Mama Mia!



I have a dream
a song to sing
to help me cope
with anything...

Tive uma professora de inglês há muitos anos que era fã do ABBA. Eu achava uma graça aquilo, com tanta banda boa (eu já arrancava os cabelos por causa do Cure), a mulher era fã do ABBA. Sabia todas as canções de cor, cantava e se balançava ao som de Dancing Queen como se aquilo fosse o último biscoito do pacote. E eu achava graça. Achava coisa de gente das antigas. Eu, que gostava dos Beatles. 

***

Quero ver tudo que a Meryl Streep faz. Aí um dia fui à locadora e catei Mama Mia. Óia, que coisa boa pra dançar, né? E que musiquinhas bem feitinhas. Lembrei da tal professora. Gostei do filme, achei divertido, mas deve ser por causa da Meryl, coisa de fã, insisti.

***

If you change your mind
I'm the first in line...


Por causa do filme, fiquei com vontade de ver o musical porque, né, se aquelas canções ficaram boas na tela, no palco então... E hoje fomos, Ulisses, Mila e eu, ao teatro Prince of Wales, em Piccadilly, ver de perto o espetáculo montado a partir das músicas do grupo sensação dos anos 70 e que acabou virando filme em Hollywood. E foi difícil. Ficar sentada, quero dizer. Nooossa senhora, que vontade de saltar da cadeira e ir dançar lá com eles. Que tortura. 

O nível do show é o esperado dos musicais do West End: figurinos e montagem impecáveis, boas performances. Isso somado a uma trilha contagiante (é, eu sei, mudei o discurso, né... percebi) resultou em um programinha excelente para quem já está ficando com saudades daqui de novo. Coisa boa, viu? (Vide website)

Dizem que, apesar do glamour que envolve a profissão, muitos dos artistas do West End dão duro, ensaiam muito (claro), fazem grandes sacrifícios e nem sempre usufruem dos benefícios comuns a trabalhadores de outras áreas, como férias regulares, por exemplo; que alguns atores chegam a ficar dias sem conversar com ninguém para poupar a voz que precisa estar perfeita em todas as noites da semana; e que nem sempre ganham bem. Lembrei disso vendo a garota que faz o papel da filha em Mama Mia e pensei: não, ela não. Não pode faltar reconhecimento para um talento assim, não com aquela voz. Mas vai saber, o mundo é doido. 

O fato é que aquela professora certamente teria pulado no palco. Porque se eu que nem tchun pro ABBA lutei para me conter, imaginem uma fã de carteirinha. Recomendo, mas sentem lá atrás, só pra garantir.  

Depois do show, Mila, anfitriã animada, queria nos levar a um restaurante tailandês para uma comilança básica, mas fiquei com pena do meu marido convalescente que está saindo de um resfriado chatonildo. Ele já tinha se superado para me acompanhar ao musical, então achei melhor voltarmos direto pra casa. Aí demos uma olhada nas luzes de Piccadilly, ficamos com água na boca pensando no restaurante sugerido pela Mila e comemos pão com geleia antes de dormir. No palco, é "the winner takes it all", mas, na real, não se pode ter tudo. ;-)



2 comentários:

Anônimo disse...

Mamma mia, here i go again.
lalalala, how can i resist you?...

Oi, Rita!

Hum... acho que vou pegar essa dica. Vi o filme, a loirinha canta muito bem, a Meryl Streep é sempre bacana e, fala sério, a fotografia do filme é muito legal.

Mas dançar ao som do ABBA... mesmo que seja só no terço superior da cadeira (providencie o superbond para o assento) já vai valer a pena! HAVING THE TIME OF YOUR LIFE... UHUUHUHUH SEE THAT GIRL, WATCH HER SCENE, LALALALALALALALALAAAAAAAAAA!!!

Nem tem problema de eu ir sozinha. Afinal, vocês não vão querer dose dupla, né?


Bjus, cunhadinha!

Rita disse...

OI, querida!

Não me incomodaria de ir de novo nem um pouquinho. Mas aposto que sua mamãe vai ser a companhia perfeita - ela ainda não viu!

Bjs
Rita

 
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