Relativo


O dia estava ruim, eu tinha ido dormir mais tarde do que gostaria na noite anterior, tive pesadelos com meu pai e passei o dia bêbada de sono, encarei fila de banco, não havia vagas no estacionamento, não gostei do suco do almoço, o Arthur não quis almoçar, rolou um barraco no setor ao lado do meu e tive de tratar com gente estressada, meu computador pirou. Nada muito relevante no contexto dos meus últimos meses, mas cada eventinho desses foi devidamente anotado mentalmente e valorizado por mim como se fossem coisas dignas de atenção e mimimi.

Aí conversei por seis ou sete minutos com uma mãe que procura sua filha desaparecida há mais de cinco anos.

Ou seja. Fiquei assim meio sem assunto. Sorry.

5 comentários:

Tina Lopes disse...

Ai, que pesadelo, o pior de todos, Rita. Chorei tanto, de lágrimas mesmo, como não o fazia há décadas, em Enrolados: na cena das lanternas. E foi pelos pais da Rapunzel, principalmente. Isso não foi spoiler, né? ;)

Borboletas nos Olhos disse...

E eu fiquei de mimimi, cansada e sei lá o quê...e agora morrendo de vergonha. Um beijo ruborizado...

Marcia disse...

Rita, com a minha vida toda atrapalhada somente hoje retornei ao seu cantinho e li sobre a partida da sua mãe. Sinto muito pela sua imensa perda... que o tempo cure a dor e que as mais belas memórias dela tragam o conforto que você precisa. Um grande abraço.

Mari Biddle disse...

Eu li vc comentando no Twitter e fiquei pensando se um troço desses acontecesse comigo. E todo o resto passa a ser mimim mesmo.

bjss

Rita disse...

Tina, não, não foi spoiler. :-) Nem me fale, preciso parar de sofrer por esses desenhos. Bj.

Borboleta cansada, somos assim, né. As rainhas do mimimi. Hoje já estou aqui lembrando do anel perdido e tal. Pff....Bj.

Marcia, querida. Com sua vida docemente atrapalhada pela chegada da sua menina você me aparece aqui - quanta honra. Preciso te falar uma coisa: quando li sobre sua imensa alegria e vi a forma como você se referiu a 2010 - o ano que para sempre será lembrado como o ano da chegada de seu bebê - não pude deixar de (ao mesmo tempo em que vibrei por você) pensar na ironia de que eu tinha escrito há poucos dias que 2010 seria sempre lembrado por mim como o ano em que me despedi de minha mãe. Digo "ironia" porque seu blog foi inspiração para que eu iniciasse o meu e durante meses, enquanto lia cada um de seus posts, torci muito para que grandes reviravoltas viessem. E quando elas vieram e a chegada de sua pequena iluminou ainda mais sua vida, meu coração estava tão quebrado que sequer escrevi uma linha pra vocês. Mas saiba que fico muito feliz por vocês todos e que no dia em que li sobre sua gravidez fiquei profundamente emocionada. Um beijo grande cheio de luz. Venha sempre por aqui, ainda que em silêncio; você é muito, muito bem vinda.

Mari, é verdade. Não sei direito lidar com essas sensaçõe, sabe. Sei que alguém já me falou que não podemos viver as dores do mundo, mas como faz? O papo de ontem gerou ondas impossíveis em meus pensamentos, você num faz ideia. Porque mãe e filha estão vivas (possivelmente), mas.. né? Ai, sei lá. Não sei, não sei. Beijinhos procê.

Noite, pessoas.

Rita

 
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