Pequeno réquiem de amor


Minha mãe e eu, dezembro de 1972.

Eu tenho muito medo de esquecer esses dias e tudo que tenho vivido. Hoje, segunda-feira, dia 13, acordei com a sensação de que as palavras não vão chegar e eu não vou conseguir dizer. Hoje não consegui chorar e meu peito tem um nó enorme que rouba meu fôlego e me deixa sem forças. Eu olhei inúmeras fotos e em algumas delas seu rosto se funde com sua voz em minha cabeça e você ressurge firme, bonita, viva.

Acho que você gostaria de saber que choveu no dia em que você foi embora, quinta-feira, dia 09 de dezembro. Há muito não chovia em sua cidade e você andava reclamando disso, mas no momento em que trouxemos você para ser velada em sua sala, como havia pedido que fizéssemos, havia um cheiro bom de mato molhado na entrada da cidade, ruas lavadas e ar limpo esperando por você e por todos que vieram se despedir.

Nós tentamos fazer tudo como achávamos que você gostaria que fosse feito, buscando em você as forças para cada passo. Nós vestimos seu corpo com a roupa que você escolheu. Você foi envolta em um tapete de flores e seu rosto sereno como há muito não víamos parecia flutuar entre pétalas brancas e lilases. Você estava linda e causou muitas expressões de encantamento e foram muitas as lágrimas que regaram aquele jardim.

Eu não sabia como fazer nada. Ficamos todos desnorteados, divididos entre o enorme susto da notícia de sua despedida e um caminho que parecia escuro e pedregoso à nossa frente. Fizemos apenas o que você tinha pedido: tentamos atender seus desejos e montamos um ritual de despedida que acreditamos ser bem parecido com o que você tantas vezes sinalizou que gostaria de ter. Todos ajudaram, com os corações aos pedaços, mas decididos a transformar aqueles momentos em momentos de comunhão com você.

Nossa família e muitos amigos se reuniram para falar de você, chorar junto, dividir a dor de ter de dizer adeus à mulher impressionante que você foi. Muito foi dito sobre o fim de seu sofrimento também, mas tudo me confunde tanto que não sei ainda como lidar com aceitação tão difícil. Eu não queria vê-la na UTI por muito tempo, mas eu quis com cada pedaço do meu coração que você voltasse para casa após mais uma virada de mesa daquelas que você deu com tanta maestria ao longo de sua vida. Eu até expliquei à médica que você tinha experiência em vencer aquele tipo de desafio, mas tive de entender depois que dessa vez você não queria mais.

Você nos deixou aos pouquinhos, preparando o terreno para o que viria pela frente, ajudando-nos, como era seu costume, a enfrentar nossas dores. Você não queria sustos ou desespero então você fez devagar sua saída e ela incluiu 36 horas de UTI onde aprendemos que seu coração precisava de drogas para bater e seus pulmões precisavam descansar; onde entendemos que o restante de seu corpo estava negligenciado para que os órgãos centrais tivessem a última chance de cumprir a imensa tarefa de manter você conosco. Saber que não era mais possível ainda chega ao meu entendimento em etapas. Às vezes preciso dizer em voz alta: mamãe foi embora. Só assim assimilo o conjunto de dias que tenho vivido. Em outros momentos sou outra que não enfrentou nada ainda e tomo um enorme, absurdo susto.

Durante as horas em que velamos seu corpo o mundo sumiu. Tudo que vi foi você em seu jardim flutuando para longe enquanto eu tocava a madeira, o tule, as pétalas, suas mãos, sua testa. A sala inteira se encheu de flores, a casa se encheu de amor. Todos vieram e quem não podia estar ali se fez presente de tantas maneiras quantas eram as maneiras de gostar de você. Ulisses ficou muito triste por não ter conseguido viajar a tempo e eu gostaria muito que meus filhos tivessem visto você mais uma vez, mas eles também estavam ali comigo, segurando minhas mãos à distância como você fez por tanto tempo em tantos momentos importantes de minha vida, mantendo-me sã. Em pé, aos pés de seu jardim, eu via você tão linda, você não faz ideia. Se eu fosse pintora, faria o quadro mais lindo do mundo.

Eu queria muito falar de todo mundo que veio se despedir de você. Sei que antigos colegas vieram, que suas cunhadas cuidaram de você e de mim, que seus  grandes amigos e amigas pareciam não acreditar e que muitos personagens de sua vida estiveram conosco durante horas, relembrando o que tinham aprendido com você. De algumas pessoas nem consigo dizer muita coisa, tamanha a dor deles. Olho para eles e vejo o vazio no olhar, a saudade no jeito de andar, seu nome a cada frase: seus irmãos, seus sobrinhos, suas amigas, sua inseparável Rosa... Seu netinho Lucas mandou beijos pelo ar, como havia feito no hospital, e a mãe dele veio ver você trazendo com ela o mesmo carinho que você conheceu. Sua cunhada Marilinda celebrou o tempo que você passou em nossas vidas, tudo que você nos ensinou, tanta troca. Seu filho se despediu e falou de sua luz. Tia Maria relembrou emocionada o dia em que viu você dar seus primeiros passinhos e todos nós ficamos com inveja dela... Eu falei de sua doçura nunca perdida, apesar de tantas subidas, tantos penhascos, tantos desafios. Seu sobrinho, com quem você conversou por telefone no hospital pela última vez, fez-se presente enviando uma mensagem, que foi lida por sua sobrinha, amiga e confidente: ele nos lembrou de que agora precisamos ficar alertas para não nos esquecermos dos aniversários uns dos outros porque você não vai mais ligar para todo mundo avisando "não se esqueça de telefonar para fulano". (E é bem verdade: estamos meio perdidos e corremos sérios riscos de perder prazos, esquecer datas, atrasar tudo.) Muitas outras pessoas estiveram conosco naquele dia, vários rezaram, alguns cantaram, muitos estiveram comigo e com nossa família naquela que foi a hora mais dolorida de toda minha vida e eu nunca serei grata o suficiente a quem me amparou e me ajudou a ficar de pé para dizer adeus ao seu corpo. E nós cobrimos você de flores lindas e ficamos ali, naquele pesadelo. Ainda era dia, havia luz, mas tudo ficou absolutamente escuro.

Sua casa está aqui e acho que você gostaria de saber que ela, que foi seu lar por trinta anos, será agora habitada por seu irmão, o que, na prática, significa que seguirá cheia, barulhenta, visitada pelas mesmas pessoas que não saberiam passar pela calçada sem tocar a campainha e entrar para um café. E assim seu nome será falado todos os dias na mesma sala, na mesma mesa, nos mesmos quartos, no mesmo jardim quente, no mesmo quintal cheio de caixas d'água. E eu trarei seus netos para brincar e correr na casa que você construiu e, principalmente, dormir no quarto que você fez pra eles. Já entendemos que não somos capazes de prever o futuro, mas ainda que, um dia, outros venham morar aqui, aposto que sentirão a casa sempre iluminada e, de vez em quando, a presença que você deixou aqui será sentida como uma brisa boa, um ventinho que aliviou o calor da tarde enquanto alguém observava as paredes sem nem suspeitar toda a energia que você precisou empregar para erguê-las. Porque a vida é assim.

Passo os dias vendo fotos antigas. Há sempre alguém comigo, não se preocupe, mas passo o dia sozinha em minha cabeça. Muitas fotos são para mim bem mais do que as imagens congeladas e ouço a voz da minha infância, meu nome em sua boca. Existe um peso que desce pelos meus braços e outro no peito: as fotos apertam, mas às vezes aliviam um pouco e abrem passagem para o pranto que impede que eu me afogue em meu silêncio surdo. Quando as fotos falam, se eu me concentrar bem, quase consigo tocar aqueles tempos em que você já sofria, mas ainda tinha viço, força, fôlego para andar, trabalhar, fazer canjica, reclamar do som muito alto e falar, falar, falar. Sua voz é absolutamente inesquecível e eu adoro essas fotos que de alguma maneira ecoam suas palavras, seus mantras, aquele jeito de chamar nossos nomes, de mandar tomar cuidado.

Nós nos reunimos na sala e providenciamos a lista com os aniversários da família, mas há três ou quatro que não sabemos e precisamos telefonar para perguntar. Veja só. Nós simplesmente não sabemos, como pode? Como você conseguia? Nós vamos ter de consultar a listinha o ano inteiro. 

Hoje é terça-feira. Tenho ido ao cemitério ver seu túmulo e é a coisa mais estranha da vida inteira. Hoje não fui porque ia viajar para minha casa abraçar Ulisses e as crianças. Mas o voo foi cancelado e eu fiquei naquele aeroporto sem conseguir sequer me mexer. Eu preciso vê-los. Agora não há mais tempo de voar antes da hora do retorno - antes da viagem já programada para passar o Natal com você e que mantemos na mesma data. Eu queria voar junto com eles, mas vou ter de esperar aqui, torcendo para que Ulisses consiga dar conta da odisseia que será viajar com Arthur e Amanda.

Hoje é quarta-feira e seu túmulo tem plantas novas que logo abrirão flores brancas e amarelas. Sinto você bem perto agora e acho bonito você e as flores. Ontem perguntei à minha tia quando você foi mais feliz e ela me disse que, sem dúvida, você era mais feliz quando estava grávida. Você era mais feliz quando seus filhos estavam dentro de você. Eu me lembro do dia em que você fez uma dancinha na sala porque sua amiga querida chegou, e é esse o momento, para mim. Pessoas, você ficava feliz com pessoas.

Hoje senti muito amor perto de mim. É como se estivesse começando a transbordar porque não posso mais ligar para você, ou guardar um comentário para fazer depois; não posso mais reservar dúvidas que só você esclareceria ou contar uma coisa engraçada que seus netos fizeram; não vou mais escrever posts pensando que Verônica levaria impressos para você ler, nem vou te dar a bandeja de tomar café na cama que pensei em trazer no Natal. Não há mais Natal, mas você ainda me faz transbordar de amor. Hoje fui à sua primeira missa - você sabe que missas não me dizem muita coisa, mas eu quis ir porque falariam seu nome e amigos estariam lá pensando em você; além do mais, você acharia bem ruim se eu não fosse, eu sei. E valeu pelo abraço que ganhei de sua amiga, pelo tempo que fiquei ali sentada pensando na minha infância e nos dias em que você me vestia de anjo para cantar no altar. Mas o anjo não era eu. Era você, com seu cabelo já grisalho, suas asas imensas em formato de coração acolhedor, sua luz boa.

Ah, mãe, essa dor ninguém conhece. Não é uma dor que se repete ou que a gente possa treinar antes. E eu não sei se quero andar para a frente. Há momentos em que resolver coisas chega a doer no meu peito, como uma dor de doença mesmo. Porque resolver coisas tem o poder devastador de evidenciar que nada tem volta. É preciso resolver isso e aquilo. Suas coisas, seus papéis, eu não consigo. Suas roupas, ainda não. Sua cadeira, mal consigo olhar para ela. É uma cadeira, mas é você inteirinha ali.

Está ventando forte agora de madrugada, conto as horas para Ulisses chegar com as crianças. Quero as vozes delas aqui se misturando com a sua que ouço quando procuro ou que chega às vezes como uma musiquinha distante: oi, meu amor, você diria ao Arthur; oi, minha boneca, você diria à Amanda. E eles diriam oi, vovó, o som de que você mais gostava. Eu acho que eles vão fazer a maior bagunça na sua cadeira.

Hoje é sábado. Hoje nos reunimos novamente para celebrar sua memória. Muitos vieram, amigas suas que se parecem tanto com você - elas compõem em minha memória as lembranças de minha infância, dias em que você as visitava comigo, alguém que trabalhava com você; olho para elas e vejo você. As crianças e o Ulisses estão aqui, finalmente. Reencontrar meus filhos e meu marido me traz um alento enorme e coloca um pouco as coisas no lugar. Mas a alegria de olhar para a Amanda agora vem manchada pela tristeza diante do fato de que você não vai mais vê-la.  E torço muito para que aquilo que todos dizem seja verdadeiro, que o tempo vai mudar as coisas, que a dor vai ser saudade serena. Saudade serena.

Levei as crianças para ver seu túmulo e eles fizeram bagunça por lá também.

Ontem choveu muito. Hoje está tudo como você gostaria. Eu estou aqui, o Ulisses lê histórias para as crianças no jardim, mais tarde os tios chegarão para café e papos. Agora você é nosso assunto e eu sigo com essa pergunta enorme, como vou gostar das coisas da mesma forma, sabendo que você não vai mais usufruir de nada. Onde está você, o que aconteceu com sua consciência? Eu queria morar em um romance, em uma casa cheia de espíritos, onde você mandaria sinais evidentes de presença. 

Ulisses disse que você vive nas crianças. Na quinta à noite, olhei Amanda dormir e ela é tão linda, cheia de infância. E todos dizem que ela é a minha cara e sempre diziam que eu era tão parecida com você. Eu vou por aí, parece um caminho bom. Vou procurar você neles, todos os dias, eles a quem amo como você me amava. Você sempre dizia que havia coisas que eu só entenderia quando me tornasse mãe e é verdade. Você falava de seu amor infinito, suas dores compartilhadas, seus sacrifícios. Agora quando penso que faria qualquer coisa pelo bem de meus filhos, sei que é um pouco você falando por mim. Foi isso que você deixou mais forte: que a gente vem para amar, cuidar, dividir. Você me mostrou que as pessoas importam mais e que nos tornamos maiores quando amamos. Eu quero amar, mãe. Mais e sempre. Meu marido, meus filhos, quem cruzar meu caminho, sua memória. Eu vou amá-la sempre, do meu cantinho pequeno de filha que teve tanta sorte e se sentiu amada e protegida todos os dias até quinta-feira da semana passada e agora sente, vindas dos ares que você respirou e dos chãos por onde você andou, as ondas daquele amor completo e sem fim. Como sua presença em minha memória, sem fim, mãe, mãe...

29 comentários:

Daniela disse...

Tô chorando aqui...

Ana disse...

Rita, sua dor se tornara saudade serena sim, o tempo ira ajudar. Forca, paz e muita luz p/ voce e sua familia.
Um abraco,
Ana

Caso me esqueçam disse...

"meu nome em sua boca".

ai, rita, você eh um horror.

Caso me esqueçam disse...

o que uma blogueira que nunca te viu na vida pode acrescentar a esse relato? desculpa. soh posso ficar aqui, admirando...

Anônimo disse...

Rita.

Eu a conheço a pouco tempo e não tive o privilegio de conhecer sua mãe.

Mas não tem como ler palavras tão cheias de amor, ternura e perda e não sentir um pouco dela.

Vc expressou a dor, o vazio que essa ausencia provoca, mas td a alegria das lembranças e de tudo oq ela lhe ensinou.

Meus sinceros desejos de força e paz nesses momentos, e que o amor dessa mulher tão especial continua fortalecendo e dando alegria a todos vcs.

Anderson

Clara Gurgel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Borboletas nos Olhos disse...

Minha muito, muito, muito querida,
eu ia escrever assim: uma mulher realmente especial e já não sei se me referia a ela ou a você. Se qualquer palavra puder trazer qualquer conforto, seria ela que eu escreveria. Meu abraço mais sentido pra você e suas crianças.

Clara Gurgel disse...

Estou muito emocionada e só posso te dizer que o meu desejo é que a sua mãe prá sempre viva em você, nos seus filhos,no seu amor, na sua vida...que a sua mãe simplesmente PRÁ SEMPRE VIVA!! Beijo!

Anália disse...

Rita,
Que você tenha força e muita coragem. Perdi minha mãe há 22 anos. Acho que a dor nunca passa, só fica meio esquecida e de vez em quando volta com força. Me emocionei demais com seu texto.
Um abraço carinhoso,
Anália

caminhando pelos caminhos disse...

Rita,
Simplesmente,
Parabéns pelo texto.
Abraços para todos,
bjs
Júnior Flor

Mari Biddle disse...

Eu soh posso dizer que fiquei muito emocionada ao ler seu post. Muito mesmo...um grande beijo.

Ana Duarte disse...

Chorando muito aqui Rita!
Pra quê pintar o quadro mais bonito, se com todo este amor você conseguiu escrever o texto mais lindo...
Um grande abraço!
Ana

Juliana disse...

Enquanto vc não postava, ficamos sentindo sua falta. Queríamos poder ultrapassar os limites da virtualidade para estar aí e te abraçar.

E agora ficamos felizes por ver que você fez dessa dor que a gente nunca vai entender matéria pra um texto bonito assim.

Que bom que vc está de volta, Rita!

Que bom que vc pôde ter um amor assim. Esse amor não foi embora, permanece em vc, na sua família e até resvala um pouquinho em nós.

Com muito carinho,
Ju.

Liliane disse...

Visitei seu blog todos os dias esperando uma palavra sua. Tão dificil ficar de pé depois de um momento como este! Chorei e choro com vc agora, depois deste relato lindo, desta declarão de amor tão precisa. Sei que agora parece impossível mas, com o tempo a dor alivia... E se transforma mas, nunca deixa de existir. Força, muita mesmo! Queria poder te encontrar para dar um abraço e dizer que tudo vai ficar bem! Força e luz para guiar o teu caminho!
bjos

Glória Maria Vieira disse...

Emocionadíssima com tanto amor transbordando de duas palavras, minha querida Rita. :'/
Eu sei que agora não adianta dizer que essa saudade vai se tornar serena como você mesma falou, mas você sentirá, no seu tempo, que ela se tornará sim... serena como sua doce mãe.


:'/

Iara disse...

Que linda homenagem essa, Rita. Transborda amor em cada vírgula. Nem sei o que dizer. Aliás, sei sim: que você é tão linda que maravilha as pessoas até num momento tão difícil. E porque tem este dom tão generoso de transformar sua dor em encantamento para os outros, toda essa generosidade há de retornar pra você na forma de acolhida. Um abraço apertado.

Pri Sganzerla disse...

Impossível não chorar com vc. Suas palavras passam tanto amor, tanto sentimento!

Que coisa linda saber que uma pessoa foi tão amada, representou tanto para tantas pessoas e que a memória dela é festejada e imortalizada por aqueles que carregam um pouquinho dela dentro de si.

Não entendo sobre essa dor de perder a mãe. E lendo vc, uma mulher a quem muito admiro pelo que sempre escreve por aqui, minha vontade seria te dar um abraço bem grande, mesmo sem te conhecer - apenas de ser humano para ser humano, na intenção de aliviar por alguns segundos a sua dor.

Eu espero que, com o tempo, vc encontre um lugar dentro de si para armazenar essa dor de perda e ausência. E que as lembranças, a saudade e o orgulho por ter sido filha dela te acalentem.

Essa homenagem registrada aqui pra ela foi a coisa mais linda!

Sinto muito... Todo meu carinho e respeito por vc. Fique bem.

Danielle Martins disse...

Muita força para esperar o tempo em que a dor dará lugar apenas as doces lembranças.
Beijos!

Fabi disse...

"sigo com essa pergunta: como vou gostar das coisas da mesma forma, sabendo que você não vai mais usufruir de nada"

Não posso pensar em nada a dizer: só consigo chorar.

HG disse...

Paciência, querida... é só isso!
A dor é grande mas se transforma.
Muita luz, amor e paz pra vcs!
Um beijo!

Tina Lopes disse...

A Ana Duarte acertou, você já fez o quadro mais lindo, pra nós, e pra mim ela se tornou inesquecível, também, por todo esse amor.

Sinara disse...

Rita,

Ainda estou sem palavras... Meio congelada no tempo, dor de perda... Perder quem amamos ainda consegue ser a dor mais difícil de descrever, de entender, de definir... Desejo, do fundo do coração, que você encontre o conforto necessário no colo das crianças, do Ulisses e, quando estivermos juntas, ofereço meu ombro amigo... Sempre...
O mundo fica bem dirente sem D. Bernadete, sem telefonemas, sem a voz dela... Você falou e eh verdade... A voz dela sempre foi marcante... Voz clara, sincera, forte, mas nunca brava... Até quando usava um tom mais ríspido, de crítica ou correção, era doce... :-) Você vai guardar essa lembrança pra sempre, e vai soar como música... Isso vai te consolar, pois o amor e as memórias nunca sumirão... Vão estar pra sempre com você, Júnior e todos que a amam tão verdadeiramente.
Bj. Si

Palavras Vagabundas disse...

Rita, a dor vai passando aos poucos mas as saudades vão ficando maiores, a vontade de conversa com nossa mãe nunca passa. Convivi com a minha 52 anos, não a tenho a quatro e quase todos os dias quero conversar com ela.
Um abraço apertado.
Jussara

Jux disse...

Ritinha...
tem como não chorar não... cada palavra que seu coração decifrou trouxe assim, um misto desse Amor e também dessa dor...
queria muito abraçar você... então fecho os olhos... e abraço você...

Vivien Morgato : disse...

Nao consigo te dizer nada, chorei lendo seu texto.

Dária disse...

Fiquei com lágrimas nos olhos como todos aqui. Um choro de carinho que atravessa fronteiras. A gente que nunca te viu, conhece um pouco você através do blog. A gente que nem conhece tua mãe se apaixona por ela através do teu amor.
Escrever sobre as pessoas talvez seja como imortalizá-las um pouco...

Caminhante disse...

Meu blog não atualizou a postagem, então só vi hoje, dia 24/12...

Rita, o amor da tua mãe não apenas ainda existe em você como em cada um de nós, que passamos a admirar e amar um pouco esta mulher através dos teus olhos. Uma mulher assim merece saúde e felicidade, coisa que o corpo dela não comportava mais. Ela viveu plenamente e sei que sempre existirá. Um abraço.

Fábio Ataíde disse...

Oi Rita, sou Fábio Ataíde, filho de Celita. Estou aqui na casa de Verônica e nos emocionamos com o seu texto. Setimos muito a perda de Bernadete. Tenho muitas lembranças de infância dela. A morte... o que falar dela na era do tempo atemporal (Manoel Castells). O imediato, o consumo, o show da realidade termina com uma única certeza nessa vida ... (não tenho mais como escrever... quando tudo termina...). Abraços e muita força.

Rodolffo Saldanha disse...

leio o seu blog há algum tempo...
vi o post de hoje ( http://www.estradaanil.com/2012/11/november-rain.html ) e nele você disse que tinha escrito sobre sua mãe há quase dois anos atrás.
fui pesquisar aqui no blog e achei esse post.
mesmo sem ter conhecido sua mãe - ou você -, pude mergulhar nas suas palavras.
li e chorei. chorei porque eu imagino o quanto isso deve doer e moer dentro do peito.
a vida continua, seus filhos vão crescer e vão sempre lembrar da vóvó, da casa dela e do sorriso dela. graças a você...

abraço ..

 
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