O cortiço



Certo dia, quando eu era criança, uma professora nos levou a um cortiço para nossa turma de colégio particular conhecer o lugar. Não lembro exatamente qual era o propósito da excursão, mas lembro que aquilo mudou para sempre minha forma de pensar na pobreza extrema. Nem foi por nada que eu tenha visto nos corredores imundos ou nos quartos escuros, praticamente sem mobília, com camas velhas cobertas por mulambos. O que mudou alguma coisa grande dentro de mim naquele dia foi o cheiro do lugar. Tudo fedia. As pessoas, as ruelas, as paredes, as panelas empilhadas nas pias pretas de lodo. O cheiro nauseabundo penetrou as entranhas da minha cabeça de menina espantada e nunca mais saiu de minha memória. Agora mesmo, diante de meu laptop limpinho, no meu escritório recém-mobiliado, tendo botado meus filhos para dormir em camas projetadas sob medida, vestidos em pijamas de bichinhos, fecho os olhos (pausa) e sinto o cheiro. O fedor. A catinga.

Não é preciso participar de uma excursão no colégio para se sensibilizar com a pobreza, naturalmente. Mas eu tenho me lembrado muito dessa excursão nos últimos dias, por causa dos muitos ataques que tenho visto na internet direcionados a programas como o bolsa-família. Tenho visto de tudo, de afirmações baseadas no vento, passando por comentários cheios de rancor, a argumentos feitos por pessoas de quem gosto muito, quase sempre na linha do jargão mais querido da oposição, "ensine a pescar, não dê o peixe". Ah, como eu detesto essa frase, no contexto em que ela tem sido usada. Ah, como eu detesto.

Talvez meus caros e pacientes leitores nem aguentem mais falar no assunto, dada a repercussão que o artigo da jornalista Maria Rita Kehl, ex-Estadão (foi demitida ontem) gerou. Eu nem acreditei quando li o artigo, de tão lindo e arrepiante que é, porque eu já tinha em mente escrever sobre o tema aqui. Ao ler o artigo, desisti, porque pensei que jamais escreveria nada tão lindamente como ela fez. Pensei em apenas indicá-lo aos meus leitores. Mas, né, minha língua é deeeeesse tamanho. Daí troquei e-mails com algumas amigas, conversei um tiquinho no twitter, li outros artigos, procurando dados para usar aqui que corroborassem algo em que acredito de alma e coração, mas que para muitos é um enorme tabu. E fui lendo e me emocionando, porque, como disse a Borboleta outro dia, a eleição pra mim passa muito pelo amor. Não, não ao partido, não aos nomes. Amor ao próximo mesmo. Mas deixemos de sentimentalismos, ora pois.

Convido quem ainda não teve a sorte de ler a dar uma olhadinha no texto que provocou a demissão da Kehl do Estadão (grifos meus; a íntegra do texto está aqui; se você já leu, pule o texto e siga o post):

"(...)

Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.

Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.

Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida.

O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia".

Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.

Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos."

A Kehl menciona o impacto que o dinheiro distribuído pelo bolsa-família gera em pequenas comunidades, mas foi nesse texto do blog Pecado (via Maria Fro)que vi uma análise mais cuidadosa desse impacto. O autor do texto teve o cuidado de tentar entender o significado que essa nova fonte de renda de tantos brasileiros teria em comunidades pobres Brasil afora. E é engraçado imaginar que provavelmente - vou chutar - 95% das pessoas que tão confortavelmente instaladas abrem a boca para criticar o programa nunca tenham se dado esse trabalho. É mais fácil repetir o verso, como um mantra que repito na aula de yoga, que me serve ali, mas que, no fundo, não sei direito o que estou dizendo: ai, esse governo paternalista que não ensina a pescar. Mas olhando com um pouquinho mais de carinho por nossos irmãos paupérrimos, podemos enxergar um pouquinho mais longe: a pequena quantia do bolsa-família põe comida na mesa; comida comprada na vendinha da esquina; que precisa renovar seu estoque de produtos; que compra do fornecedor médio da cidade vizinha; que compra do grande fornecedor; que paga impostos; que banca parte do programa; que tirou crianças da fome; e agora já estou com um nó na garganta. Lembrando do cortiço. Na minha cadeira confortável.

O Brasil é um país riquíssimo. O dinheiro do bolsa-família não faz falta NENHUMA a nenhum integrante das classes médias e altas. O dinheiro do bolsa-família, benefício que exige que as crianças da família agraciada estejam com as vacinas em dia e matriculadas em escolas (que precisam melhorar), não empobrece o país, mas aquece a economia de pequenas comunidades, o que concorre diretamente para a diminuição do êxodo para os grandes centros e gera empregos em pequenos mercadinhos, lojinhas, feiras. O bolsa-família, olha só, gera empregos. O governo Lula foi o único governo na história desse país (ai, adoro!) a ter a coragem de gerar distribuição de renda automaticamente, emergencialmente, exclusivamente voltada para quem nunca teve nenhuma política pública elaborada em seu benefício. E, se você quer saber, não fez mais do que sua obrigação de Governo eleito para olhar para a vergonhosa taxa de fome e miséria desse país. Mas a gente abre a boca para, sem estudar um número sequer, dizer que ele não ensina o povo a pescar. Gente, com todo respeito, o nome disso é egoísmo. Na melhor das hipóteses, é falta de informação ou preconceito.

Aí agora me lembrei de um post bem informativo que a Ana Flavia publicou em seu blog outro dia sobre o sistema social da Áustria. Entre outras coisas interessantes (passem lá), ela fala:

"Enfim, país de primeiro mundo tem bolsa familia pra tudo: cada crianca nascida na Austria recebe 600 euros por mês até completar 3 anos de idade. Depois disso, recebe 180 euros até os dezoito anos. Se chegar à Universidade, que é pública, e tiver de ir morar noutra cidade que não a de seus pais/mantenedores, recebe 500 euros de subsidio universitário por més."

Talvez se o imaginário brasileiro tivesse essa informação como componente, a ideia não nos parecesse assim tãããão populista, né? Tipo, sei lá, na Europa também tem. Mas enfim, divago.

Hoje falei com uma amiga muito querida, que vota no Serra, e disse a ela que há momentos em que penso em certos aspectos do governo Lula e fico emocionada (aff, e há outros em que dá vontade de esconder a cara, ai ai...). Ela me entendeu, tem um feeling apurado e nem me achou piegas. Era disso que eu estava falando, das pessoas esquecidas dos cortiços por aí, que habitam minha cabeça desde aquela manhã de colégio na minha infância. Talvez alguns leitores se afastem desse blog por esses dias de tanta falação em torno de políticas públicas e votos e ondas - torço muito para que isso não aconteça, que eu consiga deixar muito evidente que estou chamando todo mundo para conversar. Mas, sabe, de verdade, mesmo que cada vez que alguém me lembre do mensalão eu olhe em volta procurando por um lugar para esconder minha cabeça, eu ainda acredito que estou seguindo uma opção de generosidade. Generosidade, gente. 

Tudo isso, para mim, Rita, já bastaria. Mas há ainda o crescimento econômico, o resgate do ensino profissionalizante, da pesquisa, do ensino superior com professores mais valorizados; ainda há os recordes de geração de emprego. Ainda há as inevitáveis e confortáveis comparações com o tenebroso legado do FHC.

Então para mim é mais que um slogan. É, de verdade, para o Brasil seguir mudando. Nesses últimos dias, todo o foco está desviado para questões religiosas e morais, para temas que necessariamente passam por discussões no Congresso e alteração na legislação vigente, assuntos que, como bem nos lembrou a Marje hoje, deveriam ser discutidos antes de elegermos deputados e senadores. Mas né, quem quer saber. É mais fácil dizer que todo mundo vai sair por aí abortando, repetir que ninguém sabe pescar e dizer que ela é antipática.

Eu penso no cortiço.  
___

Valeu, Cynthia.

___

Votem  na final do concurso de blogueiras! O Menina Pode, Sim tá lá.

18 comentários:

Borboletas nos Olhos disse...

Eu vou voltar depois pra comentar, juro que vou. Agora não vai dar, eu estou chorando. Porque este post é lindo e tão, tão verdadeiro, que eu nem encontro palavras. Mas vou ficar com as suas. Amanhã este post estará impresso e será distribuído pessoalmente por mim por onde eu passar. Permita-me uma reverência. Beijos e beijos

Jux disse...

querida Rita...
e escreveu tão lindamente sobre o mesmo assunto, tão bem desenhado pela Kehl...
confesso, quando vi o título, lembrei-me daquele outro Cortiço clássico, de Aluísio de Azevedo, aquele que a gente estuda na escola... Mas esse cortiço que você narra, que ficou tão impregnado nas suas memórias, ele não está longe... ele está ali, perto de nós, mas muitos de nós estão tão ocupados em ter e ter mais e ter o do outro e tirar o do outro, nem percebem que a realidade de muita gente ainda é assim... Sensacional texto da Rita!
Beijukka!

HG disse...

Parabéns, Rita. Um post doce como você, mas com paixão e esclarecimento!

Iara disse...

Lindo, Rita. Eu tava precisando ler algo assim. Porque eu ando bem desamida com as baixarias de campanha, do nosso lado inclusive. E me decepciona muito tudo isso, porque não precisa, taí o que deve ser discutido.

Luciane Curitiba disse...

Ai Rita, vc disse tu-do!!! Mandei seu post para todos os meus contatos. Merecido! Bjinho!

Liliane disse...

Rita,
É bem possível que algumas pessoas se afastem, mas a cada dia venho mais aqui "escutar" suas palavras. Uma felicidade, te ler e de repente ver que não sou um alien!
Publiquei esse texto da Maria Rita no meu blog também e agorinha vou te linkar lá!
beijos

Palavras Vagabundas disse...

Rita,
parabéns! Quem critica ou fala em "bolsa-esmola" não tem a menor noção do que está falando. Sabe o que em espanta? Em 2002, no seu discurso de posse o Lula disse que se ao final de seu mandato mais pessoas tivessem fazendo três refeiçoes por dia ele estaria feliz. As pessoas não ouviram ou convenientemente esqueceram? Eu ouvi e acho que está promessa ele cumpriu.
Vou indicar seu texto para todo mundo que eu conheço.
abs carinhosos
Jussara

Borboletas nos Olhos disse...

Minha querida, eu também andei pensando que pessoas que costumavam ler meu blog podem se afastar pela temática única dos últimos dias. Mas acredito que não posso ser diferente: uma apaixonada, intensamente apaixonada pelas pessoas. Por todas as pessoas. Enfim...quero sim o link que você mencionou. Meu tema atual é que é com informação que se faz democracia. Bjs

Palavras Vagabundas disse...

Rita, voltei
no link abaixo uma entreista com Maria Rita Kehl

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4722228-EI6578,00-Maria+Rita+Kehl+Fui+demitida+por+um+delito+de+opiniao.html

Angela disse...

Eh que sem comida nao conseguimos nem ser...

Para os que ainda tem duvida, sera que nunca pararam para imaginar os grandes amores de sua vida passando fome? Sua mae, com fome. Seu pai, com fome. Seus preciosos filhos, com fome. Seus avos, amigos, marido. A tristeza. O desanimo. Tentar ensinar a pescar nessas horas eh um GOLPE SUJO. Eh injusto. Quebre as pernas do proximo e naquele momento tente ensina-lo a andar.

Ja ouvi muita estoria sobre a pobreza, de minha mae que cresceu nos grotoes e do meu pai em quase favela. Quando nasci ja tinham virado o jogo. Otima moradia, os melhores colegios, tinhamos o que quisessemos, a nao ser que nao fosse educativo ou construtivo. Mas nunca me esqueci de onde vim. E eu vim deles, do mundo deles, dessa realidade que nunca vivi mas sobre as quais prestei atencao e aprendi. Que esse governo ENTUPA a populacao de comida, sem precisar perder o foco na educacao e combate a corrupcao. Por que o pais eh rico, eh lindo, e essa riqueza e beleza tem que ser repassada para a populacao.

Vivo em um pais de primeiro mundo, que distribui FOOD STAMPS, salario desemprego de 99 semanas, e sao tantos os programas auxiliares para hospitalizacao, educacao, esporte, que nem consigo acompanhar. E ta todo o mundo querendo trabalhar, para ficarem ainda melhor.

Que venha o vermelho. Imagino o que estaria pensando meu pai esses dias se ainda estivesse vivo. As fugas, atividades do sindicato, as reunioes secretas, as torturas, prisoes... As batalhas de cinquenta anos atras por uma sociedade menos desigual, e um futuro melhor para as filhas e os netos. Prazer estar aqui, nesse futuro!!

Obrigada pelos seus otimos posts e pelas referencias.

Um grande beijo.

Borboletas nos Olhos disse...

Angela, me comovi lendo seu comentário. Meu pai saiu do interior do Ceará e foi candango, depois - em SP - motorista de caminhão, assistente de pedreiro. Entrou na Universidade aos 32 anos já de volta ao Ceará. Eu nasci já distante do cotidiano de privações mas cresci também visitando os tios do meu pai no sertão nordestino. Todos abaixo da linha da pobreza. Miséria mesmo. Sem água encanada, sem energia elétrica, nada disso. E, hoje, vejo a diferença na vida deles. Choro de raiva quando escuto falar da preguiça ou acomodação dos que recebem bolsa família. Tem tios do meu pai de mais de 70 anos que trabalham na agricultura de 7 da manhã às 16hs e, sem a Bolsa, a família não teria conseguido manter-se.

Rita disse...

Pessoas boas,

volto mais tarde para responder aos comentários (Anginha, obrigadaaaaaaaaaa). Entrei rapidinho para publicar o próximo post, mas as crianças estão brincando de bola e eu quero ir junto. :-) Até depois. Espiem o próximo post, divulguem. Beijo
Rita

Rita disse...

Borboleta, sua apaixonada. Aguenta aí. Como dizem, força na peruca.
:-) É fundamental sair da pauta doida da campanha e debater o que realmente importa. Estamos tentando, né? Obrigada por todo o carinho. Beijo grande procê.

Jux, muito obrigada, querida. Pedi licença mentalmente ao A. Azevedo, tá? hehehe Não consegui pensar em outro título. Quando li o post para o Ulisses, chorei lembrando de tudo, pensando em tudo, nos riscos que essa eleição nos traz. Mas vamos pensar positivo e acreditar que mais gente vai voltar os olhos para o que realmente importa. Bj!

HG, obrigada, querida. Abraço pra você.

Iara, obrigada, linda. Tão bom ter você lá no twitter agora! Bj!

Oi, Luciane, obrigada. Divulga os gráficos que postei hoje, por favor!! Impressionante, rende muita conversa. Beijos!

Liliane, muito obrigada, querida. Muito carinhoso seu comentário, adorei. :-) Vou passar lá pelo seu blog. Beijo!

Jussara, nunca me esqueci daquele discurso. Nunquinha. E fico imaginando o que ele vai dizer ao passar a faixa para a Dilma. Ai, vou cair durinha. ;-D

Gente, vai acabar a bateria. Volto já. Aff...

Rita

Rita disse...

Anginha, seu comentário foi tão valioso. É difícil entender uma linha de pensamento que coloca os avanços dos últimos anos na área social em segundo plano. Eu aceito as críticas sobre a educação (quero escrever sobre isso, se conseguir) e saneamento básico (não tenho dados), por exemplo. Mas não entendo as críticas ao bolsa-família nesse país. E o exercício de nos imaginar nos lugar do outro é sempre bem vindo, né? Enfim, obrigada mesmo.

Borboleta, Anginha é fera.

Jussara, valeu o link!

Beijo grande, pessoas.
Rita

Glória Maria Vieira disse...

Ai Rita! Que poste maravilhoso! Você escreveu por mim, sabia?! Eu tô farta de tantos barquinhos abandonados pela quantidade de sujeira neles depositados...

Muito bom mesmo, viu?!

Rita disse...

Obrigada, Glória. Beijão procê.

Rita

Clara Gurgel disse...

Rita,veja essas estatísticas mostradas num texto de Leonardo Boff: "São vinte mil famílias que, mais ou menos, controlam 46% de toda a riqueza nacional, sendo que 1% delas possui 44% de todas as terras." É inadmissível que um governo seja indiferente a essas estatísticas. Por isso, acho que Lula optou pelo caminho certo.Não dá prá ficar parado,pensando,enquanto o povo passa fome. Para muita gente,a melhor ideologia que Lula vai deixando, é a "barriguinha cheia". Se for assistencialismo barato ou não,acho que eles preferem deixar para os analistas e filósofos de plantão.
Ah,quanto aos dados sobre a educação de São Paulo,não sei se é bem isso que vc quer,mas pode ajudar: http://www.sinpeem.com.br/materias.php?cd_secao=72#2203

Rita disse...

Oi, Clara. Vi seu comentário no dia que você publicou, por e-mail. Mas depois acabei esquecendo de vir aqui te agradecer o link. E concordo com você, não dá para esperar, a fome é urgência urgentíssima e o governo do Lula ficou bem longe de fazer SÓ isso. Beijos pra você e mais uma vez obrigada.

Rita

 
©A Estrada Anil - Todos os direitos reservados. Layout por { float: left; }