19/02 é aniversário da Ângela!!!!!! Fiiiiiuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!! Êêêêê!!! Parabéns, tchan tchan tchan, parabéns!...
Ahn? Oi? O quê? Ah, quem é a Ângela?? Ah, tá, vou apresentar:
A Anginha é minha amiga desde mil novecentos e noventa e uns. Nós nos conhecemos lá em Campinha Grande/PB, já colegas de trabalho. Éramos professoras de inglês na mesma escola e depois nos tornamos sócias (é, eu sei, vocês estão com a impressão de que já leram isso aqui, mas aquela é outra lambisgóia, sabem, eu tenho umas tantas amigas mesmo; e, sim, fui sócia de duas delas, mas isso é uma loooonga história, quem sabe um dia).
Como eu ia dizendo, eu e a Ângela trabalhamos juntas e logo percebemos que podíamos atrapalhar juntas também. Descobrimos certo dom para nos metermos em atropelos a ponto de, após alguns anos de amizade, a Ângela considerar que sua ida aos EUA era bem providencial porque já estava na hora de pararmos de nos meter em confusão. Eu discordei, mas fazer o quê.
Lá se foi Anginha para a terra do Obama viver o amor da vida dela. Bom, foi e foi ótimo que ela tenha ido, não só porque construiu uma família linda com o Pete, que, diga-se de passagem, esperou por ela durante cinco anos (vou escrever de novo: cinco anos), durante os quais o namoro se deu por telefonemas semanais e cartas (não, a internet ainda não era isso que é hoje), mas também porque se tornou profissional respeitadíssima. É claro que adorei: mulher latina trilha carreira brilhante em terras do norte, gerencia equipes e mais equipes de profissionais gabaritados e pode se dar ao luxo de escolher - eu disse es-co-lher - que empresa vai ter o privilégio de tê-la no quadro de funcionários, excuse me. Minha amiga, falei? E não estou falando de empresinhas, falo de empresonas. Uma delas pediu: Ângela, por favor, vai ali na China implementar um projeto gigantesco para a infraestrutura do país, vai? E ela: ah, eu adoraria, sabe, mas agora vou ter um bebê, tchau. Mudou de empresa, a Ângela.
Ainda apresentando: a Anginha é inteligente, ponto final. Só que esse não é seu ponto mais forte e muita gente azeda é inteligente. Mas Anginha é doce. Ela é do bem, vocês me entendem? O coração da Anginha é enorme, sua inteligência caminha coladinha na sua imensa bondade. Ela é linda, pessoa que brilha e que faz a gente se sentir muito sortuda por tê-la no rol de amigos. Uma vez li em uma entrevista o Walter Salles falando que "é preciso acreditar que o mundo está cheio de amigos", acho que ele se referia à personagem Dora, no filme Central do Brasil. Eu adorei aquela frase e me lembro dela agora porque quero muito acreditar que o mundo está cheio de Anginhas por aí. Pensar nisso me faz bem, pensar que, apesar de tantas mazelas, as Anginhas caminham mundo afora fazendo felizes seus amigos e espalhando luz.
Mas não fiquemos sentimentais demais, ainda não acabei de apresentar a Ângela. A Anginha é divertida e generosa. Morremos de rir juntas, tantas vezes. O papo é sempre bom, as saídas eram sempre divertidas, fosse para bater cabeça ao som do Nirvana, fosse para pular carnaval atrás do trio. É claro que às vezes a vida prega peças e algumas coisas desandam. Mas se você tiver a sorte de ter uma boa amiga de verdade do seu lado, tudo se ajeita. E ela sabe de minha infinita gratidão pelo ombro em momentos absurdamente difíceis. É minha anginha mesmo.
Já vou parar a rasgação de seda merecida, mas antes quero registrar algo que já falei outras vezes sobre o funcionamento de uma boa amizade. É preciso confiar nos amigos. É preciso contar com a sinceridade deles. Sabe aqueles momentos em que estamos errados, em que pisamos na bola, temos reações exageradas, supervalorizamos nossas vontades ou nos envolvemos com pessoas que não nos fazem bem? Pois nessas horas menos glamorosas da vida eu espero sinceridade de meus amigos, sabe? Espero, sim, que eles me ajudem a enxergar que estou equivocada, se assim for. E a Ângela nunca me decepcionou com passadas de mão na cabeça ou meias palavras de falso apoio (vocês sabem, do tipo "não, você não fez nada demais", quando fiz, sim). Não. Ela sempre desceu o sarrafo no momento certo e suas bordoadas de razão e sensatez mais de uma vez me arrancaram de torpores arriscados. Por isso também sou verdadeiramente grata. Sua amizade na linha "quem ama educa" não tem preço.
O resto vocês já perceberam, Anginha está longe, lá nas terras geladas da Pensilvânia, mas continuamos grudadas. Não conseguimos nos encontrar todos os anos, mas, sempre que dá, uma ou outra cruza três Américas por alguns dias de deliciosa convivência, agora em bando, do jeito que a gente gosta.
Anginha, eu quase sempre esqueço os aniversários, sempre atraso os presentes (às vezes por anos, né?), digo que telefono e não telefono, não retribuo os cartões de Natal, combino férias e depois desmarco, ou seja, eu não sei como você me aguenta. Mas eu fico muito feliz que você consiga e espero que nunca desista dessa amiga furona que você arrumou. Você está entre as pessoas que mais prezo nessa vida e ainda não entendi como posso ter tanta sorte em tê-la como amiga. Se eu pudesse, daria uma você de presente a todas as pessoas que amo. Mais ou menos como dei você de presente pro Arthur, nomeando-a madrinha dele. É uma tentativinha de fazer com que nossa amizade atravesse gerações e perdure por muitos, muitos séculos. Adoro você, menina.
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Pronto? Então, agora que vocês já sabem de quem estou falando: para tudo!! Aniversário da Ângela!!!!!!!!! ÊÊÊÊ... fiu-fiiiiu!!! Parabéns, parabéns!!!