Por aí

No último final de semana fomos à livraria comprar livros para a gurizada. A ideia era só comprar alguns para presentear amiguinhos do Arthur, mas acabamos nos empolgando e trazendo dois pra nossa casa também. Um é o fofíssimo Tato, o Gato, que tem um visual absolutamente irresistível (esse o Arthur já tinha dado de presente para uma colega de sala e eu sabia que era questão de tempo até trazê-lo para cá). Mas nossa grande aquisição da vez foi mesmo o Volta ao Mundo em 80 Histórias, coletânea organizada por Saviour Pirotta.

O livro é lindo, como precisa ser um bom livro infantil, as ilustrações são atraentes, o livro todo é muito bem cuidado. Logo no início há um mapa simplificado do mundo mostrando apenas as divisões por continentes, o que é bom para ajudar a criança a entender a divisão dos capítulos do livro, que traz histórias agrupadas assim. E cada capítulo traz no topo das páginas imagens de monumentos de países que compõem os continentes.

Então são 10 histórias das Américas do Norte e Central, 9 da América do Sul, 28 da Europa, 14 da África, 15 da Ásia e 4 da Oceania, sempre apenas uma por país, o que dá um bom mosaico da falação mundo afora. Quer dizer, na verdade, há no primeiro capítulo uma "história dos Estados Unidos", uma outra "afro-americana", uma "do Havaí" e ainda outra "dos índios Sioux", além das outras seis, originárias do Canadá, Guatemala, México, etc. É, eu sei o que vocês estão pensando. Até aqui, né, Tio Sam, guloso! Mas pelo menos é uma forçadinha multicultural... Ainda são 80 culturas diferentes.

Pois bem, o que mais gosto no livro é a chance que ele nos dá de conhecer histórias de origens tão diferentes, o que é um pretexto excelente para falar com a criança sobre a diversidade do mundo. Na primeira noite com o livro, na famosa "hora da história" que encerra as atividades da criançada aqui em casa, o Arthur escolheu um país no globo e varremos o índice do livro para ver se havia uma história do lugar escolhido. O Arthur escolheu a Nigéria e lá estava: Por ordem da rainha, e agora conhecemos as razões do abanar do rabo da vaca. Não satisfeitos (sabe como é brinquedo novo), abrimos uma exceção e deixamos que viesse a segunda história da noite. De volta ao globo, Arthur escolheu a Mongólia e, de novo, lá estava Sempre verdes, e agora sabemos o motivo da eterna cor dos pinheiros.

Adoramos o livro. Ontem não houve histórias porque o Jogo da Vida rolou até muito tarde e todo mundo foi pra cama quando já deveria estar sonhando há muito tempo (o povo dessa casa adora um bom jogo de tabuleiro). E hoje foi dia de a Amandinha escolher a história da hora de dormir - e ganhou Tato, o Gato. Mas não vejo a hora da próxima viagem, ao som da voz do papai com suas onomatopeias e vozes cheias de entonações e variações teatrais (sério, meu marido podia ser dublador). Há histórias do Paraguai, da Somália, de Botsuana, da Turquia, da Romênia, da Nova Zelândia.... Ah, a brasileira é A Moura Torta, que lembro de ter lido em um dos livros do Lobato.

Bom, fica a dica para quem gosta de contar histórias pra garotada. Se eu fosse criança, iria adorar... não, não precisa ser criança. Estou adorando assim mesmo.

***

Esfreguem este post na minha cara quando eu aparecer por aqui chorando as pitangas porque os dois resolveram arrumar as mochilas e bater pernas pelo mundo. Tá?

5 comentários:

Luma Perrete disse...

Fiquei com vontade de comprar esse livro pra minha irmãzinha =)

Pri Sganzerla disse...

Amei as dicas!!!!!!!!! Minha filha adora ler! Tem uma predileção excessiva por quadrinhos da Mônica, mas lê livrinhos também. Gosta de ler com entonação, como se tivesse contando para outras pessoas. Curiosa como ela é, acho que adoraria essas estorinhas sobre outras culturas. E incentivar as crianças a gostarem de leitura é fundamental, né? rs

beijos!

Borboletas nos Olhos disse...

Lembro de meu filho, com mais ou menos dois anos, deitado na cama ao meu lado, segurando um livro de cabeça pra baixo, daqueles sem nenhuma ilustração, muito compenetrado. Passávamos um tempo enorme assim, eu lendo, ele quietinho curtindo a companhia e aprendendo a amar as letras. Não mudou muita coisa, apenas segura corretamente os livros e, suponho, entenda mais um tantinho. Mas o fascínio ainda é o mesmo.

Tata disse...

dica anotadíssima! vou procurar pras pimentas...

Rita disse...

Oi, Luma! Olha, pode comprar, sem medo. Não sei se você costuma comprar livros pela internet, geralmente são mais baratos; mas dessa vez ocorreu o contrário: peguei uma promoção na livraria e paguei cerca de dez reais a menos do que o menor preço que vi na rede. Então dá uma pesquisada antes, se puder. Beijos e obrigada pela visita!

Oi, Pri! A turminha aqui de casa também curte as revistas em quadrinhos. O mais velho agora fica lendo em voz alta, bem bonitinho. A pequena inventa que lê, mas curte igual.:-) O livrinho foi bem acolhido pelos dois. Como falei, ele é bem bonito, sabe? Recomendo mesmo. Bj!

Borboleta, que bonitiiinho, "lendo" de cabeça pra baixo. Adorei a imagem... um clássico, hehehe. Bjs, linda.

Tata, oba, compra sim! Depois me conta se gostou. Vê a dica sobre o preço no meu primeiro comentário aí em cima.

Pessoas, a de hoje foi a história brasileira, A Moura Torta. Conhecem? A coitada da moça com o alfinete enfiado na cabeça se transforma em pomba e bla bla bla bla... ;-)

Boa noite!
Rita

 
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