Uma festeira em crise



Essa foi a segunda vez que dei minha contribuição para o ramo das festas infantis, na sua forma mais, digamos, industrializada. A primeira foi no primeiro aniversário do Arthur, quando também comprei um pacote completo que incluía o aluguel do lugar, comida, bebida, lembrancinhas, animadores e sei lá mais o quê. No segundo, terceiro e quarto aniversários do Arthur, assim como no primeiro da Amanda, optei por fazer a festa em casa mesmo, improvisando no espaço, confeccionando eu mesma cada pedaço da decoração (ou comprando alguns itens e confeccionando outros), encomendando boa parte da comida (com exceção do cachorro-quente, sempre por conta do Ulisses), às vezes contratando alguém para ajudar a servir os convidados e também uma animadora para entreter a criançada e tentar evitar que algum pititico se entediasse a ponto de querer ir embora da festa. (Para quem estiver contando, não houve festinhas para o Arthur no quinto aniversário, nem para Amanda no segundo.) Acredito que se perguntarem aos principais interessados dos "eventos" qual "estilo" de festa eles preferem, pode ser que recebam um singelo "tanto faz" como resposta, porque criança quer estar onde a bagunça estiver. Se perguntarem pra mim, aí tenho uma ou duas considerações a fazer.

A primeira delas é em relação ao aniversário de um ano da criança. Claro que é uma data a ser comemorada, quem não gosta de relembrar e celebrar a chegada de seu filho, ora? Eu mesma o fiz, duas vezes. Mas, claro está, é uma festa para os pais. E, tudo bem, para as outras crianças que irão à festa. Mas pelamordedeus não é uma festa para o aniversariante que certamente trocaria a muvuca por uma boa mamada seguida daquela soneca e que sumam dali com aquela barulheira, é ou não é? Arthur mesmo passou metade de sua festa de primeiro aniversário dormindo no carrinho. E até curtiu a de dois anos, um pouco, acho, mas também... ahh... também desconfio que trocaria por uma tarde no tapete com o pai. Pois bem.

Repeti a dose com a Amanda, dessa vez em casa, que também ganhou festinha de um ano. E idem, cansou-se, fez cara de sono, não fazia ideia do que aquele pessoal todo estava fazendo aqui. O Arthur, por sua vez, então com três anos, curtiu como se a festa fosse dele. Pois é. Agora, que já passou (quão conveniente, hã?), vejo que três anos é uma excelente idade para a primeira festinha "de peso" (leia-se com convidados, brincadeiras mais ou menos programadas, antecipação, bolo especial, essas coisas, de acordo com a conveniência e o gosto de cada um). Porque, conforme pude ver mais uma vez ontem, nessa fase da vida a criança já percebe, do seu modo, o que está acontecendo, então faz sentido dar uma festa de presente para ela. A Amanda entendeu o que aconteceu ontem e se sentiu feliz com a fofoca. Bem diferente de seu primeiro aniversário quando, a despeito de todo o prazer que senti em preparar cada detalhe da festinha (e senti muito!), ela não deu a mínima. Tudo bem, brincou com um balão, fez uma ou outra gracinha, mas, né? Nos aniversários de três e quatro anos do Arthur a festa só acabou para ele quando desmaiou exausto na cama, alguma hora da noite, feliz até não mais poder.

Mas divaguei e não falei da diferença de lugar. Então, fazer a festinha das crianças em casa tem a enorme desvantagem da bagunça pós-festa que é um desafio a qualquer ser vivente. Porque preparar a festa cansa, curtir a festa também cansa, mas arrumar a casa depois é que é o nó da coisa. Além do mais, no meu caso, as festinhas que fiz em casa exigiram de mim meses de serões para dar conta de confeccionar a decoração (nada demais, mas eu sou aquela mãe bicho besta que quer fazer o troço pelo menos bonitinho), o que também é um investimento a se levar em conta. Tempo é um troço problemático pra mim. Comprar um pacote completo, como fiz para a festa da Amanda este ano, tem as vantagens óbvias do nada a fazer, mas, não posso evitar, tem o lance da impessoalidade que, nem sei se deveria, mas me incomoda um pouco. Porque é claro que adorei, tudo estava lindo e tal, mas... como direi... o troço vira um evento. Sabe? Fica muito grande. Não sei me expressar direito. Fica, digamos, profissional demais. Infância não é assim. Né?

Bom, não quero bancar a bicho-grilo - adorei a festinha ontem, mesmo. Mas é que fico pensando nos bolinhos de nata enrolados na cozinha da minha mãe, a meia-dúzia de balões amarrada na porta e os coleguinhas (sem os pais) com o uniforme da escola ao redor da mesa da minha festa de cinco anos. E da minha imensa alegria com aquilo. E aí olho ao redor e vejo no que tem se transformado essa loucura (com a qual contribuí ontem) das festas infantis ultimamente. Não basta mais reunir os amigos para cantar parabéns, brincar junto e estourar balão. Não. A festa tem um tema, explorado nos mínimos detalhes, os ambientes têm brinquedos de última geração, espaços onde é impossível se ralar um joelho, casas de bonecas imensas, salas de maquiagem e penteados (caio pra trás) e garçons desfilando como se estivessem servindo convidados em um casamento. *suspiro* Ah e, claro, cada passo é um flash.

Foi muito nítido para mim ontem que o principal objetivo da coisa foi atingido, Amanda se divertiu como nunca, todos nossos amigos comentaram como ela estava radiante de felicidade. Então eu faria de novo, vinte vezes. Mas não posso evitar a sensação um pouco incômoda de que a coisa foi perfeitinha demais. Afe, a pessoa consegue um motivo quando quer reclamar, não é? Eu sou craque, como vocês podem perceber. Mas é que essas nostalgias me visitam de vez em quando. Eu não trocaria um pula-pula por um quebra-panelas (oi, Luci!), de jeito nenhum, mas algo nessa moda de transformar aniversário infantil em festão destoa um pouco do bonito da infância, a fase da vida onde estão nossas maiores chances de enxergar beleza na simplicidade. E me dói muito perceber o quanto perdemos dessa capacidade vida afora. E, não posso negar, mesmo adorando uma festinha (ai, é que sempre servem brigadeiro!!), sou forçada a admitir que tem alguma coisa esquisita nesse troço.

Help. Tem cura, doutora?

***

Hoje acaba a primeira fase do concurso de blogueiras do blog da Lola. Ainda dá tempo de votar nos textos do primeiro lote. Amanhã começa a segunda fase e o texto do Estrada Anil estará lá. Participem!

13 comentários:

Borboletas nos Olhos disse...

Rita, querida, você acredita que me debati por anos e anos com essa mesma questão? Então, fiz assim (não é receita nem indicação, só depoimento mesmo): niver de 1 ano - partilhando da idéia de que é uma festa pros pais e parentes e amigos adultos fiz na casa da minha mãe que tenho sorte de ter uma área imensa mais garagem. Delícia. Meu ex marido fez as lembrancinhas (é prendado)e a decoração e as comidas foram encomendadas. Eu e irmãs de garçon. Niver de 2 a 6 anos: escola. Niver de sete anos: festança em buffet. Daí pra frente pequenas reuniões em casa e festinha na escola. Não me arrependo. Gosto da naturalidade e de indicar que ele pode receber. Hoje é um entra e sai de amigos que é uma festa diária. Gosto de casa grande. Gosto de furdunço. Gosto de gente. E, gosto um tiquinho, de arrumar a casa no day after. Ah, voce ja viu o texto do Verissimo sobre festa de criança? Se não vou procurar pra você. Bjs

PS. Já perguntei hj lá na Lola qdo poderia votar no seu texto, rsrrs

Amanda disse...

Legal Rita! Que bom que a Amanda curtiu muito a festinha dela!

Agora prepare-se que vou dizer algo revelador sobre mim: no meu primeiro emprego, aos 17 anos, eu era Cinderela de casa de festas! Ahahaha! Não ria muito, por favor. O que eu não fazia pela minha carteira de motorista...

Bom, eu até curtia o trabalho, festa é festa, e quando eu ficava de monitora das crianças no salão, em vez de cinderela na porta, eu ficava observando. No inicio da festa, era tudo igual. Tudo era exatamente como na festinha do ursinho Puff da semana passada, mas dai, dependendo da familia, a festa começava a ganhar um toque pessoal. As crianças podiam ser mais ou menos simpaticas, mais ou menos animadas, mais ou menos abertas. Tinham festas em que os pais das crianças ficavam o tempo todo sentados, mas em outras eles iam brincar com a galera. Em algumas os pais do aniversariante não deixavam ele brincar direito pra não se sujar e não sair mal nas fotos, em outras os pais queriam mais que a criança se divertisse ao maximo.

Então cada festinha, apesar da mesma decoração, acabava sendo completamente diferente uma da outra. E é claro que nos, os funcionarios, tinhamos nossas preferidas.

E o que faz a festa não é a decoração da mesa ou o gigante arco de bolas, que modestia a parte eu ainda sei fazer muito bem, mas o ambiente de cada uma, sempre unico. Porque apesar de à primeira vista todas perecerem iguais, eu sabia muito bem dizer quem eram os donos da festa mais gente boa da semana.

Beijos!

Iara disse...

Nossa, eu adorei o comentário da Amanda! Porque eu sempre achei essas festas em buffet meio sem "alma" também, é legal ouvir uma opinião "de dentro" do processo. Sabe uma coisa, que parece boba, mas me incomoda muito na "profissionalização" das festinhas? Essa história de você chegar e entregar o presente para um funcionário do buffet na portaria. Tipo, muito da graça de presentear, pra mim, está na reação do presenteado. Como a gente é privado disso? Fora que eu acho importante pra criança agredecer ao presente, sabe? Porque senão parece que é algo obrigatório no ritual, e não uma gentileza digna de reconhecimento por parte dos pequenos. Enfim.

Quanto ao 1º aniversário, eu pensava como você, Rita, até o da sobrinha mais nova do marido. Porque a pequena passou a festa toda se revezando entre a piscina de bolinhas e o escorregador. É, tinha poucas semanas que ela andava, mas já era o suficiente pra ir de um briquedo ao outro do buffet, empolgadíssima. Nunca vi alguém tão pequeno fazer tanta farra. Quando cansou, capotou no colo do tio Daniel (aka marido) pra dormir o sonos dos justo. Então, acho que depende muito da personalidade da criança, viu?

Iara disse...

By tha way, linda festa! Mais linda ainda a Amanda, claro. E concordo com a Luci, você pôs fermento na mamadeira dessa menina. Ela parece ser tão maior que as meninas de 3 anos que eu conheço!

Tina Lopes disse...

Nina não teve festa de 1 ano, só de 2 em diante, e mesmo o de 2 ela curtiu muito. Fiz dos dois tipos de festa, mas a profissional só com 5 anos, e agora já avisei que só com 10 - porque é caro pra cacete, vamos combinar, né? Não fosse por isso, eu faria sempre em buffet. Também tenho banzo das festas familiares com os docinhos enrolados pelas tias e escondidos num quarto, em caixas de camisa, 3 dias antes da festa (será q era saudável? ui). Porém me dei conta, limpando a casa depois das festas "artesanais", que essa infância não é mais a minha infância. As crianças não têm mais craca nem joelho ralado (bem, a Nina até que tem). E é a infância delas, elas gostam do maldito pula-pula, têm os códigos e as preferências delas, e vão ter saudades disso também. Relaxei. Mas daqui a um mês vai ser aniversário de 6 anos da mocinha, teremos duas versões de festas: uma na escola e outra, um bolinho em casa, só pros primos. Se eu pude$$e ia todo mundo pro buffet. Com um detalhe: cada convidado é recebido pela aniversariante, e o presente, agradecido ali no começo. Acho isso de jogar na caixa uma tremenda desconsideração. Bjk!

Lord Anderson disse...

Na minha familia tentamos um meio termo.

Fazemos festas mais caseiras, mas compramos os comestives e quando possivel alugamos um salão e alguns brinquedos só para dar uma variada e tb p/ não ter o trabalho de limpar toda a bagunça depois.

Mas agora que pelo menos um ja é quase um adolescente é provavel que as coisas mudem mais.

E acho que a Tina está certa. Novas gerações tem novos codigos, novas referencias.

Temos que prestar atenção no que é importante para eles.

Luciane Curitiba disse...

Oi Rita!! Ai que delícia festejar com esses pimpolhos, né?! Acho que fico mais empolgada que as minhas filhas, talvez por nunca ter ganho uma festa desse vulto e blá, blá, blá. . .snif! Bem, eu levei dois "tombos" nas festinhas de 1 ano da Anna e depois da Lelê. Sim, eu fui "tonga" o suficiente para cometer o mesmo erro duas vezes. . .dãããã pra mim! Na festa da Anna, 11 anos atrás, era época das vacas magras e acabei apelando (obrigatoriamente) para uma casa de festas estilo "Tabajara". Menina, pensa num vexame. Fui buscar 700 salgadinhos e a moça me veio com 3 caixas de camisa, dizendo que tava tudo ali. Precisava de uma lupa para enxergar os benditos, afffff. Com os docinhos não foi diferente. Quase tive uma parada cardíaca, mas a final de um jogo de futebol importante (??) bem no dia da festa deixou os maridos em casa e os míseros "quitutes" deram conta do recado. Na festa da Lelê fui literalmente enganada por uma moça super-simpática que prometia mundos e fundos e o escambau ao quadrado. Paguei metade da festa 30 dias antes e no dia da festa quase enfartei pela segunda vez. Cheguei no salão de festas para acompanhar a decoração e percebi que ela era de 3ª, 4ª ou 5ª linha. Bonequinhos retorcidos, mal pintados, velhos e fedidos. (Sim, acredite, eram fedidos). Os salgadinhos e os docinhos eram da metade do tamanho dos que ela me mostrou na prova e as 3 "garçonetes" eram ela, a mãe dela (q tinha uns 90 anos, tadinha) e a filha dela (que tinha un 12, pecado). A cama elástica veio com uma peça faltando e depois de muitos "piripaques" meus a moçoila conseguiu uma piscina de bolinhas mequetrefe, que foi montada enquanto os convidados já estavam chegando. Sim, porque, né, vexame que é vexame tem que ser completo. Mas dessa vez havia uma saída: a conta bancária melhorzinha e o fato de morarmos numa cidade maior, onde pudemos (eu, as 2 avós e as 3 tias) sair correndo e encomendar mais uns salgadinhos e docinhos decentes e em cima da hora. A lição disso tudo? Festa em casa NUNCA MAIS!! Se o 13º permitir faremos num buffet, caso contrário será como a da filhinha da Tina, uma festinha na escolinha e um bolinho em casa com as pessoas que mais amamos. Chega de traumas! No stress!!

Caso me esqueçam disse...

ai, entendo, mas eh como alguem aih em cima disse (minha memoria dura 4,5 seg), as crianças vao sentir falta do pula pula como nos sentimos falta do quebra-panela (ok, acho que nao sinto tanta falta porque tenho trauma da festa dos quatro anos, em CG. quebraram a panela e alguma criança comecou a chorar com o susto. dai, eu, como era imitona, comecei a chorar tambem, e olha que eu nem tive susto hahahaha soh pelo prazer de chorar. 21 anos depois, nada mudou).

bom, mas entendo que eh mais "real" a festinha em casa, feita pelas pessoas de casa e nao aquela coisa do "pagou, teve". maaaas no final o que importa eh a amanda louca, seja no pula pula, seja no brigadeiro fino, seja correndo descalça etc. :)

larissa disse...

Ah, engraçado foi mainha lendo e dizendo que lembrava desse seu aniversário de 5 anos!pura nostalgia.

Rita disse...

Oi, Luciana
Olha só, achei tão legal ter escrito esse post porque os comentários de vocês me levaram a desenvolver o papo para outra dimensão - quem sabe ainda hoje, mais tarde. Obrigada por compartilhar seu histórico no tema, hahaha. Ai, como mãe arruma assunto, né? Bom demais. E muito obrigada, mais uma vez pelo carinho, vi seus comentário docinho lá no blog da Lola. Valeu, mesmo. :-*

Amanda! Não tá na hora de você escrever um post como o da Iara e revelar suas mil faces profissionais, não, Cinderela? Você tá certa em dizer que, no fim das contas, quem faz a festa são as pessoas, né? E nesse ponto o lugar passa a ser coadjuvante. Vou voltar ao assunto (ainda) e aí a gente papeia mais. Bj!

Oi, Iara, concordo demais com o lance do presente. Mas nem imagino como eu faria para convencer a Amandinha, 3 anos, a esperar os convidados na porta ou pelo menos ir até a porta quando chegasse alguém...inviável para quem não parou de pular um segundo. Né? E muito obrigada pelos elogios à minha filhota fofa que, juro, só tem 3 anos. :-) Bj!

Tina, como já falei pra você, seu comentário vai ser assunto do próximo post. Bj!

Oi, Lord Anderson, é bem por aí, prestar atenção no que importa pra eles. Mas não consigo evitar a sensação de que a infância anda limpinha demais. Bj!

Luciane! Meudeusdocéu, li seu comentário passando mal a cada linha. Tadinha de você, sinto muito, viu? Nossa, que sufoco - e duplo! Nem sei o que dizer... :-( Bj!

Oi, Luci. É assim mesmo, o que importa é a criança curtir. Mais sobre o tema (e já vou parar de falar nisso) no post de hoje.

Larissa, hahaha, sua mãe é minha testemunha! Ela não me deixa mentir jamais. Sabe tudo! Beijão!

Beijos, pessoas!
Rita

L. Archilla disse...

1- Alguém explica o que é quebra-panela?

2- É complicado isso da mudança das festas, né? No meu tempo era a minha mãe e meu irmão q confeccionavam tudo. As crianças ricas já tinham festas em buffet com piscina de bolinhas e tudo mais, mas a classe média não tinha opção. Só que eram os anos 90, né? E minha mãe já trabalhava 3 períodos pra sustentar a casa sozinha. Imagina a loucura nos meses que antecediam nossos aniversários!! Eu acho que esse modelo de festa antiga funcionava quando as mães e tias não trabalhavam, ou trabalhavam só meio período pra "ajudar" em casa... buffet é tudo igual e bla bla bla - ou quase, como contou nossa amiga aí em cima, hehe - mas é um caminho sem volta, né?

Enfim, não fui muito clara e tô com preguiça de reformular ahahaha... mas compartilho da sua opinião... cada tempo é um tempo! :)

disse...

Sou mais uma que não sabe o que quebra-panela! Sera' que é tradição das festinhas do Nordeste? No Rio não tinha isso não! Lembro muito bem das festinhas da minha infancia, nas garagens do prédio, na época que salao de festa nao era tao comum quanto hoje. Era legal demais brincar de esconde-esconde entre os carros!

Rita, concordo em numero, genero e grau. Mesmo depois de ler teu ultimo post desenvolvendo mais o assunto. Acho tao impessoal festinha em buffet... é que nem as festas de casamento de hoje em dia. As vezes eu tenho a impressao que até a sequencia das musicas é igual! No meu ultimo ano de Brasil eu estava até desanimando de ir em festa de casamento... e olha que sou festeira, viu? Acho bacana demais quando vejo algo sob-medida, algo que foi pensado, feito com carinho, especialmente para o moento... e nao aquela coisa igual a todo mundo. Parece viagem de pacote!

Tenho certeza que um dia ainda vou aderir a festinha de buffet pro Rafael, mas tentarei ser forte enquanto der! Gosto de uma baguncinha em casa. Esse ano fizemos tudo em casa pro niver de 1 ano do Rafael. Ta' certo que nao tinha muita gente, nao temos familia em Paris, so' alguns amigos e meus pais que vieram, mas foi gostoso, sabe? Enrolar brigadeiro, beijinho, fazer lembrancinha, encher bola. Eu ia um piquenique, mas o tempo ficou feio e improvisamos algo aqui mesmo. Mas foi otimo, sabia?

Rita disse...

Oi, meninas!

L'Archilla e De: o "quebra-panelas" era um exemplo de sensatez: alguém vendava a criança e entregava para ela um cabo de vassoura; ela tinha de acertar uma panela de barro pendurada em algum lugar e quebrá-la em mil pedaços. Dentro da panela havia balas e afins, de modo que, quando a criança finalmente conseguia o feito, todas as crianças da festa voavam para cima dos cacos de barro à cata dos doces. Que tal? Imaginem um criança com os olhos vendados, erguendo um pau acima da cabeça e girando tentando seguir os gritos de "pra direita", "mais pra frente", "aí não!"... Querem? Pois é, fiz várias vezes. :-)

Então, vocês devem ter lido o outro post também, né, kids will be kids. No final das contas, vale a diversão da criança do jeito que é hoje em dia ou, pra nós, do jeito que era lá. Mas a coisa muito plastificada e igualzinha e limpinha e impecável não parece coisa de criança mesmo não. Mas, olha, eles não tão nem aí. :-P

Beijocas!
Rita

 
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