sonho. Não foi, ainda, o momento com o qual sonho acordada, em que você virá para conversar e sorrir. Você estava como esteve em seus últimos dias, enferma, no hospital, reclamando dos remédios. Mas tinha sua voz tão nítida e clara que acordei com o tempo suspenso. Era você, sua voz era você.

Penso em você todos os dias e há já uma lista enorme de coisas por contar e sobre as quais trocar impressões, mas essa semana eu falei "ainda bem que ela não viu isso que a traria tanta tristeza". São coisas que a gente diz quando gostaria de ter o poder de selecionar o que as pessoas que amamos levariam do mundo. Só a bonança, queremos camuflar as tempestades. Houve uma tempestade horrorosa essa semana, mas hoje ouvi sua voz e foi bom. Há dores impensáveis espalhadas pelo mundo e é sempre um alento ouvir sua voz. Nem que seja em um tempo que não sabemos medir, no subconsciente, sem chance para respostas. Mesmo assim. Foi um alento.

2 comentários:

Lílian disse...

Vou inverter carinhas publicadas aqui, dias atrás. Só para vc ficar um pouquinho mais contente.

:-)

Saudade, né? Que dizer?... Esse é o tipo de sentimento que, quanto maior dentro da gente, menor a gente se sente. Bjo grande.

Rita disse...

Lilian, querida, obrigadinha... Beijos,

Rita

 
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