Do mesmo saco

 
O assunto e as dicas (na caixa de comentários) no não-post de ontem me fizeram lembrar de algumas febres dos meus tempos de menina. Eu tinha essa coisa de começar a ler um livro e não querer saber de mais nada e ainda gosto dessas lembranças, mesmo que elas venham com certo tremor diante de alguns títulos. Bem sei que não deveria confessar essas coisas assim em público, mas já perdi a vergonha faz tempo. A verdade é que eu lia de tudo, qualquer coisa que parasse na minha mão, qualquer livro bom ou porcaria. Posso estar enganada, tudo aqui baseado em achismo, mas me parece que antes da chegada da fase adulta, quando nossos gostos tendem a se sedimentar um pouco (nunca para sempre, não), qualquer tipo de leitura é bem vinda. Acho que é na infância e/ou na adolescência que o hábito de ler se forma. Hoje em dia penso um pouco (nem sempre) antes de selecionar algo para ler porque enfrento a ansiedade diante de tudo de bom que ainda não li - e também porque meu tempo já não se divide apenas entre escola e lazer. Mas lá na infância, na adolescência e no início da vida adulta, ah, acho que vale qualquer coisa mesmo, tudo é um pouco preparação de terreno. E criança que gosta de ler tem mais de meio caminho andado nos desafios da escola - acho. Claro que se o cidadão só experimenta tranqueiras, pode até achar que não gosta do babado, mas é pouco provável que nada de bom caia nas mãos de quem se aventura com frequência.

Algumas febres que experimentei quando ainda usava aparelho nos dentes (naquela época, apenas crianças e adolescentes faziam tratamento ortodôntico) foram mais intensas ou mais duradouras, outras não foram além de dois ou três títulos. Eu me lembro da fase das Sabrinas, Júlias e Biancas, romances açucaradérrimos que seguiam a fórmula mulher-linda-encontra-moço-belo-e-viril-mas-o-amor-é-impossível-e-eles-vão-se-odiar-até-a-guinada-final. Ah, os cabelos das protagonistas! Ah, as profissões moderníssimas - todas eram fotógrafas ou cinegrafistas ou modelos ou qualquer coisa cool e inatingível para mim. Nenhuma usava aparelho. O horror, gente, o fim do mundo. Numa época em que usávamos os cortes de cabelo medonhos dos anos 80, líamos sobre cabelos longos, com toque de seda e brilho de lua. De lá para os livretos da série Momentos Íntimos foi um pulo: era a mesmíssima coisa, mas com uma ou outra passagem mais picante, sabe como é que é. Li dezenas desses livrinhos, que eu pegava emprestados na biblioteca da escola, entenderam? Na sala de aula, Machado e Alencar, na biblioteca, Sabrina e Momentos Íntimos, tudo para absorver bem o modelo de que só é feliz a mulher que encontra o príncipe encantado e tem cabelos sedosos, uma tragédia (as Sabrinas, não o Machado). O verdadeiro Realismo Fantástico. Enfim. Aí um dia Capitães da Areia entrou na lista de leitura da aula de Literatura e me salvou daquele torpor. Descobrir Jorge Amado, naquela época, foi como perceber que o mundo era maior, que as pessoas eram melhores. E apesar de ter me familiarizado um pouco mais com a literatura nacional anos depois, não me lembro dessa fase Amado ter durado muito porque foi mais ou menos por aí que descobri Agatha Christie e seu Poirot e mergulhei no mundo dos romances policiais. Nessa época, almoçar era um suplício como se o assassino fosse fugir do livro se eu interrompesse a leitura. A pior tragédia desses dias se dava quando o ônibus para a escola estava lotado e eu precisava ler em pé. Mas quando conseguia um assento junto à janela, o/, torcia muito para que a escola fosse um pouquinho mais distante... Sentar era fundamental se o livro fosse do Sidney Sheldon (argh!), porque eles eram bem pesados. :-) Devo ter passado fome lendo O Reverso da Medalha - era impossível largar aquilo. Gente, será que tinha alguma droga nas páginas - além da escrita dele, quero dizer (essa sou eu, cuspindo no prato em que comi muito...)??

Talvez eu tivesse mergulhado em uma febre de livros de terror também se a experiência com a leitura d’O Exorcista não tivesse sido tão traumática. Eu não conseguia ficar sozinha lendo o livro, tampouco conseguia parar de ler. Para resolver o impasse, seguia minha mãe pela casa, lendo na cozinha enquanto ela passava um café, ao lado dela no escritório e acampando na porta do banheiro enquanto ela interrompia seu trabalho para fazer xixi. Morrer de medo não me fez largar o livro, mas prometi a mim mesma que não repetiria a dose. Ainda comecei um tal Profecia, mas fui mais forte e larguei. Sai pra lá.

Houve outras febres (como todo mundo, passei uns tempos na Avalon de Marion Z. Bradley) que prepararam terreno para caminhadas mais longas depois, mas nunca mais encontrei livro nenhum com notas de rodapé tão longas quanto as de Zuenir Ventura em sua série Operação Cavalo de Tróia (quem não leu não vai pro céu)! Algumas tomavam páginas e páginas inteiras, questionando seu status de “nota” de “rodapé”, e eu me maravilhava com tanto detalhamento técnico (que ninguém entendia) para convencer o leitor de que o protagonista tinha mesmo viajado no tempo e visitado a Galileia de Jesus. Mas, ah, eu tirava o chapéu para a paciência do Ventura; pena que a minha acabou no terceiro livro da série de seis. Algum herói aí pra me dizer aonde o protagonista foi nos três últimos livros da série? Não? Pois é, desconfiei.

Já cheguei a pensar que o tempo gasto com as Sabrinas da biblioteca do colégio poderia ter sido bem melhor aproveitado, mas já passei dessa fase. Muitos anos depois, tentei ler um Sidney Sheldon e não consegui - e fiquei impressionada como o troço era ruim. Mas não posso negar que um dia, lá na sexta série, era mesmo Se Houver Amanhã que me deixava toda animada, com a cara enfiada num mundo longe onde tudo era possível. E era bom demais.

Tudo isso pra dizer que fico vendo a história se repetir:

- Arthur, vem escovar os dentes.
- A-hã.
- Arthur?
- Tô indo...
- Arthur, já estou com a pasta na escova.
Entra o banheiro com o gibi na mão, posiciona-se na minha frente, cabeça baixa, gibi aberto, lendo baixinho.
- Arthur, larga o gibi e abre a boca.
Abre a boca bem molenga, segue lendo.
- Licença - arranco retiro delicadamente o gibi da mão dele, ponho em cima da pia, mas nem tenho tempo de falar nada.
- MÃEEEEEEE, você desmarcou a página!!

Aff, falei que é i-gual? A mesma farinha.

***

E apesar de eu não classificar tudo que mencionei aí em cima como tranqueira (gosto muito d'As Brumas de Avalon, por exemplo), vou perguntar outra coisinha (sem querer ser a chata que só pergunta): qual a pior tranqueira com a qual você já desperdiçou seu precioso tempinho? De imediato, lembro-de me de uma: Um Bestseller pra Chamar de Meu. M Keyes nunca mais. Também, né, peguei pesado.

18 comentários:

Tina Lopes disse...

Li tudo isso e poderia ter escrito esse post. Menos Momentos Íntimos. Nas Sabrinas, me intrigava o que era o tal membro viril - achava que tivesse algo a ver com o braço. Enfim. Eu tinha fases - lia todas as Sabrinas possíveis e depois enjoava, não podia nem ver. Depois a fase Segunda Guerra Mundial, com livros ótimos e outros nem tanto (achava lindo pegar a bicicleta e fazer piquenique só com salame e vinho nos arredores de Paris antes que os alemães chegassem); de terror - e eu adorava passar medo, lia à noite, O Exorcista, Terror em Amytiville (bomba), O Iluminado (ótimo), afe, tantos. Mas o pior, o livro mais horroroso que já li foi um mencionado num post da Lola, em que a protagonista é babá de crianças e adolescentes e eles a torturam, ui, horrível, livro moralista, nojento. Foi o primeiro livro que me arrependi de ter chegado até o final. Não lembro o nome.

Borboletas nos Olhos disse...

Li tudo isso aí - menos Keyes. E, pra ser bem sincera, ainda leio Agatha Christie pelo menos dois por mês 9repetidos,claro, só O Assassinato no Expresso do Oriente devo ter lido mais de 30 vezes). E ainda sou fã de Darkover, da Marion Z. Bradley. Eu levva e levo livro pra todo lado. leio em filas, no cinema enquanto começa o filme, quando paro o carro nos sinais, enfim...meu filho também vai no mesmo caminho. Que tal uma farofa?

Daniel disse...

Adorei o seu post, pois bem o hábito da leitura sedimentou-se em mim logo muito cedo, que eu me lembre foi mais ou menos aos 13 anos. Sempre adorei ler poemas e diversidades, tudo que me prendia a atenção. Essa é uma fase ótima, preparatória, para as coisas mais séria que vem depois.

Dan

disse...

Ultimamente o meu tempo livre é tão precioso, que não perco mais tempo com livros que não gosto. Em geral, sigo recomendações, então é mais dificil cair em algo realmente ruim. E quando o livro é chato e não prende a minha atenção, eu largo sem do'. Antes eu JAMAIS largaria um livro pela metade, era uma questao de honra ir até o fim.

Mas ja' li muita tranqueira na minha vida... não cheguei a ler Sabrina e afins (achava insuportavemente chato!), mas ADORAVA Sidney Sheldon qdo tinha meus 14 anos. Normal, né? Era so' sacanagem... Acho que todo mundo passa por isso. E o Reverso da Medalha era o meu preferido haha! Trash!

E concordo que o habito da leitura vem desde pequeno. Em casa sempre tivemos mais livros que brinquedos e eu e meus irmaos somos devoradores de livros. Hoje de manha até lembrei desse teu post pq estava tao entretida no onibus com meu novo livro que perdi o ponto que tinha que descer...

Lord Anderson disse...

Rita, faço uma pequena confissão aqui.

Eu sou leitor compulsivo. Por uma serie de problemas na infancia/adolescencia eu me refugiava em livros/hqs como algumas pessoas se refugiam em doces.

Como resultado teve uma epoca em que eu ficava mal se não estivesse lendo nada.

Serio...eu chegava a ler a parte de economia dos jornais, mesmo sem entender p/ não ficar sem a leitura.

Hoje ja superei a parte mais forte, mas continuo um consumista de livros.

To com uma pilha enorme aguardando leitura e ainda to adquirindo mais.

Rs.

Eu li uma quantia absurda de livros e de variados estilos.

Lia muito por fases.

Tipo, uma epoca, dediquei um ano inteiro a ler tudo oq eu podia de Agatha Christie.

Foram mais de 20 livros no ano.

Praticamente todo o acervo que a biblioteca da cidade tinha dela.

E outra confissão...eu li romances JUlia-Sabrina-etc. hehehe

Eu pegava os das minhas irmãs, numa tentativa de saber oq as garotas gostavam num rapaz.

Nem preciso dizer que não me indentificava nada com os pares romanticos das personagens rs.

Dificil dizer de algo que fosse realmente ruim.

Se o livro não me interessa-se mesmo. Eu largava e procurava outro.

Mas talves seja só o fato de que prefiro lembrar de coias que gostei.

Ah, alguem lembra da coleção Vaga-Lume da editora Atica?

Eu simplesmente amava aqueles titulos.

Deise Luz disse...

Vixe, eu não consegui lembrar de alguma tranqueira muito significativa! Mas acho que o mais perto disso foi um autor que você citou: Sidney Sheldon.. haha

Gente, que coisa ruim!
Acho que li um de seus livros (nem lembro qual) no mesmo período em que descobri Agatha Christie (que eu amo até hoje), então a mediocridade dele - perto de Agatha - ficou ainda mais aparente pra mim...

Eu me identifiquei demais com a sua leitura do Exorcista. Eu também li e era exatamente essa a sensação: morria de medo mas não conseguia largar. E o pior: li no interior, viajando, longe da minha mãe, e ainda lia antes de dormir! Eu sabia que ia ter pesadelos, que demoraria muito pra conseguir dormir, mas era mais forte do que eu.

Até hoje, quando vou lá no interior, abro a gaveta e vejo o livro ali no mesmo lugar. Me dá arrepios até hoje! Hehe.

Patricia Scarpin disse...

Eu estou devorando os livrinhos da Charlaine Harris, culpa de ser tão apaixonada por "True Blood". :)

Tenho dívida com S. Sheldon porque ele me fez relembar como eu adorava ler (já fazia tempo que eu tinha lido algumas coisinhas da coleção Vagalume). De vez em quando tenho vontade de reler alguns dele, especialmente "O Outro Lado da Meia Noite". :)

Diego Uillee disse...

Olá Rita, parabéns pelo teu blog. Textos muito requintados, concisos. Muito bom!!

Sou Diego Schaun, poeta e músico baiano. Meu blog é o www.diegoschaun.blogspot.com

Abraços, boa tarde!

Anônimo disse...

Rita,

Me identifiquei com tudo, até com a parte da conversa com o Artur :)

Eu mando a Julia subir pra dormir e se não for atrás, meia hora depois encontro ela pelada, em pé no meio do quarto, com uma meia no pé e outra na mão e lendo um livro ou um gibi :)

Ela vai ao banheiro lendo, quando vai se limpar coloca o livro no chão e fica lendo enquanto se limpa :S

Li as mesmas porcariadas que vc e tive a mesma sensação ao tentar reler depois de adulta. Sabrinas, Julias e afins eram o fim da picada! Ô livrinhos machistas! Mas eu amava rsrs

Sidney Sheldon, Paulo Coelho e outros tão bombas quanto, que já nem consigo lembrar o nome, fizeram a alegria da minha adolescência.

Eu não consegui ler O Exorcista, comecei e não tive coragem de continuar, mas me torturei com Pet Sematary do Stephen King. Fiquei dias impressionada e prometi nunca mais ler.

Também amei Wuthering Heights, amo de paixão praticamente tudo que a Isabel Allende escreve e adorei Brumas de Avalon(que li em inglês), embora na minha opinião seja o único livro bom da Marion Z. Bradley.

Hoje em dia continuo gostando de leituras leves, leio muitos policiais. São bem fast food, mas distraem e são ótimos pra deixar a leitura em inglês em dia.

Leio Robert Parker e seu detetive Spenser (bobo que só, mas ADORO), Jonathan Kellerman e seu psicólogo que trabalha com a polícia, Faye Kellerman e e deu detetive casado com uma judia ortodoxa, Sue Grafton com seus livros de A a Z.

Leitura bobinha de todo, equivalente a ver uma novela, mas que me dão um enorme prazer :)

Beijos,
Aline (da Julia)

Ashen Lady disse...

Já tive todas essas fases também como você. Tão gostoso não é?

Já tive um vício nos livros do Marcelo Rubens Paiva, começou quando tinha uns 14 anos e lemos Blackout na escola. Paixonite imediata em todas as garotas da sala.

No colégio era Paulo Coelho.

Tempos atrás era chik lit, como M Keyes, por exemplo.

Ai, meu vício agora é o mesmo da Patrícia, Sookie Stackhouse novels.

Rogério disse...

Posso emendar com o post anterior? Legal, quem cala consente. O livro que mais me prendeu até hoje (foi na adolescência, sei lá se valia isso tudo) foi Judas, o Obscuro, de Thomas Hardy. Uma trama noir, personagens no mínimo problemáticos no aspecto psicológico e algumas passagens tenebrosas. Às vezes me dava asco, mas eu me negava a largá-lo e li até o fim. Vamos para o post atual: li A Cabana e, sinceramente, achei bem ruinzinho. Minha maior 'tranqueira' já lida, porém (eu jurei não contar pra ninguém, mas acho que também perdi a vergonha) foi Marimbondos de Fogo, do Sarney. Argh!

Danielle Martins disse...

Lembrei da minha infância também. Será que era mania da época: ler até acabar? Minha filha faz o mesmo, outra noite se trancou no banheiro pra eu não perceber que ainda não tinha ido pra cama pra terminar o último capítulo. rsrs
Bjs!

Rita disse...

Fala, pessoas!

Tina, hahahahaha: o membro viril. Ri alto. Não sei de que livro você está falando nesse papo doido aí de tortura, mas também não quero saber. Bj.

Borboleta, eu adoraria ler uns Agatha Christie de novo, viu. Boa ideia. :-)

Daniel, também acho que ler na infância e na adolescência prepara o terreno, né. E rende muitos papos bons depois. :-) Abraços!

Dé, também largo livro ruim. O último em que dei uma bicuda foi o tal da Cabana. Sem condições. E, diz aí, O Reverso da Medalha era o bicho!! Várias gerações da mesma família naquela saga cheia de clichês... ai, eu achava um LUXO! Hehehehe! Beijos!

Lord, é engraçado como tudo na vida em exagero pode ser prejudicial, ne´. Achei muito interessante sua história. Eu não me lembro da tal coleção Vagalume, mas vejo muita gente falar dela. Perdi alguma coisa muito boa? E já concluí que A. Christie é viciante mesmo. Ninguém lê só um, já reparou? Abraço.

Hehehe, Deise, fiquei imaginando sua cara abrindo a gaveta, com medo de o livro te agarrar. Boo!

Patricia, O Outro Lado da Meia Noite - tuuuuudo de bom! Ou de ruim, dependendo do que você leu antes, hahaha! Beijo!

Diego, muito obrigada pela visita, venha sempre, fique à vontade. Vou espiar seu blog. :-)

Aline, sabe que Paulo Coelho nunca me desceu? Li O Alquimista e achei TÃO ruim - mal escrito mesmo - que nunca mais passei perto de outra coisa dele. Mas entendo que fez febres por aí. :-) EU ESTOU LENDO WUTHERING HEIGHTS neste exato momento. Estou a-do-ran-do. Dívida antiga, deveria ter lido na faculdade, mas fui adiando, adiando. Nossa, que tonta, já deveria ter lido há muito tempo. Também leio tudo da Allende, sou doida por ela. Enfim, esse papo vai longe, senta aí. Bj!

Ashen Lady, do Rubens Paiva só li o clássico Feliz Ano Velho. Dispenso a Keyes (mas ela não precisa de mim, hahaha,está podre de rica).

Rogério, pode emendar, à vontade. Nunca li O Obscuro. Também larguei A Cabana, sem dó. E ei, é você!! O único ser vivente que leu Maribondos de Fogo?? hahahah, sorry, não resisti. Abraços!

Danielle, então, acho que as crianças mergulham COMPLETAMENTE nas histórias e isso as deixa bem concentradas, né. Beijão!

Valeu, pessoas. Vocês aumentaram muito minha lista de pendências. Quero saber quem de vocês vai trabalhar pra me sustentar enquanto eu fico em casa lendo. Hein? ;-)

Beijocas
Rita

Rogério disse...

Não só li como sobrevivi. Quando começo um livro, mesmo que seja horrível, sinto algo parecido com remorso se largá-lo antes do fim. Minha única preocupação com o "Marimbondos...", é se depois disso ainda consigo uma vaguinha no céu quando chegar a hora.

Anália disse...

Tinha uma época que eu viajava muito a trabalho, e ter livros para me fazer companhia à noite era fundamental. Porém, terminava deixando para comprá-los no aeroporto, na Laselva. Tudo isso para confessar que eu li quase todos os livros da Anne Rice (aquela de Entrevista com o Vampiro). Pois é, foi a primeira vez na vida que me desfiz de livros sem remorso!
Bjs,

Anália

Anália disse...

Vi que tem um monte de gente que gosta de Agatha Christie, não resisto a dar pitaco: vcs conhecem uma série da BBC chamada Poirot, de Agatha Christie? Simplesmente maravilhosa, faz uma adaptação das histórias dela (as vezes mistura histórias) muito boa, uma reconstituição de época impecável e um Poirot (David Suchet) do jeito que eu imaginava. Eu assistia, muito tempo atrás no Multishow, mas já não passa mais. Terminei comprando a primeira temporada da série faz um mês, na Livraria Cultura, por um preço muito legal, R$39,90.
Bjs,
Anália

Gabi disse...

Agatha Cristie é "um clássico" da fast leitura... Adoro e quando dá ainda leio. Diria que a Marian Keys é um Júlia/Sabrina (ok eu tbém li) melhorada, mas, realmente tú pegaste o pior de todos, o melhor é o primeiro, o Melancia. Agora A Cabana é de matar, eu e o meu marido apelidamos de A Caverna, era muuuiiiito chato.
Adorei esta face nada erudita do blog, chato demais é só ler Sartre.... beijo
gabi

Rita disse...

Oi, Rogério, de novo. Já me libertei desses traumas de livros não terminados. Só leio se me agrada agora, mas sei bem do que você fala. Abç!

Anália, olá. Eu li um da Anne Rice, Pandora. Mas foi o único. Há outros em nossa estante que eram do meu marido antes de nos casarmos, mas nunca abri nenhum. Não conheço a sério da BBC, mas valeu a dica. Vou ficar de olho. Bj!

Gabi, você conhece alguém que leu A Cabana até o fim? :-) Olha, preciso ler alguma coisa da A. Christie, fiquei com saudade com toda essa falação! Beijão!

Rita

 
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