Menina pode, sim

Este post está participando do 4º concurso de blogueiras do Blog da Lola.



Eu não sei quando meu feminismo nasceu. É possível que as primeiras ideias ditas feministas tenham brotado em minha cabeça após certos episódios curiosos vividos ao longo da infância, mas não posso apontar o momento da epifania; não houve um click, nenhum sino tocou. Duvido que eu tenha ouvido a palavra feminismo antes da adolescência, então é possível que a falta de um “arcabouço teórico” tenha impedido uma identificação mais evidente. Talvez. Mas, mesmo assim, era preciso estar muito anestesiada para não perceber que alguma coisa andava fora de foco no meu mundo. Então acredito que apesar de não saber o nome do bichinho que inquietava minha cabeça, eu já convivia com ideais feministas desde muito cedo. É que eu não me dava muito bem com a frase “você não pode porque é menina”.

Talvez seja mais fácil falar de quando meu feminismo começou a crescer e aí lembro nitidamente das crises da adolescência que me deixavam indignada diante da minha absoluta impotência em certos conflitos. Apesar de ter crescido em uma casa onde uma mulher dava as cartas, fui criada para ser passiva, pelo menos em questões de relacionamentos amorosos. Menina que se preza, valoriza-se, aprendi. “Valorizar-se” significava seguir um comportamento tido como digno pelas camadas mais conservadoras da sociedade do lugar. Valorizar-se significava não usar decotes ou roupas curtas, não namorar demais, não rir alto, não andar em determinadas companhias (por exemplo, com meninas que usavam roupas decotadas ou curtas, namoravam demais e riam alto), saber cozinhar, nunca sair sozinha, essas coisas. Mas o principal mandamento da adolescente bem vista em minha época era “jamais tomarás a iniciativa em um relacionamento amoroso”.

Quando eu era adolescente, nós, meninas, aprendíamos que aquelas que tomam a iniciativa são fáceis. E nos ensinavam que bom mesmo é ser difícil, porque o homem só valoriza aquelas meninas que “se preservam”. Ser difícil significava, na prática, ser passiva. Mas “passiva” tem uma conotação ruim, então dizíamos “sou difícil, valorizo-me, não dou em cima dos meninos”. E esperávamos. Esperávamos que eles, homens de atitude... (ah? como? Não, leitora/leitor, preste atenção, os meninos que tomavam a iniciativa, davam em cima, chamavam a garota pra dançar, não eram fáceis; eles tinham atitude). Como eu ia dizendo, esperávamos que os meninos de atitude nos escolhessem. Como num concurso de... miss, sei lá. E ali, cheia de amores e com uma vontade danada de tomar as rédeas das minhas escolhas, eu me vi várias vezes desejando nascer menino em uma próxima encarnação. Mas essa vontade passou.

Passou porque com a idade adulta meu feminismo tomou força e simplesmente me recusei a deixar que regras que me pareciam injustas e reducionistas me impedissem de seguir meu caminho como eu julgasse correto. Com o tempo passei a enxergar o óbvio resultado daqueles princípios tão valorizados na adolescência e a ver a necessidade de me defender do machismo quase inevitável que eles alimentam. Passei a questionar incisivamente o fato de ser julgada de forma diferenciada por eu tomar uma mesma atitude que um amigo, simplesmente pelo fato de ele ser homem e eu ser mulher. Ora, eu não queria esperar um herói, então me permiti a liberdade de expressar minhas vontades e meus sentimentos com a mesma naturalidde com que os homens o faziam. Se isso me fez ser rotulada de fácil ou qualquer coisa que o valha, não sei porque não prestei atenção. Agarrei-me à ideia, na qual acreditava piamente, de que se um homem me julgasse por esse tipo de conduta, ele não despertaria em mim qualquer interesse - e segui meu caminho. E assim foi.

Aliada a essa esfera pessoal de meu feminismo, fundamental para o rumo que minha vida sentimental e familiar tomou, existe outra faceta ainda mais relevante para mim, aquela que influencia minha visão mais ampla de mundo, que vai além das paredes de meu iglu e molda a forma de minhas relações sociais mais abrangentes. E foi a importância social dos ideais feministas que me conquistou de vez. Foi perceber que o tratamento diferenciado dos gêneros nasce da ideia secular de que existe uma “natureza feminina” a ser cultivada pelas mulheres e que essa natureza a coloca em uma situação de desvantagem em relação aos homens, a quem também cabe um suposto papel “natural” previamente definido. Foi o entendimento de que ideias humanistas devem prevalecer aos modelos supostamente vinculados de forma "natural" a esse ou àquele gênero e que isso só se faz viável pelo combate à supremacia do machismo. E é, principalmente, o horror que sinto diante do extremo a que chega um machismo que cultiva e acredita em valores que engessam a mulher em moldes de subserviência e passividade - a violência contra a mulher - que alimenta meu feminismo todos os dias.

Acredito que, para muitas pessoas, a violência contra a mulher e o feminismo sejam assuntos distintos, mas ando bem convencida de que o combate à violência gerada pelo sexismo passa pela forma como valores machistas começam a ser alimentados lá na adolescência - e até mesmo na infância. Talvez seja mais fácil construir uma sociedade menos sexista se os meninos não crescerem acreditando que nasceram para ser donos naturais da situação e enxergarem que suas amigas têm o mesmo poder decisório que eles. E se as meninas acreditarem nisso. E isso passa pela consciência de que ninguém é dono do corpo de ninguém, uma afirmação bem óbvia para parte da população, mas cuja negação, infelizmente, está na base de inúmeros casos de estupro e femicídio mundo afora.

Então não sei quando meu feminismo nasceu, mas sei que gosto muito dele e que ele tem sido um grande amigo, daqueles que nos orientam rumo a boas decisões e nos ajudam a construir uma sociedade mais justa. Aprendi que ele não é o oposto de machismo, como querem nos fazer crer os machistas, pois enquanto o machismo cresce alimentando-se em ideias que remetem à dominação e à hierarquia, o feminismo entende que uma sociedade verdadeiramente justa é construída por homens e mulheres que caminham juntos em todas as esferas da vida social, sem objetificar, explorar ou violentar.

Daí que posso não saber quando meu feminismo nasceu, mas desconfio que terá vida longa. E que há um monte de coisa nesse mundo que eu não posso fazer, mas não por ser menina.

32 comentários:

Caso me esqueçam disse...

salva de palmas, viu? gostaria de um dia concatenar as minhas ideias de uma forma tao clara e direta como voce fez agora! texto bom de ler!

grifo pra essa parte: "Talvez seja mais fácil construir uma sociedade menos sexista se os meninos não crescerem acreditando que nasceram para ser donos naturais da situação e enxergarem que suas amigas têm o mesmo poder decisório que eles. E se as meninas acreditarem nisso."

principalmente se elas acreditarem nisso. sei que os homens tem responsabilidade na desconstrucao do machismo, mas acredito que enquanto as mulheres ficarem dormentes em relacao a essa questao, a gente nao vai sair do canto. nao, NAO tou dizendo que cabe somente a gente lutar por isso, nem tou dizendo que estamos aqui porque somos passivas. nada disso, viu? soh tou lamentando por achar que certas mulheres desconhecem o poder que tem. posso dar um exemplo pra ilustrar o caso?

minha querida mae, como quase toda mae paraibana, cresceu pra servir ao seu marido. meu pai monta em cima dela, se aproveita muito bem dessa situacao, sendo muito cruel em muitos momentos. eu sei que, sei la, nao sou bem a heroina feminista, mas nao baixo a cabeça pro meu pai e eh por isso que ele tem mais respeito por mim (quer dizer, nao tem respeito, digamos que ele desrespeita menos!) do que pela minha mae, que nunca diz nada, que nunca reage, que nunca questiona. ou seja, nao eh que meu pai tenha o poder. eh que ela nao utiliza o poder que tem. eh uma situacao complicada. nao sei o quanto eu posso esperar da minha mae, o quanto seria justo critica-la, entende? a realidade dela eh muito cruel.

Daniela disse...

Nossa, me identifiquei demais.

Principalmente na parte dos sinais ambíguos: ao mesmo tempo que cresci ouvindo que "marido bom é emprego" (uma versão ressentida de que mulher deve ter financeiramente independente), também fui bombardeada com aquelas coisas que as meninas não podem (ou devem) fazer porque ficam (ou pra que não fiquem) mal vistas, mal faladas ou não vão arrumar marido.

Incrível como o lance do "não se valoriza" ainda é forte. Ontem mesmo ouvi essa expressão. De uma pessoa que eu julgo progressista, inteligentíssima, open minded.

E, nossa, o final é brilhante: eu também tenho uma penca de coisas que não posso fazer, mas não por ser menina.

Beijos, querida.

P.S: olha, li na Iara vc dizendo "queria saber escrever assim". Meu, você ESCREVE!

:-)

aiaiai disse...

Belíssimo texto que deixa evidente nosso maior desafio: mostrar aos meninos e meninas que, sim, eles podem ser felizes sendo fraternos e cultivando a igualdade de direitos.
Sei que vc tem um casal de filhos e sei que está fazendo um bom trabalho ai.

Eu me deparo a todo dia com esse desafio de passar para o meu filho o sentido do feminismo como um bem para todos. Porque me doi que os homens - como o meu filho - também ainda não sejam livres para serem como são. Eles também não podem fazer tudo e eles não enxergam isso, o que é triste. No dia em que mulheres e homens tiverem direitos iguais, todos poderão fazer tudo. Sonho de liberdade!

Dária disse...

Adorei o post! (feito pro concurso do blog da Lola, suponho?)
Tenho uma família que até finge ser mais moderninha, mas que sempre solta estes "se valorize" também. Mulher não deve tomar iniciativa, deve guardar seu desejo calada e esperar... ou talvez nem deva sentir desejo.
Não pode tampouco falar do assunto, discutir atração e sexo numa mesa de bar soa grosseiro, feio, e etc.
Detesto estes dois pesos e duas medidas realmente.
Parabéns pelo texto!

Amanda disse...

Ja ganhou, ja ganhou!

Iara disse...

Meu comentário ia ser, basicamente, o PS da Dani. Muito bacana, viu? Tudo muito bacana. Bjo!

Rita disse...

Olá, pessoas!

Luci, lamento muito pelo que você relatou sobre sua mãe. Nossa, eu teria tanto a comentar contigo. Precisamos de e-mails. :-) E agradeço o carinho, viu? Bj!

Oi, Dani. É, esse papo do valorize-se é difícil de engolir. O valorizar-se para eles é cair em cima, ne? Aff. Preguiça. E obrigada, fiquei corada. Bj!

Aiaiai!!! Que honra! Seja bem vinda, venha sempre, viu? É bem isso que você falou: temos uma contribuição importante a dar, mães de meninos ou meninas. Temos nas mãos a chance de abrir diálogos questionadores - e é preciso ficar de olho no discurso preconceituoso em algumas escolas! Um perigo! Preciso de outro post para falar do assunto. Depois. Beijocas e obrigada!

Dária, oi! É, não é fácil. Impressionante como no mundo de hoje tantas famílias ainda criam as filhas para esperar "a escolha". Ui. Beijos!

Amanda, sua bonitinha! :*

Iara, sua bonitinha 2! :*

Obrigada, mulherada!
Rita

Juliana disse...

ei , Rita! Faço coro com as outras meninas!

Vc acredita que só agora paro pra pensar em todas essas questões. Não agora ao ler o texto,mas de uns cinco anos pra cá. Fui criada de modo a pensar que eu ja era muito moderna. Tudo muito moderno era danoso.

Engraçado que esssas questões sobre " ser mulher" começaram ao longo da leitura de O Primo Basílio.Tive aulas maravilhosas sobre esse livro e me peguei descobrindo que não não ha grandes distâncias entre o século XIX e o nosso tempo.

Li um artigo sobre O Primo Basilio cujo título era Corpo e Desejo em desabrigo. Fala de Luísa,mas parece tão atual!


Adorei a iniciativa da Lola!!

larissa disse...

Adorei o post também.
Penso que se todos entendessem que cada um tem um papel na sociedade, mas que homens não tem papeis diferentes das mulheres, tudo seria mais fácil. E falando em feminismo, sinto muito que apesar de esse pensamento ter nos dado a oportunidade de fazer coisas que não nos eram permitidas, ainda não conseguimos derrotar essa praga da sociedade que chamamos de machismo.

Rita disse...

Ai, Ju, adorei O Primo Basílio. Já que estamos falando disso, já leu O Crime do Padre Amaro, também do Eça? Ainda melhor! Beijão!

Larissa, oiê!! Ih, menina, a luta contra a praga do machismo, infelizmente, creio que será eterna. Mas vamos em frente, ne? Boto fé. Mas é um leão por dia, viu? Beijocas!!

Rita

Cíntia Mara disse...

Oi, Rita!

Vi seu link no Fina Flor, da Ju, e gostei do blog :)

Eu tenho algumas idéias feministas também, embora outras sejam bastante conservadoras. Não consigo nem me imaginar tomando a iniciativa num relacionamento, morro de vergonha!

Muito bom o texto.

Beijos

Rita disse...

Oi, Cintia! Seja bem vinda, fique à vontade. :-)

Olha, eu acredito que essa coisa de ter vergonha de tomar a iniciativa é só um reflexo quase inevitável de toda a ladainha que a gente cresce ouvindo - de que os meninos podem tomar a iniciativa e que cabe a nós a espera e os cuidados para merecermos a escolha. Acho normalíssimo você ter vergonha, é supercomum. Mas acho injusto, sabe? Porque, no fim das contas, não há nada do que se envergonhar. Por que eles podem externar sentimentos e vontades (na verdade, eles também sofrem a pressão ao contrário, e aí tadinhos dos tímidos!) e nós, se o fizermos, estamos sendo, sei lá, fáceis? Pensa bem, não há o menor sentido. Bom, mas você parece que já está refletindo sobre o assunto e esse é o primeiro passo (quer dizer, "primeiro passo" se você tiver alguma intenção de mudar isso, claro).

Adorei seu comentário, obrigada pela visita.

Beijos,
Rita

mairavelar disse...

Oi, Rita! Adorei o seu post! É realmente difícil assumirmos as rédeas da situação, sobretudo quando somos treinada a "engolir tudo goela abaixo"... Me identfiquei muito com este trecho: "Agarrei-me à ideia, na qual acreditava piamente, de que se um homem me julgasse por esse tipo de conduta, ele não despertaria em mim qualquer interesse - e segui meu caminho. E assim foi".

É bom saber que há pessoas na luta diária de tornar o mundo menos machista! Beijo!

Rita disse...

Oi, Maira! Obrigada pelo comentário. É bem isso que você falou, somos "treinadas", hehe. E a coisa funciona, né? Lá vamos nós vida afora cheias de culpa e tendo que chamar de "vitória" ou "superação" o simples fato de demonstrar o que sentimos, quando der na telha. Ê, mundo...

Beijocas,
Rita

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Vi o link do seu texto no blog da Lola. Adorei o post! Tenho lido outros textos também e é bem legal ver como muita mulher desde a infância já se incomoda com o machismo. Se fosse algo tão natural, como os machistas querem acreditar, então porque nos incomodaríamos desde a infância? Era pra acharmos tudo perfeitamente normal, não?
E também desde a adolescência, sempre achei uma desvantagem essa história de ter que ficar sentada esperando as coisas acontecerem, o cara escolher em quem chega ou deixa de chegar, deixar todo o poder do relacionamento na mão deles, rsrs... Coisa chata e muita perda de tempo, aliás...

Bjus!!!

Rita disse...

Oi, Laurinha! Seja bem vinda! Concordo, viu? E a coisa é tão enraizada que, pelo menos "na minha época", eram pouquíssimas as meninas que tomavam a frente da história e davam as cartas. Todo mundo sempre muito cinderela demais pro meu gosto. E parece só uma "regrinha social inofensiva", mas na real já traz embutido um tanto bom de machismo - é só sair "da linha" para ser julgada e condenada sem apelação!

Beijocas!
Rita

Ge disse...

muito bom encontrar bons blogs pra ler. acho que esse é o melhor do concurso! obrigada pela visita ao meu blog. eu sei que voltarei nesse aqui muitas vezes. beijos!

Rita disse...

Oi, Ge.
Valeu a visita, querida, volte sempre. Coisa boa essa troca, né?

Bj!
Rita

Jux disse...

Ritinha!
Já havia lido seu texto, mas anoiteceu o comentário que evaporou nos primeiros minutos de uma dessas manhãs... e agora leio novamente cada um dos textos, e leio o seu... puxa! como gosto de de seus escritos! MIL PONTOS pra você, escritora-preferida!

Beijukkas

Rita disse...

Oi, Jux! Muito obrigada por seu carinho, querida. Tão bom tá ficando essa brincadeira, tanta gente participando! Estou adorando, curtindo mesmo. Ai, obrigada de novo, viu! Fiquei sem graça, olha pra lá...

Beijocas!

Rita

Glória Maria Vieira disse...

Rita! Eu fico babando cada vez que leio um poste seu. Caramba! Você SUPER arrasa. Concordo com cada linha desse poste simplesmente maravilhoso.

E só pra você saber, nunca esqueço o lindo poste que você escreveu para o seu marido... Pra mim, foi uma das coisas mais lindas que já li.

Parabéns, viu?! Um beijo, linda!=*

Rita disse...

Oi, Glória Maria! Ô, mulher, não fala assim que fico sem graça! Ora! ;-) Muito obrigada pelo carinho, de coração. Gosto demais de ver você aqui. Beijo grande,
Rita

Clara Gurgel disse...

Oi Rita! Já tinha visitado seu blog outras vezes, mas hoje vim pelo concurso da nossa querida Lola.Olha,que texto,hein?Fiquei encantada!Quando eu crescer,quero escrever assim,rsrs
Só prá completar,queria te dizer que tenho dois meninos,de sete e dois anos e,não é raro encontrar mulheres que me dizem assim:"Ai, ainda bem que vc tem dois meninos. Menino é mais fácil,né?!" Sempre respondo que,para mim,a responsabilidade é a mesma. Mas elas insistem:"Ah,não...menina é diferente,dá mais trabalho!"
Enfim, veja quanto "chão" ainda temos pela frente!Como disse a "Anastásia",outra blogueira que conheci pela Lola,"...a luta é aqui,É AGORA E É URGENTE!" Bj!

Nathália. disse...

Então, eu gostei porque você explicou bem, colocou as fases importantes pra ti, que te marcaram de algum modo, e seu modo de ver as coisas me fez lembrar de uma pessoa... eu mesma (só que eu sou prolixa que é uma coisa, queria ser mais direta, assim como você!)

Rita disse...

Oi, Clara! Obrigada, querida, pela visita e pelo seu comentário. Gosto demais dessa brincadeira dos concursos porque, vou repetir, é uma ótima chance pra descobrir muita gente com muito a dizer. Gosto muito. E que saco isso, né dos comentários que você falou: uma das mensagens é: a menina gera mais preocupação porque a responsabilidade no futuro é só dela, né? Tô sabendo. Depois ninguém sabe porque o mundo tem umas coisas esquisitas... :-)
Bj!

Nathália, muito obrigada pela visita e pelo comentário, venha sempre, será um prazer vê-la por aqui. Beijo!

Rita

Anônimo disse...

Oi, Rita!

Abri ontem a msg com a notícia de que vc estava participando do concurso. No do ano passado "farrapei", não acessei o link e deixei passar batido. Mas esse ano vai ser diferente...

Tenho que confessar, sabe, nos últimos tempos fiquei meio cansada dessa história de "ismo" isso, "ismo" aquilo.

A gente substitui o sufixo "dade" pelo "ismo", o que era condição vira atitude (tipo: liberdade, liberalismo - sem querer forçar muito), mas eu nem sei até onde tudo isso é um movimento natural ou só defesa contra aquilo que desejam nos impor.

Minha mãe é uma mulher simples, do interior, e me criou para que eu fosse um ser humano de valores. Meu pai sempre primou por nossa educação, tanto pessoal quanto formal. E olha só mais essa: fomos criadas por um Deus que nos ama 100%! Isso TEM que ser suficiente, sendo nós mulheres ou fôssemos nós homens.

Somos pessoas transitando por esse planeta e o que entendo é que, quando amamos e nos julgamos amados nem ligamos mais para "ades" ou "ismos". Porque a gente nem tem que se preocupar mais em atender à expectativa de ninguém, ou provar que É alguma coisa.

Então achei ÓTIMO você não saber quando seu feminismo nasceu. E que bom que você ama e se sabe amada! Porque esse negócio de ter que datar, segmentar e classificar tudo parece coisa de paranóia americana.

Desculpe aí o desabafo! Mas tô votando no seu texto porque vc escreve bem pacas!

BJUS, BOA SORTE E CONTINUE NA ESTRADA. A GENTE SE VÊ POR AÍ, CUNHADA! GRANDE ABRAÇO E SAUDADE!!!

Anônimo disse...

Morde a língua...

Não acredito que eu perdi o prazo "de novo"! Quando voltei lá no concurso a etapa já era outra!!!

Mas não retiro nada do que eu disse. SE TIVESSE CONSEGUIDO VOTAR, TERIA ESCOLHIDO SEU TEXTO PORQUE VOCÊ ESCREVE BEM PACAS.

PRONTO, FALEI.

BJUS.

Rita disse...

Oi, Lilian

Olha, eu bem queria viver em um mundo onde ninguém precisasse defender direito nenhum, porque eles estariam ali, garantidos pelo senso comum. Mas, infelizmente, ainda estamos bem longe disso. Às vezes é difícil perceber, porque estamos no centro privilegiado, sabe, brancos, classe média, heterossexuais, etc. Mas a vida é bem mais complicada para quem destoa do que as convenções culturais fizeram ser o padrão. E as mulheres, acredito, precisam ficar atentas, sim. Há muito a avançar ainda. Pra frente, a gente segue conversando.

Beijinhos,
Rita

Beth disse...

Prima Rita, amei o texto. Cada vez mais me orgulha a história das muitas mulheres da nossa família que não de abateram diante das lições do "bom comportamento".
Bjs, Beth

Rita disse...

Oi, Beth!

Que delícia sua visita aqui! Venha mais, vá ficando!

Beijo grande pra você e a turma toda, viu?

Rita

Carol disse...

Estou com muito sono e tenho que acordar cedo, mas tive que terminar de ler seu post antes de ir dormir. E também deixar um comentário só pra expressar minha alegria e admiração ao lê-lo. Gostaria de falar mais mas minha mente não obedece. Só digo que voltarei por aqui. Boa noite.

Rita disse...

Oi, Carol

Fiquei muito feliz com sua visita. Volte quando puder, aguardo seu comentário para a gente conversar mais. Fique à vontade.

Bj
Rita

 
©A Estrada Anil - Todos os direitos reservados. Layout por { float: left; }