A Ilha do Medo

Se você não leu o post anterior a este, dê um pulinho lá. Este é um update.

Não, não dormimos dessa vez. Pipoca, biscoitos e iogurtes, lençol e sofá. E a Ilha. E o medo. E eu não sei falar sem spoilers. Vou tentar e ser breve. É uma tentativa, então posso falhar. Posso falhar, okay?

Para quem não sabe se pega ou não na locadora: A Ilha do Medo gira em torno de um lugar para onde pacientes psiquiátricos considerados perigosos são encaminhados para tratamentos diferenciados. Para lá segue uma dupla de policiais quando uma paciente escapa e desaparece na ilha. Enquanto investiga a suposta fuga da paciente, o policial vivido pelo Di Caprio, que é, também, um veterano da Segunda Guerra Mundial, entra em contato com o funcionamento do sombrio sanatório e, como não poderia deixar de ser, enfrenta seus próprios conflitos pessoais. Simples, né? An-han.

O que fica d'A Ilha do Medo para mim não é a grandiosidade do tema, a fotografia quase irretocável (se eu pensar na maquiagem como parte dos efeitos visuais, vou tirar pontos), a atuação do Di Caprio, de quem sou fã e cada dia fico mais, ou mesmo a narrativa conduzida com primor (a Patricia estava coberta de razão em me xingar). Tudo isso está lá. Mas para mim vai ficar a angústia do lago. E eu demoro a me recuperar dessas coisas, por causa de razões que já mencionei aqui. Não consigo mais, é difícil mesmo lidar com certas cenas. E nesses momentos fico repetindo é um filme, é um filme, não aconteceu de verdade, é cenário, são atores. Para tornar um pouco suportável. Mas o Di Caprio atrapalhou muito com sua atuação tão generosa e eu sofri. Então (e lá vem spoiler, parem de ler), se você é pai ou mãe e, como eu, sente uma angústia quase insuportável diante de cenas que envolvem perda, sofrimento de crianças ou qualquer coisa desse tipo, pense duas vezes antes de assistir. Eu sabia fazer o jogo do distanciamento bem certinho, mas a maternidade acabou com essa minha capacidade.

Então, Scorsese, mude de assunto ou então vou dormir de novo e na próxima vez vai ser de propósito.

***

Pode não parecer, mas adorei o filme. Mas jamais vou assisti-lo novamente.

6 comentários:

Caso me esqueçam disse...

bom, eu jamais leio criticas sobre filmes/livros que eu nunca assisti/li. mas li a ultima frase do post e ela me deixou curiosa o suficiente pra que eu começasse a baixar o filme hohoho
depois venho aqui comenta-lo :D

Luciana Håland disse...

Rita, que dica boa. Eu tenho esse filme e ainda não assisti, tinham me dito que era um filme fraquinho e fui deixando passar, mas se tudo der certo hoje, já que vamos ter que trocar a aparelhagem aqui pois super aqueceu ontem e quebrou, vou ver ainda hoje.

Beijo

Rita disse...

Oi, Luci. Estou ansiosa para ver seu comentário. Vou ficar no aguardo!

Oi, Luciana. Nossa, pra "fraquinho" não serve, viu? É excelente. Mas hoje de manhã eu já gostaria de não me lembrar mais de uma determinada cena... anda, vê e volta aqui.

Bj
Rita

Angela disse...

Amiga, nao consigo mais assistir nada. Devido a idade e a maternidade eu acho. Nao consigo nem ver o noticiario, e quando Pete me conta algo que acontece aqui (para eu ficar antenada, na real) passo dias grieving, nao consigo processar. Eu nao vou assistir, nao.

larissa disse...

Achei estranho mesmo dormir com uma filme desses! simplesmente maravilhoso, mas as cenas do lago realmente são angustiantes.

Rita disse...

Oi, Anginha. Assiste não. Beijo!

Larissa, olá! Pois é, linda. Durmo, com força. Mas a gente conversa sobre isso daqui a alguns anos de novo, talvez, tá? ;-D
Mas concordo quanto ao "maravilhoso". Gostei pra caramba.

Beijocas!

Rita

 
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