One... two... three!




Sempre me imaginei mãe de meninos (tenho a nítida sensação de já ter dito isso aqui, vão desculpando aí a repetição), nutria um quê de fascínio pelo mundo masculino, achava legal a ideia de ter três meninos virando a casa do avesso. Quando o médico decifrou aquela imagem preta e cinza no monitor da ultrassonografia e decretou que eu teria uma menina, entrei em pânico. Ai, ai, ai, cadê o irmão do Arthur, cadê o segundo do trio, cadê meu outro moleque? Ai, ai, ai, o que vou fazer com uma menina? Horas depois, já doida por ela (aff...), pensava, caramba! Caramba! Caramba, que legal, uma menina!! Uma menina para virar a casa do avesso com o Arthur - profecia devidamente confirmada hoje em dia.

Amanda me ensina alguma coisa todos os dias. Ultimamente tem sido comum ela me ensinar a ter paciência, mas tá valendo. Sua primeira grande lição foi uma que a gente esquece de vez em quando, então é sempre bom reforçar: a vida é cheia de surpresas e manter nossas mentes e corações abertos para elas, até o último dia de nossas vidas, é uma maneira inteligente de passar por aqui. No mesmo dia daquele exame, pensei exatamente isso: ela vai me ensinar muito.

Hoje entendo que muito dos meus receios em relação a criar uma menina estavam ligados à forma como via e ainda vejo muitas meninas sendo criadas, um pouco do que aconteceu comigo também. Eu não gostava da ideia de ter de me preocupar mais, proteger mais, enfeitar mais, projetar mais pelo fato de ter uma filha. Mas minha cabeça dura me fazia ver a coisa invertida e, ao invés do pensamento que hoje me parece óbvio, prendia-me à ideia de que esses preceitos eram inevitáveis. Quando soube que carregava uma menina em minha barriga, no entanto, ela me mandou seu recadinho cheio de sabedoria: podemos fazer diferente. Não há razões para receios, vamos construir juntas um pedacinho do mundo que queremos ver.


***

Eu tinha planejado em falar aqui um pouco das coisas que penso quando olho para um futuro com você, mas o som da sua risada me chama para um agora tão maravilhoso que nem vou me estender em projeções sonhadoras. Afinal, não é isso que você me mostra, que sempre pode ser muito melhor do que imaginamos, tornando qualquer plano um simples jogo de adivinhação? Quem diria que eu morreria de amores por uma pirralha que adora rosa e tem um cabelo cheio de cachinhos que me fazem curtir muito a brincadeira de escolher os tic-tacs e presilhas coloridas? Quem diria que eu iria ver você fazendo com o Arthur tanta coisa que imaginei que ele faria apenas com um irmão - que boba, eu. Nem era de um jeito, nem de outro, era tudo junto, mesclado, como na vida.


Três anos já, sua grandona! Três anos de risadas, berros e correrias. Três anos de bochechas, beijinhos melados e farofa no feijão. Três anos de cara de brava e "seguedos" sussurrados ao pé de nossos ouvidos, a coisa mais gostosa desse mundo inteirinho. Como faz para dizer o quanto te amamos, o quanto somos dependentes de você, de sua beleza infinita, de sua vozinha adorável, de sua esperteza que vive nos dando susto? Como faz para expressar o tamanho do espaço que você ocupa em nossas vidas?


Há exatamente três anos, na véspera de você nascer, comecei a sentir as contrações que começaram em minhas costas, na altura dos rins. Eu, com 38 semanas ainda, achei que estivesse com algum desconforto renal mesmo. Fiquei por aqui, esperando pra ver. Horas depois, na primeira madrugada em que você me tirou da cama, entendi que era você se apressando, mostrando que eu não sabia de nada, ai, mãe, dor nos rins, faz favôôô... é con-ta-ção, você deve ter dito. Pois era mesmo. E oferecer meu seio, meu colo e meu carinho foram as primeiras coisinhas que fiz por você após sua chegada. Hoje quero dizer que ofereço minha vida inteirinha a você, minha florzinha, ofereço meu amor que cresce todo dia, inspirado pela boniteza que é ter um filho e vê-lo crescer ao nosso lado.


E para quem não queria muita frescura no pedaço, sua sapequice bota muito menino no bolso três vezes, então toca aqui, moleca! Vamos ver quem chega primeiro ? Tá valendo! Quem chegar por último é uma batata frita toooooortaaaa......

12 comentários:

larissa disse...

Tá vendo: menina pode sim! pode tudo, até mudar sua vida e sua visão do mundo.
Lindo post para uma linda menina!
Bjos pra vc e pra Amanda!

Tata disse...

vida longa e feliz às nossas meninas-molecas, que vieram ao mundo a nos ensinar que podem ser tudo... tudo o que quiserem ser.
beijo linda, nocê e nela!

Angela disse...

Quando meus pequenos fazem aniversario, vejo as fotos e o filme dos seus primeiros segundos (aos quais eu nao apareco, obrigada). Hoje eu olhei a doce fotinha da sua chegada, com o papai e o irmaozao depositando um beijo muito doce em voce. La no fotolog de Max e Ju, com um dizerzinho assim "As melhores coisas da vida não são coisas...". Mamae estava bem, nene estava bem. Que bencao. E hoje, estao ainda melhor!!! Feliz Aniversario minha querida, nessa data tao especial. Beijo da tia Angela com um coracao explodindo de amor e ternura por voce!

Juliana disse...

mas essa pequerrucha é uma coisa linda demais.

Sara disse...

Há pouco mais de duas horas, durante um almoço com um casal de amigos, eu falava: "não tenho certeza se quero filhos... se tiver só daqui uns três anos...".
Agora, lendo o seu texto, deu uma vontade de já ter uma criançinha já prontinha! ai, ai...

Claudia Serey Guerrero disse...

Lindo Rita!!! Parabéns mais uma vez para toda a familia, muitos beijinhos, Claudia

Iara disse...

Parabéns à Amanda! Menina sortuda de ter vindo ao mundo numa família tão incrível. Essa vai crescer sabendo que menina pode tudo mesmo. Mais legal ainda que ela tem um irmão que também vai aprender isso, que as meninas podem tudo, porque vai crescer observando as mulheres da família dele. Daí eu fico achando que gente bacana tem que se reproduzir mesmo, né, pra por mais gente bacana nesse mundo tão precisado.


Bjo!

PS: eu fiquei pensando se punha política nesse post tão fofinho. Mas, como eu sei que você concorda, não resisti a dizer que a Amanda é mais sortuda que a gente, porque já vai crescer num país em que mulheres podem ser presidentes.

Luz! disse...

Aii... sou muito boba: estou com lagrimazinhas aqui nos olhos.. rsrs

que lindo!

:)

Rita disse...

Oiê, pessoas! Eu tenho uma filha de TRÊS anos, contei? :-D

Larissa, obrigada, querida! Em breve você vai poder apertá-la ao vivo! Beijão!

Obrigada, Tata. E adorei ler aquele texto lindo que você escreveu bem no dia do níver dela! Gente, não deixem de ler aqui ó: http://www.blogmamiferas.com.br/2010/09/pais-arco-e-filhos-flecha.html - Bj, Tata!

Anginha, beijos dados, muito obrigada pelo carinho. Se depender do laço que nos une, nossos filhos são primos, né? Você é minha irmã, menina. Bj!

Juliana, não é? Concordo! ;-)

SARAAAAAAAAAA, a última pessoa que falou isso foi minha professora de Yoga, no final do ano passado. O bebê dela acabou de nascer... hahahaha!! Amanda inspira, fica esperta! :-)

Obrigada, Claudinha!!

Iara, pode falar de política, sim, querida. E o que você falou é superpertinente: meu marido e eu comentamos sempre que, apesar de tanta loucura e tanta violência, o mundo de nossos filhos será melhor que o nosso e muitos aspectos. Meu, se minha filha tivesse nascido em outras épocas, não poderia nem votar!! Mentes e corações abertos, sempre! E muito obriada pela mensagem tão carinhosa. Bj!

Luz, sua linda, obrigada! Se ela visse você assim, ia perguntar: você tá chorandooooo? :-)

Beijos, pessoas, de coração, de coração, de coração!

Rita

Luciane Curitiba disse...

Oi Rita! Mais um post de arrancar suspiros numa segunda-feira nublada em CWB. Me conta uma coisinha? Vc fez pós-graduação em ter filhos lindos, né? Arthur um menino-mocinho de olhar apaixonante e a Amanda uma bonequinha-linda-com-carinha-de-sapeca!! Vc tem TODA razão em ser mãe-babona, viu?!(E será que tem alguma que não é??). Uma ótima semana!!

Patricia Scarpin disse...

Adorei ver as fotos da Amanda - tanto nos momentos "mocinha" quando "moleca"!
Quando a mulher do meu pai (mãe da Pichu) ficou grávida torci noite e dia para ser menina. :D

Beijo!

Rita disse...

Oi, Luciane! Ai, mulher, não reforça assim a babação que daqui a pouco ninguém aguenta essas crianças, hahahahha! Tá fofa, não tá? Peste, mas fofa. Pra dondoca não serve, mas tem lá seu charme... hehehe. Beijos, querida!

Oi, Patricia. Viu, minha "Pichu" também tá uma coisa de "gotosa", como diz você. Minha lição de casa, todo dia. :-)

Beijos, suas lindas!
Rita

 
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