A quem interessar possa: mudo de assunto já já, juro. Por enquanto, ainda London London.
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Praça, em Canary Wharf, Londres.
Londres é uma cidade verde. Acho graça quando vejo algumas pessoas que moram aqui há séculos comentarem que gostariam de mudar para um lugar mais tranquilo, onde pudessem ter mais contato com a natureza e coisa e tal. Claro, deve haver muitos motivos por trás da vontade de mudar daqui - metrô lotado para ir ao trabalho todos os dias, país em crise (o conceito de "crise" é algo relativo, mas vá lá), clima temperamental. Mas quando vejo algum morador local reclamando que não tem contato com a natureza, sei que é um daqueles casos em que a beleza se torna invisível simplesmente por estar ali, ao alcance da mão.
Segundo meu guia de viagem, a Grande Londres possui cerca de 1700 parques. Talvez esse número inclua também as muitas praças sempre bem cuidadas ("sempre" refere-se o que eu vi, mind you) que tornam qualquer bairro marrom ou cinzento um lugar mais acolhedor.
É o que ocorre em Canary Wharf, aquela área supermoderna que vimos lá do observatório de Greenwich. Ontem demos um passeio por entre suas torres espelhadas e vimos um lado da cidade bem diferente dos muitos prédios Georgianos e Vitorianos tão comuns na maioria dos outros bairros. Canary Wharf é um empreendimento comercial inaugurado no início dos anos 90. Ainda em expansão, atualmente conta com diversas torres e alguns prédios menores, shopping centres e restaurantes. De tão moderna, a área tem um certo ar futurista e fico imaginando como os antigos moradores da região das famosas Docklands enxergam tanto desenvolvimento.
A estrutura sobre nossas cabeças é o acesso do trem da Docklands Light Rail (aquele sem maquinista) à estação de Canary Wharf.
Ponte parcialmente suspensa para novas obras.
Mas nem aqui a velha Londres falha em sua tradição de ser uma das cidades com mais áreas verdes do mundo. O sujeito está lá, minúsculo no meio daqueles prédios enormes e, sem qualquer aviso prévio, ao dobrar a esquina, dá de cara com uma pequena praça que faz as vezes de oásis em meio a tanto espelho e concreto (vide primeira foto deste post).
Eu sei que já estão meio murchos, mas ainda assim...
Ulisses entrando na foto, quer dizer, na praça.
Quando penso no clima de Florianópolis, com as quatro estações bem distribuídas ao longo do ano, frio e calor para agradar a todos; quando penso no solzão que banha nossas praias e faz de nossa costa um sonho de consumo para pessoas do mundo inteiro; e quando penso em tantas outras coisas que nos conectam ao Brasil, desconfio que viver aqui me custaria muito caro (não estou falando de dinheiro, mas isso também seria verdade...). Mas, ah, eu adoraria ver tantos parques e praças bem cuidadas Brasil afora. É pedir muito? Um playground bacana, gratuito para qualquer família levar suas crianças no final de semana, com brinquedos bem projetados e estrutura decente em cada bairro. #inveja
Playground de Coram's Fields, no coração de Bloomsbury, bairro central de Londres.
Playground do Greenwich Park, favorito do Ulisses.
Não há bairro que a gente visite que não ofereça uma pracinha linda, um parque legal ou um playground seguro para as crianças. E às vezes tudo isso está junto, ali na esquina. Isso, sim, é luxo.
Amanda, em Coram's Fields (chão fofinho para a criançada se esbaldar e a gente não se descabelar).