Um bolo, uma maldição e muita fumaça


A Lua tem um monte de crateras e ninguém reclama.

Meu primeiro bolo formigueiro, versão idealizada:

Eu queria fazer um bolo rápido e fácil que eu conseguisse montar em 20 minutos, enquanto o almoço ficava pronto e as crianças terminavam de assistir Alice. Consultei meu blog de receitas favorito e escolhi o famoso bolo formigueiro e, olha que bom, eu já não sabia o que fazer com aquele pacotão de chocolate granulado! A massa é linda, que beleza! Forma untada, bolo na forma, forma no forno. Quarenta minutos depois, cheirinho bom pela cozinha, almoço rolando, aquela conversa boa. Horas depois, no café da tarde, bolinho lindo e mais papo bom, a cozinha é mesmo a melhor parte da casa. Fim.

Meu primeiro bolo formigueiro, na vida real:

Eu queria fazer um bolo rápido e fácil que eu conseguisse montar em 20 minutos, enquanto o almoço ficava pronto e as crianças terminavam de assistir Alice. Consultei meu blog de receitas favorito e escolhi o famoso bolo formigueiro e, olha que bom, eu já não sabia o que fazer com aquele pacotão de chocolate granulado! A massa é linda, que beleza! Forma untada, bolo na forma, forma no forno. Cerca de vinte minutos depois, enquanto almoçávamos, eis que surge um baita cheiro de queimado. Levanto-me da mesa, acendo a luz do forno e vejo que a forma era pequena para aquele tanto de massa. O bolo cresceu, jorrou para fora da forma como um vulcão despertando depois de milhares de anos e tudo mais era fumaça. Resumo da ópera: foi preciso abrir o forno três vezes para remover os pedaços que caiam na base, abrir a casa inteira (todas as portas e janelas) para tentar diminuir o fumacê que incensou o ambiente, os cabelos, as roupas, os olhos e os cérebros. Removemos tantos pedacinhos de bolo despencados que julguei que o resultado final seria um bolo oco, um verdadeiro formigueiro, cheio de galerias. Sem falar que, com tanto abre e fecha, o coitado do bolo precisou de quase uma hora e meia para assar. Retirei aquela coisa disforme do forno e mais parecia um empadão torto, não se via o meio da forma de anel. Fiz o que pude, cortando excessos, arrumando aqui e ali e ficou assim, cheio de crateras. A surpresa? Acreditem se quiser: ficou delicioso. E só restam cerca de 20% dele.

Ou seja, façam esse bolo. Porque não tem como dar errado.

Por fim, o mais engraçado da história: quando peguei a receita no TK, li apenas a receita propriamente dita, não li todo o post da Patricia, porque estava com pressa. Depois voltei para conferir as medidas, saber se eu tinha feito algo errado e só aí li todo o post. Passem lá vocês e vejam com seus próprios olhos a história da Patricia. :-) Eu acho que é alguma espécie de maldição das formigas. Só pode ser.

Patricia, high five!


8 comentários:

Borboletas nos Olhos disse...

Rita, eu vou fazer, claro que vou. Mas nunca, nunca me arrancarão a história de desastre e terror que resultará dessa empreitada. Porque eu e bolos já temos uma longa história de desavenças. E, esse, parece, é dos mais suscetíveis.

caso me esqueçam disse...

hahahaha ri muito! principalmente imaginando a fumaça pela casa uhahuahuahuahua!

desde que eu cheguei na frança, essa eh a unica receita de bolo que eu faço. que coincidencia! e faço porque nunca da errado. quer dizer... na primeira vez eu tive o mesmo problema: a massa vazou, mas foi por baixo, porque fiz com aquelas formas com fundo falso. das vezes seguintes ate que deu certo. vou dar uma olhada nesse site pra ver se encontro alguma coisa pra fazer. o problema aqui da frança eh que eu nao acho todos os ingredientes que quero. o formigueiro, por exemplo, tem em todo canto, mas eu acho supercaro! e pra fazer bolo de fruta, eh ridiculo! maracuja aqui eh uma coisa miuda e preta, sem gosto :(

Rita disse...

Oi, Luciana. Faz, faz sim. É uma delícia, ficou bem molhadinho e, ao mesmo tempo, bem fofinho. E não tão doce, o que, pra mim, é bom.

Luci, hehehe, ainda tem um leve cheirinho de fumaça dentro dos armários da cozinha. E, vem cá, você ainda não conhece o blog da Patricia? Ah, querida, vá lá agora. Receitas boas, papo bom e fotos lindas. Não deixe de ir.

Beijocas!
Rita

Jux disse...

Guria!
Rachei o bico com esse lance da maldição dos insetos!

ai ai, a cozinha da Pat é TUDOdiBÃO! Volta-e-meia tô fazendo as receitas dela - fiz um bolo de cítricos e crumble de maçã que foram assim... ai ai ai... delícia!

Beijukkas!!!

Patricia Scarpin disse...

Rita, querida, que dor no coração ao saber que vc passou pelo mesmo perrengue que eu! Esse bolo é traiçoeiro, acho. :(
Bolo queimando dentro do forno é um pesadelo, a cara fica toda branca de fumaça...
Bom, agora, por sua culpa, fiquei com vontade de fazer um bolo tb. Tô indo pra cozinha.

Beijo, querida!

Rita disse...

Oi, Jux! Semana passada fiz crumble também - pra variar, lá do blog da Patricia: maracujá com maçãs... ai, meldels! Bj!

Patricia, querida, vai com força. Eu vou também, amanhã, repetir o bolo das formigas na forma grande que comprei hoje. Rá! Quero ver.


Bj!
Rita

Ana disse...

Rita, dei tanta risada com seu post!
Tenho passado por aqui todos os dias, adoro ler seu textos, voce escreve tao bem. Fora q eu me identifico muuuuito com o q vc escreve.
Adorei esse post e fiquei feliz ao ver la no de cima que vc ate comprou uma forma nova!
Bolo formigueiro era o meu preferido quando crianca, me deu uma vontade imensa agora de come-lo, vou fazer!!
Depois vou te mandar um e-mail pois eu queria comentar em tantos posts... rs!
Bjs
Ana

Ps: tentei comentar nesse post no dia q vc colocou mas nao consegui, espero q esse comment de certo!

Rita disse...

Oi, Ana! Tenho visto suas receitas, sempre visito seu blog quando há novidades. Que bom vê-la por aqui outra vez.

Ah, o blogger, vira e mexe, atrapalha a publicação dos comentários, ne? Fico feliz que tenha conseguido agora. Obrigada pelo carinho, adoro quando você vem aqui. Vou aguardar seu e-mail!

Beijo, querida!
Rita

 
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