Hakuna Matata



Ontem fizemos um programa a dois. Fomos ao teatro, sozinhos, e tivemos uma tarde inesquecível. Meu acompanhante era todo sorrisos e eu também. Como éramos só nós dois, tivemos tempo para conversar à vontade, sem interrupções, e trocar muitos carinhos. Passamos a tarde assim, cheios de chamegos: ontem, eu e meu filho Arthur fomos ao Lyceum Theatre, ver o musical The Lion King. :-)

Na véspera do espetáculo, Arthur chegou a perder o apetite de tanta ansiedade. Eu também estava louca para levá-lo ao musical porque tinha certeza de que ele curtiria muito, apesar da barreira da língua. Como ele já assistiu ao filme O Rei Leão um bilhão de vezes e sabe de cor todas as músicas da trilha sonora, sabíamos que ele seria capaz de apreciar o espetáculo mesmo que não entendesse em detalhes todas as falas. Quanto a mim, sabia que a diversão era garantida, mesmo que o show fosse "meia-boca". Afinal, o barato mesmo era levar o Arthur. O que de bom viesse era lucro.

Arthur, em frente ao Lyceum Theatre, ansioso para entrar.

A melhor indicação de que Arthur gostou de The Lion King foi a pergunta que se repetiu cada vez que as cortinas se fecharam, ao fim dos muitos atos do show: "ainda tem mais, né mãe?". Eu respondia, com prazer: "sim, filho, vai passar a história toda!". E só lamento minha falta de talento para fazer uma resenha à altura do espetáculo, porque sei que não vou conseguir mais do que passar aqui uma vaga noção do impacto que a produção é capaz de causar no público. 

Tudo é grandioso e colorido: o figurino inspirado em motivos africanos, o cenário de sonho (em alguns momentos composto por bailarinos travestidos de vegetação), os tambores e atabaques da percussão, os bailarinos de primeiríssima linha, as canções entoadas por vozes poderosas e... os bichos. Bem, os bichos. Vários dos personagens da saga de Simba são representados por atores fantasiados e maquiados, claro, que manipulam puppets imensos; alguns atores trajam um misto de fantasia e puppet que atiça a imaginação do público e brinca com nossa capacidade de abstração. O efeito é encantador: o ator que faz o Pumba, por exemplo, está ali e é da voz dele que sai a inesquecível Hakuna Matata, mas não vemos o rosto dele, quer dizer, não prestamos atenção a isso; ao invés disso, olhamos para o gigantesco boneco-Pumba que ele conduz e manipula e que enche o palco com sua bocarra e seus molejos. Outros atores carregam seus bonecos gigantescos mesclando seus próprios corpos às alegorias, como as lindas girafas que caminham elegantemente pelo palco ao lado de zebras saltitantes e gazelas conduzidas em triciclos e varetas de todo tipo. As máscaras usadas pelos personagens centrais substituem os puppets e, combinadas com o lindo figurino, bastam para que os atores incorporem os leões. E tudo mais é graça e beleza.  


Fotos tiradas das páginas do programa do espetáculo (não deixem de conferir o trailler no site do teatro ou da Disney - links no início deste post).

Deixamos o teatro cheios daquela alegria boba de quem comeu e gostou, sabe? E fomos encontrar nossa adorável turma na mesma creperia daquele dia em que tudo no Covent Garden estava fechando, lembram? Pois ontem tudo estava bem animado, inclusive nossa tagarelice regada a crepes e sucos (e um refri bem gelado pra mim, admito) e não precisamos mais de cinco minutos para ver nos olhinhos do Ulisses e de D. Tereza uma vontade danada de ir ver o musical também. Yes!
Arthur, na creperia, com cara de "eu fui".


Não pude fotografar o palco, mas a praça de Covent Garden estava bem ali, esperando os flashes. 











Caminhamos até Piccadilly Circus, desviando da muvuca causada pela passagem de Jennifer Lopez em noite de lançamento de seu último filme (tapete vermelho e tudo mais), e voltamos pra casa. Antes de dormir, um único assunto: leões. E certo gatinho dormiu feliz da vida.  Hakuna Matata.

5 comentários:

jefhcardoso disse...

Rita, pensei em uma maneira de falar e homenagear a todos que tanto vêm me incentivando com o carinho e apoio que me doam.
Escrevi uma crônica pensando em nós blogueiros. Falei sobre o que penso ser o blog para nós. Você pode concordar ou discordar; pode também acrescentar; mas não deixe de opinar. Leia e entenderá por que a sua opinião é indispensável para mim e para todos blogueiros.

Abraço do Jefhcardoso do http://jefhcardoso.blogspot.com

Marcia disse...

Que legal!
O Arthur assistiu o "ATUM COM BATATA."
;-)
Quando estive na França com meu marido eles estavam anunciando a pré-estreia do espetáculo por lá.
Mas eu fui embora antes de poder assistir.
:-(
Deve ser maravilhoso.
Dê um enorme beijo no Arthur por mim, ele é um fofinho, sempre cantando com aquela voz de principezinho lindo que ele tem.
Eu me lembro de nossas idas ao trabalho com ele dizendo: "mamãe, posso contar uma estoria?"
fofinho.
Beijoca no casal vinte, nos filhotes e na santa sogra que tornou esta aventura possível.
beijo.

Rita disse...

Oi, Jef, vou lá conferir, sim. Obrigada pela visita!

Marcinha, querida, o Arthur foi e adorou! Hoje tava me perguntando se podíamos ir ver de novo, dessa vez na China ou na Austrália. Aí falei que hoje não. :-P Beijos para todos vocês também! Saudades!

Rita

Nardele disse...

Eu quero! hahaha... curtindo aqui através de vocês!

Rita disse...

Oi, Nardele, querida! Obrigada pela companhia. Daqui a pouco a gente volta.

Bjocas,
Rita

 
©A Estrada Anil - Todos os direitos reservados. Layout por { float: left; }