Meu vício


Os tempos são outros, quem há de negar? Essa semana vi por aí (queria lembrar onde, para pôr o link aqui) alguém usando aquela velha frase “não vamos jogar a criança fora junto com a água suja da bacia” para falar da situação atual do país - e achei bem pertinente. Acho normal querer ressaltar os pontos ruins de uma administração que não apoiamos e também alardear os bons feitos dos nossos preferidos. Acho humano mesmo. Somos assim, tendenciosos, parciais. É importante ter consciência desse estado para que possamos avaliar nossos discursos e procurar por nossos tropeços. Acho que a consciência em torno de nossa parcialidade deve morar lá na gênese do pensamento crítico, impulsionar nossos questionamentos e diminuir a cegueira fácil. Se nos acreditarmos 100% imparciais, nossas avaliações estão fadadas ao fracasso.

É um exercício difícil esse de nos esforçarmos para enxergar o erro cometido por quem gostamos, o tropeço daquele que apoiamos, o vacilo daquele em quem apostamos nossas fichas. É ruim, desconfortável, mas necessário. Talvez ainda mais difícil seja o outro exercício, o de enxergar o sucesso de quem não gostamos, aplaudir o acerto de quem queríamos ver derrotado, apoiar bons planos e atitudes de nossos desafetos. Mas, igualmente, é um exercício necessário.

Muita gente consegue êxito nos dois. Consegue reconhecer que sua impressão estava equivocada, entender que o bem maior justifica o apoio a quem antes queria ver pelas costas. Mas é difícil, reconheço.

Tudo isso para dizer que entendo que tanta gente se recuse a votar na candidata do governo à Presidência da República alegando para isso que o Governo do Lula pecou muito. Que ele deixou de cuidar de um monte de coisas em seus oito anos de governo, que as melhorias na educação não tiveram o volume que gostaríamos de ver, a segurança pública não transformou o Brasil numa Islândia, muitas estradas isso, muitos portos aquilo, etc. Tudo relevante e digno de nota para os governos futuros. Isso é a água suja da bacia. Mas eu vou me agarrar à criança.

Nas vezes em que votei no Lula (todas em que ele foi candidato), não votei por mim. Talvez nas primeiras, sim, tenha votado por mim também, pois era estudante e queria ver um país melhor para “o meu futuro”. Mas à medida que o tempo foi passando, e o Lula seguiu se candidatando (ainda bem), os motivos pessoais por trás do meu voto me abandonaram e passei a votar quase que exclusivamente pelos outros. É que olho ao redor e percebo que dependo menos das políticas públicas do que os milhões de brasileiros que estão abaixo de minha família na pirâmide. Dependemos também, claro, todos dependemos, mas no caso da minha família essa dependência não compromete nossa rotina no mesmo nível em que compromete a rotina de quem não pode abrir mão de nenhum serviço público essencial: raramente ando de ônibus, meu filho estuda em escola particular, temos plano de saúde, moradia própria e empregos que nos permitem pagar as contas e planejar o futuro.

A convicção de que não podemos votar pensando em nossos umbigos vem de uma constatação muito simples: no fim das contas, se o país vai mal, a parte que nos sobra dói menos do que aquela que sobra para quem ocupa as camadas mais baixas da pirâmide. Se há uma recessão, por exemplo, a gente compra menos; mas muita gente come menos. Então meu voto não é meu. Claro que continuo querendo que meu país melhore - tanto mais agora, que tenho filhos - mas minha preocupação, ainda que real, certamente é menor que a da mãe que tem filho em escola pública, tem um subemprego e está endividada. Então meu voto é pra ela.

Pois bem. Então gostei demais do governo do Lula, gostei muito mesmo, porque vi se concretizar o motivo que esteve na base de cada voto que dei a ele: em seu governo, milhões e milhões de brasileiros melhoraram suas condições de vida; entre 2003 e 2008, 27 milhões de pessoas migraram das classes D e E para a classe C, e 20 milhões saíram da extrema pobreza. É mais gente comendo. Mais gente com emprego fixo, com acesso a bens que melhoram seu dia a dia, como geladeira, fogão, roupas, aquecendo a economia e gerando mais emprego na bola de neve que manteve o país de pé, firme, mesmo durante a maior crise financeira que o mundo capitalista enfrentou nos últimos tempos. Muita gente falhou no exercício de admitir o sucesso de quem não gostamos e disse que o Lula teve “sorte”. Tsc tsc. Eu votei no Lula para que a miséria do país encolhesse. E isso aconteceu. Fato.

Eu gostei, gostei mesmo, de ver dinheiro sendo empregado em programas que os desafetos do Lula adoram chamar de assistencialistas e populistas, porque eles fizeram toda a diferença na vida de pessoas que não tinham o pão que eu nem sei quanto “pesa” no meu orçamento. E claro que ensinar a pescar é necessário - e isso se faz melhorando o país como um todo, o que o Governo também fez nos últimos anos - mas dar o peixe, queiramos ou não, é questão de humanidade em um país com tantos miseráveis. Quem quiser que vire as costas, eu gostei do que o Lula fez.

Há muitos outros motivos que, para mim, fizeram do Governo Lula o melhor que esse país já teve. O país cresceu, diminuiu o desemprego, atraiu investimentos, ganhou respeito internacional. Mas há todo o tanto que ainda precisa ser feito. E, claro, houve aqueles momentos em que senti vergonha, como quando vejo o Sarney ali, do lado. Sinto muito, muito mesmo, tenho vontade de sumir, fingir que não é comigo, não tenho argumentos, não há desculpas. Alianças? Poderiam ser outras, pelamor! Mas isso não tira meu voto, não na atual conjuntura. Porque é preciso manter o foco e tocar o bonde. E continuar. Isso mesmo, continuar. (Eu simplesmente ignoro a apelação tucana por trás do conveniente versinho “mas a alternância de poder é fundamental para a democracia”. Não. A escolha é fundamental. E eu acho que o país agora quer continuar.)

Bem, sei que eu quero. Quero continuar a ver melhorias no mundo das pessoas que sempre levam a pior. Não estou satisfeita com tudo, como poderia? Eu estaria satisfeita se os desabrigados das enchentes de Alagoas e Pernambuco já tivessem recebido o tratamento adequado em um país que respeita seu povo e tivesse sido resgatado do estado de isolamento em que se encontram. Estaria satisfeita se estivesse vendo surgir uma discussão séria e engajada em torno do sistema prisional de nosso país, urgência urgentíssima, para antes de ontem. Estaria satisfeita se as escolas fundamentais públicas fossem modelo de excelência e sues professores fossem bem remunerados. Etc. Mas, ainda assim, tenho convicção de que o grupo que tem algum interesse na melhoria real do país, socialmente falando, é o grupo do atual governo.

Então além de votar na Dilma, vou votar em candidatos a deputados e senadores de partidos governistas, para não ter erro: quanto mais parlamentares apoiarem os projetos do Governo, maiores as chances de aprovação. 1+1.

E, finalmente, tem a tietagem, sabe, gente. Ah, eu não poderia deixar de dizer. Eu sou tiete, sou tiete sim. Eu preciso falar, com o peito estufado: eu tenho um orgulho danado do meu presidente. Eu gosto dele, sabe? Gosto pra caramba, nem consigo dizer o tanto. E mesmo antes de ver aquele filme, eu já tinha essa imagem na minha cabeça, do garoto de infância miserável, correndo pelo chão do sertão de barriga estufada e pernas finas, sem ter noção dos rumos por onde a vida lhe levaria. O Lula criança vai morar para sempre no meu imaginário, gosto de pensar na trajetória de vida dele, dos preconceitos que ele ajuda a derrotar, das limitações que ele superou. Eu gosto daquele menino. E quem quiser que tente ter quase 80% de aprovação ao final de oito anos de mandato, tendo contra si toda a grande mídia, fazendo campanha contra todos os dias. O país não é mais o mesmo, que bom.

Vou sentir saudades. E sei que não estou sozinha, viu? Mas conto com a Dilma para amenizar a falta e ver o legado do Lula ser tocado com fibra. Então, a quem interessar possa, voto na Dilma, é com ela que eu vou. “Ah, Rita, mas aí você está votando na Dilma por causa do Lula. Mas a Dilma não é o Lula!”. Eu sei. E é isso mesmo. Eu voto nela porque ela esteve ao lado dele esse tempo todo e é coadjuvante em tudo isso que falei aí em cima, para o bem ou para o mal. Então é o mais perto que eu consigo chegar de votar no Lula novamente. É que só sei votar nele, gente. Viciei.

;-)

35 comentários:

Borboletas nos Olhos disse...

Rita, eu admiro este blog. Eu admiro você. Queria ter escrito este post. Palavra por palavra. Chorei lendo. Posso colocar na Graúna? Aliás, já tô colocando, se você disser que não eu tiro. Eu também viciei. E, espero, muita gente tenha se viciado em ser mais feliz. Poxa, não sei sequer terminar este comentário. Obrigada, mesmo.

Jux disse...

Que Lindo!
então... sempre votei no Lula e voto sim na Dilma pela motivação que tão bem você soube expressar em palavras certas!

E, um detalhe para a turma que critica tão duramente o Bolsa Família: há muito tempo, ouvindo a Voz do Brasil (sim, eu ouço a Voz do Brasil), fiquei sabendo que o Governo Lula proporciona, concomitantemente ao benefício do Bolsa Família, acesso a programas de capacitação profissional nas mais diversas áreas: gastronomia, cabeleireiro, informática, dentre outros.

Esse programa específico foi desenvolvido exclusivamente para quem é beneficiário do Bolsa-Família, exatamente para primar pela idéia do "ensinar a pescar".

Sim, Lula deu o peixe, porque na hora da fome, não adianta ensinar. Quem consegue pensar com a barrgia roncando, com os filhos chorando de fome?

Primeiro alimenta o corpo, para que o cérebro e a vontade fiquem fortes e então oferece educação e capacitação, para que a pessoa tenha condições de não mais depender desse importante programa do Governo Federal.

Simplesmente 10!

E eu lhe pergunto: quantas pessoas - especialmente a turma reaça, sabe disso???

Beijukka!!!

simplesmentemonalisa disse...

Rita concordo com cada palavrinha desse texto!
Posso copiá-lo no meu blog (claro que com os devidos créditos)?
Beijos

Borboletas nos Olhos disse...

Rita, está aqui:
http://eusouagrauna.blogspot.com/2010/08/eu-voto-na-dilma-rita-vota-na-dilma.html

e, também (não resisti), aqui:
http://olhosdaborboleta.blogspot.com/2010/08/outra-vez-as-palavras-de-rita.html

Daniela disse...

Também me incomoda super demais ver o meu governo se aliando com a escória do quilate dos Sarney, mas infelizmente, não dá pra ser outras alianças não, Rita.

Porque enquanto o nosso sistema político for do jeito que é (quase um parlamentarismo sem 1º ministro), partidos como PMDB vão sempre existir, porque ninguém governa sem eles. Não Sarney, não Itamar Franco, não FHC, não Lula, não Dilma e ninguém que venha por aí.

Eles são fortissimos nos grotões (que é quem elege presidente e não SP, como os paulistas gostariam que fosse..rss), nas biboquinhas do país, sempre elegem uma bancada gigantesca, sem falar na quantidade de prefeitos e governadores e isso faz toda a diferença. Sem eles a gente não teria aprovado nada do governo Lula porque a oposição psdebista tratou de cancelar a CPMF que foram eles que criaram (!!!!). Imagine o que eles fariam com o ProUni e com o PAC.

Então, eu preferia sem PMDB, mas já que só dá pra governar assim, que seja com eles.

De resto, concordo com tudo-tudo.

Penso que todo mundo tem o direito de ser contra o que quiser, incluído o PT e o Lula. Eu só fico pasma é com a leviandade e a má fé dos argumentos. Nem falemos do preconceito.

E eu que cheguei agora nesse estado e não conheço a trajetória dos políticos por aqui vou votar 13 em tudo. Menos pra governador porque entre o Gabeira (amigo do Cesar Maia), Peregrino (amigo do Garotinho) e Sérgio Cabral (PMDB e amigo do Lula, mas o professor dele ganha R$600, e isso não é força de expressão) eu voto NULO.

Saudades do Lula? Muitas. Mais uma no fã-clube. Até me emociono vendo a propaganda eleitoral (só ligo pra ver o programa da Dilma...hohoho), mas vamos receber a primeira mulher presidente do Brasil de braços abertos né não? :-)

beijos

kaka disse...

Admirei todas as palavras pois este sentimento vive em mim...vou colocar no meu blog para que todas as minhas alunas leiam...Estou viciada também...e confesso que adoro ver os que queriam ver a derrota não terem tido este gostinho...ai como é bom!!!

HG disse...

Lindo texto, Rita!
Como diz a Borboleta (que me trouxe até aqui), queria ter eu escrito este post...
Sou também viciada, apaixonada... E lamento não poder votar na Dilma, pq moro na Holanda, atualmente... Mesmo sei que irei vibrar com sua vitória em primeiro turno!
Me emociono ao ver os programas... Tenho acompanhado tudo!
Parabéns e obrigada!

diariodumapsi disse...

Nossa, já estava me sentindo um et com todo mundo criticando o governo Lula, mas gente, fala sério, é de tirar o chapéu: um operário virar presidente!
Isso é o auge da inclusão, isso é um expemplo de motivação, é um exemplo de que com luta e persistência conseguimos conquistar nossos objetivos. Isso dá filme, dá livro, dá conto, dá tudo!
Eu admiro o presidente Lula!

Ninguém fez mais pelo povo que tem o pé no chão do que ele.
O bolsa família, que tem como condicionalidade que as crianças estejam na escola fez com que muitas mães obrigassem os filhos irem para a escola!
Parabéns pelo post, concordo com tudo o que disse!
Gd beijo

Lud disse...

Ritinha,
eu sempre votei no Lula e vou votar na Dilma. Pensando nos outros, mas pensando no meu umbiguinho também. Porque sabe o que eu acho o maior luxo de todos? Segurança. Andar a pé de madrugada nas ruas de uma capital sem me preocupar. E quando as desigualdades sociais diminuem, o crime cai, é fato. (Pô, não tô dizendo que os menos favorecidos são todos criminosos, não. Cês entenderam.) Então eu não entendo como não tem mais gente de classe média/alta que não vê isso. Que governo de esquerda é muito bom pra eles também.

Isa disse...

Nossa, bem se vê q a Dilma é líder nas pesquisas mesmo, com tantos fãs assim...
Ouso discordar de todos.
Não consigo viciar em votar num presidente semi-analfabeto.
O Lula pode até lá ter seus méritos, mas foi ajudado por uma baita sorte ventando a favor.
Também questiono muitíssimo se de fato ele amenizou a miséria neste país ou fez aumentar a massa de dependentes do governo. Sem políticas públicas sérias de educação, saúde, segurança, emprego...e a classe empresarial, o pequeno, dono da padaria, do açougue, da banca de jornal...que pagam impostos e precisam bancar a saúde dos seus filhos, o colégio, o dentista, o transporte péssimo e caro...e os ladrões continuam a roubar seu comércio porque a segurança não funciona direito.
Sinceramente, nunca vi tanta roubalheira e tanto caos como agora.
Não olho pro meu umbigo...olho pros lados e só vejo baderna...uma classe política deslumbrada com o poder que nunca teve, alianças questionáveis, ética inexistente, um Lula que não sabe e nunca soube de nada.
Rita querida, uma sugestão: não discuta mais política no seu blog...é um daqueles temas indiscutíveis...
Não consegui ficar calada, me perdoe, se quiser, apague o comentário.
Bjs, da amiga revoltada.

larissa disse...

Mais uma na contra-mão, sou solidária a vc Isa. Acho que a Rita não vai apagar nossos comentários porque sei que ela respeita as opiniões divergentes. Já votei no Lula, não voto mais, nem voto em quem ele indicar. O post ficou bonito mesmo, dava pra colocar no guia eleitoral, tão grandioso quanto a propaganda política do PT. É claro que o governo Lula tem seus méritos, mas concordo com muito do que você falou Isa. E o filme, ah isso foi o pior,se não fosse Glória Pires eu tinha saido da sala do cinema no meio do filme, porque simplesmente não suporto enaltecerem uma figura pública daquele jeito,um louvor, uma elevação do Lula a condição de santo, de mártir.

larissa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Daniela disse...

ai.

"presidente semi-analfabeto".

eu fico de cara como as pessaos conseguem falar uma coisa dessas sem corar.

:-)

Isa disse...

Com todo respeito Daniela...não sei como alguém consegue admirar alguém que é fã do presidente iraniano, que acha normal apedrejar mulheres.
Eu não tenho orgulho do Lula. E não me envergonho por isso.
Tomara Deus que haja um milagre nestas eleições, mas se não houver, tomara que eu esteja errada.
Bj.

Daniela disse...

Isa, diplomacia não é fazer amigos, é se relacionar respeitosamente comercialmente com EUA, Israel mas também com Irã. Israel e EUA matam crianças no Afeganistão, no Iraque e na Palestina e não vejo nenhum movimento para que o governo não se relacione diplomaticamente com esses países.

Além do mais, algum país poderia se recusar a travar relações diplomáticas com o Brasil porque aqui a polícia mata e tortura, existe total desrespeito aos direitos humanos e porque meninas de 14 anos de idade ficam presas 27 dias numa sala cheia de homens, né?

Mas nenhum país cortou (ou cortará) relações diplomáticas com o Brasil por isso. Seria porque eles compactuam com as coisas erradas que acontecem aqui? Não né?

They know better.


Mas eu vim aqui só deixar esse vídeo de presente pra vc, Ritinha:

http://www.youtube.com/watch?v=keyVjdMFJec&feature=player_embedded

Isa disse...

Eu admiro a democracia...mas aqui neste blog, devemos voltar a falar do cotidiano maravilhoso da Rita...deixa esse assunto de política pras urnas. Lá, cada um é um voto e a magia da maioria se faz.
Espero realmente estar errada e dobro-me à vontade de todos, porque isto é do jogo democrático que tanto amo.
Mas ainda concordo com Nelson Rodrigues: toda unanimidade é burra.

Ana Duarte disse...

Pois eu achei um otimo Post...fiquei feliz de lê-lo Rita. Porque a Rita pode falar do cotidiano dela e nao de suas opinioes sobre politica??? contradiçao total...

E Isa, este presidente semi-analfabeto que você fala, foi o que olhou para a populaçao mais carente do Brasil, que estava la no "cantinho", esperando... ha muito tempo. Todavia, os "doutores" so enriqueceram e privilegiaram a classe dominante.

Olhar o proximo também e importante, mas acredite, é raro, pois sao poucas pessoas que conseguem enxergar além do seu proprio umbigo. Como eles nao enfrentam nenhum tipo de problema e nao precisam de nenhuma ajuda do governo para se alimentar, entao esta tudo certo :-)

Adorei este post Ritinha!
Parabéns
Bjos
ps: volto aqui sempre que der

Borboletas nos Olhos disse...

Cara Isa,
claro que você tem todo o direito de expressar sua opinião e não concordar com a nossa. Mas, devo dizer que a admiração pelo governo Lula não se restringe a nós, tietes declaradas. Tenho vários contatos com pessoas de outros países que têm opiniões embasadas sobre política, economia e relações internacionais (como, por exemplo, os autores do blog etudogentemorta.com) e todos sempre falam da mudança de imagem que o Brasil teve com a gestão do PT. Eles elogiam,especialmente, a liderança do país nas relações internacionais e a forma como a gestão segura qualificou o Brasil na forma de lidar com a ultima crise econômica e produtiva . E, desculpe-me, mas eu trabalhei e mantenho contato com grupos sociais desprivilegiados, já trabalhei em assentamentos (e não só os do MST), em comunidades de periferia e, principalmente, junto aos pequenos agricultores do sertão nordestino desde 1999 e, posso lhe garantir com vivência direta, que a mudança na qualidade de vida foi quase indescritível. E há sim, políticas de reestruturação da educação, da saúde, da formação cidadã e da participação política. Há políticas de emprego e políticas de estímulo ao desenvolvimento econômico sustentável. Mas há, principalmente, a confiança de que isso é um processo e não uma determinação de cima pra baixo. Por isso, erros, claro. Leva tempo construir uma nova forma de fazer política e gestão e nós estamos em modelos subjetivos que dificultam o processo. Há muita coisa a ser feita, mas eu quero continuar em um projeto político que tenha respeito pela capacidade de todos. E eu tenho orgulho do Lula, muito, não por ele ser ou não analfabeto mas pelas coisas incríveis que sua gestão fez sentir, conhecer e experenciar. Quero mais.

HG disse...

Olá,
Estrei neste blog por acaso, mas acho que deverei permanecer em visitas...
Meu comentário é apenas ctrl+C ctrl+ V do próprio post da Rita. Segue:

"...Talvez ainda mais difícil seja o outro exercício, o de enxergar o sucesso de quem não gostamos, aplaudir o acerto de quem queríamos ver derrotado, apoiar bons planos e atitudes de nossos desafetos. Mas, igualmente, é um exercício necessário..."

Rita disse...

Oi, gente,

Rapidinho só para dizer que li tudo e volto aqui mais tarde para responder os comentários um a um.

bj
rita

Rita disse...

Olá, pessoas boas!

Borboleta, querida, claro que não me importo, você sabe como fazer. Obrigada pela divulgação, pelo carinho, por tudo. Obrigada pelo comentário valioso sobre sua experiência com trabalhos com grupos sociais. Eu, que não faço nada, fico aqui encolhidinha de vergonha, diante de quem vai além dos cuidados com a própria vida. Parabéns. Beijo grande!

Oi, Jux. Também acredito na necessidade de se atender às urgências, como não. Por isso ando tão incomodada com a pouca ação diante dos isolados pelas enchentes em Pernambuco e Alagoas. Poxa vida, custa reerguer aquelas pontes, tirar o povo daqueles abrigos imundos? Né? E é verdade, os programas de capacitação aliados aos programas de bolsa estão aí. É o peixe e a vara. Bj!

Monalisa, oi. Pode sim, querida. Fique à vontade. Bj!

Dani, olá, querida. Pois é, as alianças.. entendo, entendo, entendo. Detesto, detesto, detesto. Mas, como disse a Denise Arco Verde outro dia (acho que foi ela), não somos mais crianças para acreditar em governos sem alianças. E você tem razão, ou mudamos o sistema, ou engolimos os sapos. Mas, olha, ui, desce atravessado, viu? Beijos! Ah, obrigada pelos outros comentários, especialmente sobre o jogo diplomático. Não aguento ninguém (e não falo só do Brasil) abrir a boca pra falar um “a” sobre cortar relações com os Estados Unidos. Imagina!! Heresia! Não dá. Beijos. (Claro que o massacre machista no Irã é dureza, mas o foco aqui é outro, ne?)

Kaka, tudo bem? Pode colocar um link, ou republicá-lo com créditos, como fez a borboleta. Fique à vontade. Beijos!

Rita

Rita disse...

Oi, HG. Você não consegue votar daí? Pena. Bom, seja bem vinda, obrigada pela vistia, pelos comentários, pelo apoio. Beijo! Volte, volte sempre!

Lud! Claro que é por mim também, ne? O país somos todos nós! Meu cotidiano não pode ser maravilhoso ignorando o que se passa na rua ao lado. Concordo, querida. Vumbora. Bj!
Rita

Rita disse...

Isa, oi. Imagina se eu vou deletar seu comentário! Desde que este espaço não seja usado para difundir preconceitos, incitar a violência ou me agredir de alguma maneira, não há porque deletar qualquer comentário.
Quanto à sua revolta, o que posso dizer? Seu comentário começa enfatizando o semi-analfabetismo do Lula. Esse é para mim um argumento que mora entre o preconceituoso (mesmo assim não deletei, hehe) e o irrelevante. Preconceituoso porque perpetua a ideia de que só os “letrados” e formalmante educados devem participar de maneira verdadeiramente representativa do poder, renegando à classe dos comandados pessoas que venham de camadas sem acesso à tal educação formal, ainda que essa pessoa seja líder comunitária, de classe, sindical, o que for - e isso nosso sociólogo já mostrou porque é irrelevante; eu acho sim que tenho muito a aprender com quem caminha pra frente mesmo sem estudar um terço do que eu estudei, eu que tropeço tanto e faço tão pouco ou quase nada para melhorar o meu país. E também é preconceituoso porque o tom de sua frase transforma o termo “semi-analfabeto” em xingamento. E ninguém deveria ser xingado por não ter tido acesso à educação formal da maneira que você julga ideal para trabalhar quando adolescente e ajudar a mãe a sustentar os irmãos. É lamentável, não é motivo de ofensa. O Governo Lula não foi ajudado por nenhum vento a favor. Ele não tinha nenhum vento a favor. O mundo capitalista ocidental inteiro afundou em uma crise gigante e a velha mídia nacional sempre enfatizou a água suja da bacia como se a criança sequer existisse. Isso não é ter sorte. É ter poder de gerência e também ter uma equipe competente, apesar da torcida contra e da crise financeira quase global. (cont)

Rita disse...

Isa,

Quanto à mobilidade social, aí, Isa, você forçou. A família paupérrima que tem como renda apenas a bolsa-o-que-quer-que-seja (que, acredito, integra a massa de dependentes de que você falou) não migrou para a classe média. Não se migra para a classe média recebendo o bolsa-whatever. 27 milhões de pessoas passaram a ser classe média no país durante o Governo Lula, Isa. 27 milhões saíram da linha da pobreza porque aumentaram a renda familiar - foram 12 milhões de empregos. 12. Isso não se faz com sorte, mas com políticas públicas eficientes. A reforma tributária precisa ser feita, sim; a segurança, céus, pelamor, precisa melhorar, sim. Meu post não passou a mão na cabeça do governo por seus pecados, mas sei que você leu isso também. Quando você diz que nunca viu tanta roubalheira; eu já. Vi muito mais no governo anterior. Mas a gente esquece. Seja como for, isso em nada diminui a responsabilidade dos atuais governantes. Entrar na disputa para ver quem corrompe mais é realmente deprimente. Mas discordo quando você diz que nunca viu tanto caos como agora. Nossa, discordo mesmo. A violência continua um fantasma que me assombra todo dia, mas os índices de homicídios vêm caindo. (Mas, lamentavelmente, essa é uma área em que meu pessimismo vai ao grau máximo, por causa das drogas. Mas isso rende outro post.) Bom, no mais seu comentário fala do deslumbre pelo poder de quem “nunca teve”, e de novo vejo ecos do argumento que sustenta que o poder só cabe a poucos, os de sempre. Lamento que você pense assim. Seja como for, de tudo o que você escreveu, somente uma coisa me incomodou um pouco: adoro suas visitas e seus comentários, mas sua sugestão de que eu não discuta política e que me limite a descrever meu “cotidiano maravilhoso” não me desceu com muito conforto. Política faz parte do meu cotidiano, em nossa casa, falamos de política. Política molda nossa vida, a minha, a sua, a de nossos filhos. Quem acredita que política é indiscutível são os militares. Eu discordo. Sua sugestão é um convite à alienação, sem falar que é, permita-me dizer, um tanto quanto arrogante dizer o que devo ou não discutir em meu blog. Nunca fui no seu dizer que você não deveria discutir, sei lá, o seu excelente português. Além do mais, convivo com pessoas de classes sociais mais baixas, então tenho um enorme interesse pelo assunto, sim. Este não é um blog político porque me falta competência para fazer um; mas me permito, sim, expor minha opinião e minhas inquietações sobre qualquer assunto, de vez em quando. Por fim, fiquei me perguntando qual o milagre que você está esperando: que o Serra seja eleito? É isso que você quer para melhorar o caos que você descreve: que o Serra seja eleito? Não, deve ser outra coisa. Ah, o governo iraniano! Eu preciso entender: apertar a mão do presidente do país que invade outras nações e mata civis, baseando seus argumentos em torno de armas de destruição em massa que nunca existiram, pode; apertar a mão do outro do Irã, não. Cuidado, Isa. É disso que falo quando menciono a manipulação da velha mídia: a gente acha normal ir passar férias no país que mais mata civis inocentes no mundo, mas se choca porque o Lula recebe o Armadinejad. Por fim, não vou me sentir insultada com seu comentário final, que me incluiu na burrice da unanimidade. Pode deixar, não vou. Vou ficar torcendo por outro milagrezinho, bem menor, mas quem sabe... beijo! Rita

Rita disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rita disse...

Ai, o comentário se repetiu.. arrumo depois.

Larissaaaaaaaaa! Sua danadinha! Vou puxar sua orelha quando chegar aí, hein?! Como assim, cê não gosta do Lula, prestenção! Hehehehe, brincadeira,minha linda. Olha, deixa eu falar uma coisa: eu NÃO gostei do filme, acho que falei disso no post que escrevi sobre ele, lembra? Eu achei fraco mesmo. Mas não vi o Lula como santo, mártir, nada disso. Vi no filme um Lula todo moldadinho para agradar gregos e troianos, uma coisa bem insossa mesmo. Gostei foi da história de vida da mãe dele, essa sim. E a Glória dando show! Mas deixa eu chegar aí pra gente conversar sobre o Lula, deixa. Aguarde-me! Hhehehe. Na boa, sei que você vê os méritos do governo dele, então compare. Beijoquitas!

Meninas dos comentários repetidos: bis, bis, bis.

Beijos, minhas lindas. Obrigada a todas pela discussão, pelos comentários, pela divulgação, pelo carinho! Adorocês.

Rita

Rita disse...

Ui, pulei gente!

Diariodumapsi, olá! Então, vamos torcer para os acertos seguirem e os erros serem revistos, ne? Grande abraço, obrigada pelo comentário!

Ana, querida, olá! Eu também acho que posso falar de qualquer assunto, uai. Hum, deixa, vai... (com bico). :-) Mas acho que a Isa vai deixar também, né Isa? ;-)

Beijocas!

Rita

Anônimo disse...

Rita:
Antes de mais nada gostaria de lhe dizer que venho seguindo em silêncio seu blog há tempos e gosto muito dele e acabei por admirar muito você enquanto pessoa (já pedindo desculpas pelo chavão).
Explicar as diversas razões porque não votarei na candidata do Lula, (apesar de sempre ter votado em Lula, até sua primeira eleição) não caberia neste espaço, mas, se me permite, vou tentar sintetizar.
Para mim, honestidade (inclusive intelectual, mas essa, em menor grau, já que hoje em dia está quase impossível achá-la nos políticos - uma divagação: seria a honestidade intelectual o ponto de contato entre a ética e a moral?) é um pré-requisito.
Os fins não podem justificar os meios, para mim. Se para você pode (não estou dizendo que vc afirmou isto, realmente não sei o que vc acha sobre a assertiva), compreendo integralmente sua opção pela Dilma.
Mas retornando, sou contra a idéia do rouba, mas faz, ou rouba, mas é pra dar aos mais necessitados, ou qualquer coisa do tipo.
O episódio do mensalão, no primeiro Governo Lula, para mim "encheu o copo" e o escândalo da Gamecorp foi a gota de água. Se vc não se lembra do caso Gamecorp, permito-me lhe indicar o link http://pt.wikipedia.org/wiki/Caso_Gamecorp
Quanto ao mensalão, vc sabe que vários figurões petistas, amigos íntimos do presidente Lula, estão sendo processados perante o STF. Não caiamos na esparrela de discutir se não ficou provado que o mensalão eram pagamentos mensais ou esporádicos a políticos. Seja qual for a peridiocidade, o esquema era financiado com verba pública, desviada de licitações (normalmente da área de propaganda do Governo) para interesses privados e/ou políticos partidários (leia-se, associações privadas). O fato do PSDB também ter tido seu mensalão não muda nada. Primeiro, pq como vc bem disse, não devemos competir para saber quem rouba menos. Segundo, porque não defendo que devamos votar no Azeredo, denunciado no caso do mensalão do PSDB, pelo contrário. Terceiro, pq Serra, Marina e Plínio (outros candidatos à presidência) não se beneficiaram do esquema, tanto que não foram denunciados.
Com todo respeito que vc merece, acho que incensar Lula é, mesmo que de forma inconsciente, promover o "rouba, mas faz".
Grande abraço e parabéns pelo blog e pela beleza e sensibilidade de grande parte dos posts (inclusive este pró-Dilma...)
Antônio

Borboletas nos Olhos disse...

Rita, eu tinha prometido a mim mesma não meter mais a colher na panela alheia. Mas, você sabe, você sabe...eu só queria acrescentar que seus comentários sobre os comentários me fizeram ter vontade correr ao aeroporto, pegar o primeiro avião e ir aí te dar um abraço (porque sou antiga, né, ainda uso manifestações corporais de carinho). Eu sei que é devagar, muito devagar, depois de tanto tempo de alienação política, que aprendemos o respeito ao outro e, ao mesmo tempo, manter com firmeza as opniões. Ou nos comportamos de forma arrogante e impositiva ou baixamos a cabeça e não debatemos. Mas você não. Que delicadeza de palavras e que força de convicções. Eu é que admiro a forma plena com que você escreve seu dia-a-dia, seus sonhos, medos, idéias e ideais. Ah, não tem relação com esse assunto, mas eu não podia deixar de vir aqui dizer que sei que não é rasgação de seda e fico muitocontente com seu elogio e, sempre, com sua presença no borboletas. Bjs

Rita disse...

Antonio

muito obrigada por sua visita, por seu comentário valioso e pelas visitas silenciosas também. Venha sempre, passeie à vontade, comente quando quiser.

Não, eu não sou defensora do “rouba, mas faz” e não entendi como isso justificaria minha opção pela Dilma que, até onde sei, nunca foi acusada/julgada por envolvimento em qualquer escândalo de corrupção ou afins. Sim, eu adoraria poder reescrever meu post sem as ressalvas. Eu não desculpo, não justifico, não concordo com atitudes ilícitas de integrantes de qualquer governo. Eu mostrei no meu post alguns dos pontos que gostaria de ver diferentes no governo Lula, então acredito que ficou claro que não estou satisfeita com tudo. O que eu disse e agora repito é que nunca antes na história desse país (hahahahaha, não resisti) tanta mudança aconteceu. Pronto. Eu gostaria imensamente que não houvesse poréns, mas isso não me leva a desistir dos avanços. Eu desejo que todos os envolvidos em desvios de dinheiro público sejam sempre, independentemente de partidos, investigados e julgados da forma devida. E que a vida das camadas mais baixas da pirâmide continue melhorando, coisa que nunca antes na história dess... você já sabe. ;-D

Abraços e obrigada!

Borboletante borboleta, obrigada por sua gentileza, flor! beijo grande, viu?

Rita

Rita disse...

Isa, querida.

Adorei os e-mails que trocamos durante o dia. Amizade boa, ainda que tão recente como a nossa, é assim: conversa nas divergências, escuta, desculpa-se, reconhece, insiste, argumenta, teima, tudo com ternura e respeito. Eu não vou admirar você menos por discordar de mim. Pelo contrário, admiro sua personalidade e fiquei muito feliz por termos esclarecido qualquer rançozinho tolo gerado por nossas discrepâncias em torno da política. Eu agora sei que você não se pretendeu arrogante e faço aqui publicamente o que fiz por e-mail, desculpo-me por qualquer palavra mais dura que tenha incomodado você. E vou tirar de nossos papos de hoje a certeza de que nossa amizade vai crescer e amadurecer, sim, porque conseguimos conversar sobrea QUALQUER COISA. ;-) Beijos e venha sempre, pitaqueie à vontade, concorde, discorde, a falação é bem vinda aqui, sim. Falação de amigos, tanto mais.

Beijo grande,
Rita

Isa disse...

Rita, também tirei muito ensinamentos do episódio de hj.
Com certeza cresci mais um pouquinho.
Diferenças sempre existirão, e são exatamente elas que fazem a beleza da vida...
O que seria do amarelo se todos gostassem do azul, não é mesmo?
Também peço publicamente desculpas pelo ocorrido. Sei que deixei uma impressão errada aqui do que verdadeiramente sou. Independente de opiniões divergentes, a amargura e o teor ríspido de minhas palavras não refletem, nem de longe, o que sou verdadeiramente, por essência, mas não tenho passado por bons momentos ultimamente(não quero aqui justificar), apenas esclarecer.
Desculpas à Rita e às comentaristas que, de uma forma ou de outra, não gostaram do meu conteúdo ou da forma como me expressei.
Grande bj a todas,
Isabela

Rita disse...

Isa,

:-* procê.

Rita

Nardele disse...

Ai, Rita, só o seu blog... Só ele!!

Tive mil reações lendo o texto e os comentários. E só vou registrar o essencial, senão tomaria muito espaço.

Primeiro: também viciei em votar em Lula e tô órfã sem ele. Ele me emociona, me faz chorar. Amo sua história de vida e seu jeito moleque mesmo ocupando cargo tão alto. Não voto em Dilma. Mas isso não vem ao caso. Ponto.

O outro assunto é sobre o que aconteceu nos comentários! Me emocionei, me irritei, me orgulhei. Tudo ao mesmo tempo. E finalmente me encantei porque ficou claro aqui o respeito entre pessoas que se admiram. No meu blog falei ontem sobre como as pessoas deixaram de se respeitar. De compreender, de relevar, de conhecer. Falei de como sinto falta de pessoas que errem, que se equivoquem, que tropecem e deem risada, que reconheçam erros, que aceitem diferenças. E tudo isso sobrou aqui depois da forte discordância gerada por assunto tão melindroso.

Bom saber que algumas pessoas sabem que se pode discordar, opinar sem medo, se equivocar, pedir desculpas e tudo fica bem, porque as pessoas tem respeito umas pelas outras.

Parabéns a todas!

E a você, Rita, minha admiração de sempre, beijo enorme.

Rita disse...

Oi, Nardele.

Nossa, como gostei de seu comentário. Obrigada pelo carinho (e deixa eu te falar que teu post tá lá no meu reader sem marcação de "lido" porque li, sim, mas quero voltar com tempo para comentar. Tõ indo lá, já já).

Quanto ao episódio dos comentários, nossa, como me senti humana (dã, e era pra me sentir como, andróide? hehe)! De verdade, respeito é tudo nesse mundo e a Isa me mostrou sua capacidade de dialogar, ainda que com alguém que pense muito diferente dela. E quem não tem os ânimos acirrados de vez em quando, diga aí? Isso é humano, tanto quanto render-se ao carinho de uma boa amizade e colocá-la acima das divergências. E, olha, cá pra nós, quem dera todo mundo que bate boca enquanto os ânimos estão acirrados conseguisse retomar a conversa depois de algumas respirações mais profundas, né não? (ui, tomara que eu consiga, sempre que precisar)

Beijo, querida!

Rita

 
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