Pinturas estragadas, árvores abraçadas, portões escalados


Parte da Trafalgar Square, com o prédio da National Gallery ao fundo.

Um dos primeiros lugares que visitei quando estive aqui pela primeira vez foi o St. James's Park. É o óbvio do óbvio e creio que 90% dos turistas fazem o mesmo. O parque por si só já vale o passeio, mas há outros pontos que geralmente interessam aos turistas: em um extremo do parque, o Buckingham Palace, morada oficial da rainha (é, eu sei, e daí, né? Mas turista é assim mesmo); no outro extremo, a Trafalgar Square, praça mais famosa da cidade, ponto de encontro de manifestantes, palco de shows, comícios e o que mais juntar gente; e a cereja do bolo, logo ali, a National Gallery, prédio que guarda a coleção nacional de arte. 

Esse foi o cenário do nosso passeio de ontem. Não tínhamos grandes expectativas, já que prevíamos que a visita à National Gallery não agradaria as crianças e, sinceramente, eu nem sabia se conseguiríamos ficar muito tempo por lá. De fato, Amanda dormiu e Arthur ficou impaciente. Uma galeria, afinal, não é um museu e não há exposições de dinossauros ou aranhas. Seja como for, ainda consegui manter seu interesse por algum tempo, procurando girassóis. Mas, verdade seja dita, Van Gogh teria ficado bem desapontado com a reação do Arthur: podemos ir embora agora, mãe? E o que diria Monet diante do comentário pronunciado, com cara de desdém, sobre a famosa Water Lily Pond: essa pintura tá estragada, né? Hihihi...


Não demorou muito e logo nos perdemos do restante do grupo, então brincamos de "procurar o papai" e, à medida que avançávamos pelos muitos salões da galeria, fiz o que pude para dar espiadelas nas muitas obras que sempre derrubam meu queixo. Tudo certo, tudo a seu tempo. Em 1998, sozinha, chegava a esquecer da vida diante dos Rembrandts e Renoirs, mas juro que não voltaria no tempo. Londres nunca esteve tão deliciosa como agora, com meus pititicos correndo pelos gramados infinitos de seu parques igualmente deslumbrantes. 

Amanda chorando porque não subiu no pé do monumento ao Almirante Nelson, no meio da praça, "sozinhaaaaa!!!"


Aí a Galeria fechou, fizemos uma boquinha no café do térreo (tudo delicioso!) e fomos para o parque. Foi assim:












Finalmente, os guardinhas de chapéu esquisito a casinha básica da rainha. As crianças adoraram o portão, claro.




Voltamos pelo parque até a estação de metrô mais próxima e seguimos para nossa casa, que não tem portões suntuosos ou guardas de chapéu, mas é bem mais animada, pode apostar! 


2 comentários:

luci disse...

que horror essas fotos! e que vida cansativa! eca!

:)

"essa pintura tá estragada, né?" hehehehe que despeito!

Rita disse...

Oi, Luci. Só pra não ficar assim parecendo que tudo é só verde e florzinha, hoje lavei banheiro e roupa, limpei colchão sujo de xixi e assisti aula a manhã inteira. Um sufoco, minha filha, tá pensando o quê? Ah, visitei umas igrejinhas e dei um passeiozinho no parque, que ninguém é de ferro, né?

Bjs!
Rita

 
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