Em conexão


A minha amiga está desolada porque o cachorrinho dela não resistiu a uma aplicação de vermífugo injetável e morreu. Eu sinto muito, ainda vou falar mais disso depois.

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Hoje recebi um e-mail de uma outra amiga que adoro e foi como se ela estivesse segurando minha mão, impressionante.

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Era para ser uma escala rápida em Recife, mas tivemos de descer do avião, o que foi bom porque eu não tinha nada pra ler comigo, já que o conto que comecei a ler ontem está em formato digital e o laptop estava sem bateria, bla bla bla. Então comprei um livro da Allende e ai que coisa boa essa mulher.

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Agora estou no Rio aguardando o voo pra Floripa e acabo de receber um telefonema me informando de que a alta da minha mãe foi cancelada. Com uma crise respiratória ela permanece em observação até amanhã. Acabei de saber, assim, na conexão. No fundo, fico um pouco mais tranquila, porque confesso que deixei a clínica com cinco pulgas atrás da orelha, vendo que ela não estava tão bem quanto ontem. Mas, né, a médica tinha examinado e coisa e tal, ela queria voltar para casa de qualquer jeito e já tinha me dado uns cinco chega pra lá só por eu tentar convencê-la a ficar lá por mais uma noite. Mas no final do dia foi reavaliada e se convenceu. Reza a lenda que ela está mais tranquila, mas que quando eu disser a ela amanhã, por telefone, "eu não disse?", ela vai responder "bobagem, eu poderia ter tido alta". Enfim.  Bom, eu vou dizer coisa mais útil também, né, tadinha. A quem interessar possa, os exames feitos indicam estabilidade. Mas tá na hora de começarem a vender pulmões novos na esquina, pelamordedeus. Jogo do contente on: menos mau que a crise foi ainda na clínica, como todo o aparato para ajudá-la e tal. *suspiro*

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Um moço largou a mala dele do meu lado e pediu para eu dar uma olhadinha. Falei: "minha religião não permite olhar bolsas em aeroportos". E ele: "Religião estranha essa sua, hein." Sou grossa? Muito cismada? Vocês tomam conta de bolsa de estranhos nos aeroportos? (Eu continuei lanchando, ele largou a bolsa em uma cadeira na mesa ao lado e voltou logo, repetindo que minha religião era estranha. Eu desejei boa viagem e fui embora, mas ainda o ouvi explicar que tudo que havia dentro da bolsa era uma panela de pedra. E eu que sou estranha.)

9 comentários:

Liliane disse...

Geralmente chego aqui primeiro e fico com vergonha de comentar... Ai esqueço o que ia escrever e não comento nada! Nunca olho bolsa de ninguem... Dá ultima vez que fiz isso foi na feira eu era criança e a dona da bolsa demorou mais de meia hora para voltar, tempo que passei a levar bronca por ter aceitado tomar conta... Continuo na torcida pela melhora da sua mãe...

Caminhante disse...

Essa história de bolsa é difícil. Olharia dependendo do humor. E acho que tem certas coisas que as pessoas não têm o direito de acharem ruim se a gente se nega.

Angela disse...

Ok, cheguei aqui e li as noticias mais recentes. Sou pra la de adepta ao jogo do contente entao estou sinceramente aliviada que ela ainda estava la, e que vai rolar mais uma monitorada.

Ih bolsa largada comigo em um aeroporto nao rolaria mesmo. E da ultima vez que deixei uma bolsa em um shuttle de aeroporto (eu tinha duas malas grandes para tirar e quando me virei para pegar a bolsa o shuttle estava indo embora) relatei o fato para o seguranca do aeroporto e ela foi entregue por homens de terno e gravata estilo men in black que chegaram em uma limousine preta de vidro fume... ;) Entendi o que rolou e quem sou eu para criticar a "religiao" deles.

Beijo grande.

Amanda disse...

Aqui na França, do jeito que ta, se alguém pedir pra outra pessoa tomar conta de uma mala, cinco minutos depois o aeroporto esta sendo evacuado e todos os voos adiados por suspeita de bomba. Beijos!

Claudia Serey Guerrero disse...

Rita!! melhoras para sua mãe... beijinhos.

Clara Gurgel disse...

Oi Rita,se tem um livro da Allende que eu acho ótimo é "Paula". Não sei se vc já leu...
Bom,também estou aqui na torcida pela recuperação da sua mãezinha. Quando a gente mora longe parece que a aflição é maior, sei bem o que é isso. Mas, enfim, "c'est la vie". "Firma daí que a gente firma daqui!" Bj!!

Borboletas nos Olhos disse...

Allende é tudo de bom (e nem vou considerar alta traição deixar a bateria arriar porque ontem, confesso, tive que dar uma espiada em 1822 que ganhei...mas o escrivão tá bem encaminhado, ah se tá).
Quanto ao jogo do contente, eu sei que você sabe, mas não custa lembrar: sempre na torcida pelo melhor pra sua mãe.

E amiga que se sabe fazer presente assim feito uma mão na outra, é graça que não tem nome.
Beijo

Vivien Morgato : disse...

Antes de mais nada, espero que sua mae fique boa logo, logo.
Eu adoro a Allende, mas como li depois do Garica Marquez,era sempre me parece ter bebido mjuiiito na fonte dele e isso me incomoda um pouco.

Eu olho bolsa.E puxo papo, troco receita e falo de novela. Fico histerica se nao puder conversar,mas eu sei que a malucasou eu..eheh

Rita disse...

Estranho como tudo mudou tanto de ontem para hoje. Eu queria responder cada um dos comentários, como de costume, mas... hoje não rola, desculpem. Cheguei, voltei, o mundo caiu, sou toda torcida. Qualquer hora falaremos de Allendes e aeroportos, tá? Obrigada, gente.

Bj.

p.s. Clara, tem um post sobre Paula em algum lugar deste blog.

 
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