Caça ao tesouro


Fachada do British Museum, o  museu mais antigo do mundo


Quando estávamos planejando nossa vinda pra cá, uma de nossas preocupações era encontrar programas que divertissem as crianças – praticamente todos os dias, por dois meses – porque criança entediada são duas palavras que não combinam muito bem.

No dia em que fomos à agência de viagem comprar nossas passagens, li em uma revista especializada em turismo uma entrevista com uma senhora fulana que já tinha rodado boa parte do mundo, sempre levando seu filhote de 7 anos junto. E na entrevista ela dava algumas dicas sobre como tornar alguns passeios, que muitas vezes não são tidos como “adequados” para os pequenos, em bons programas para eles também. E ela falava da tal caça ao tesouro nos museus. Fiquei bem animada com a ideia de que não precisaria transformar esses passeios em sacrifício para o Arthur, principalmente – porque Amanda ainda está naquela fase em que programa bom é bater perna, não importa se na padaria ou na igreja, então museu tá bom também. Mas o Arthur já está mais exigente e entende que ir à padaria pode ser legal, mas bom mesmo é andar de patinete no parque.

Pois bem, a brincadeira é a seguinte: mostrar à criança, antes da visita, fotos de algumas peças expostas no museu e criar uma regrinha qualquer para a caça aos tais tesouros. No Science Museum, fizemos “equipes” (meninos e meninas), mas no British Museum éramos um grupo só, unidos pelo prazer de caçar múmias. Nosso “mapa” é o guia que levamos sempre conosco (achei! Lembram? Falei no post de ontem que tinha perdido, mas o porteiro do prédio encontrou lá embaixo e devolveu pra nós, oba), que é ilustrado com ótimas fotos e descrições de alguns objetos expostos em vários museus. E lá vai Arthur, guia na mão, feliz da vida pelas alas do museu, procurando os tais tesouros.

Nossa “missão” na terça-feira era encontrar a cabeça do Hamsés, um gato mumificado (isso mesmo), o lindo vaso Portland, que foi feito antes do nascimento de Jesus, um elmo do século VII, um capacete de bronze do século I (encontrado no fundo do Rio Tâmisa), uma estátua de um deus hindu feita no século XI e um fabuloso relógio alemão, em forma de barco, datado do século XVI. Não encontramos tudo, precisamos completar a tarefa um outro dia, mas o Arthur ficou todo orgulhoso de seus achados. Já a Amanda, pulou a corda de isolamento e deu uma alisada básica numa escultura milenar qualquer (não pensem que me orgulho disso: brigo firme com ela, mas a existência de cercas, cordas e sinais de “não” têm um poder fora do comum sobre a criaturinha).  


Primeiro parte da missão, a mais fácil, dado o tamanho do objeto.

O impressionante relógio alemão que era usado para anunciar a hora dos banquetes em uma corte qualquer; havia música e até tirinhos dos canhões... afe!

Arthur: "yyyeeeessss, achei o vaso!"


Procura, procura...

Detalhes de um dos muitos sarcófagos em exposição.

Múmias miau. Ponto pro Arthur.

8 comentários:

Pérola disse...

Que gostoso!!!
Bom saber de vc!
=)

Marcia disse...

Também quero brincar, me leva com vocês na próxima?
;-)
Beijo carinhoso

Angela disse...

Eu sempre lembrava dos pais que vi com pititicos nos museus e nao entendia como conseguiam manter as criancas la dentro, pois Max entraria em erupcao. Mas outro dia levei ele ao museu maritmo por acaso, pois na realidade estava indo ver Papai Noel naquela embarcacao antiga (lembras?) que fica la ancorada e no Natal toda iluminada. E tambem para ver Ms. Connie, diretora da escolinha dele que estava lendo The Christmas Trree Ship a noite toda para a criancada. Ele adorou o museu em si. Suas mentes inquisitivas querem ver tudo, acham tudo interessante, fazem perguntas... como nao pensei nisso antes??? Me senti uma bobinha.
Ah bolei de rir com a historia da Amandinha. Sei, sei, que nao eh para achar engracado, mas adoro esse espirito livre das criancas. E acho engracado sim.
Adorei o passeio ao museu, sabes que adoro velharia quanto mais velha melhor e mumia entao nem se fala!
Grande beijo!

Lud disse...

Ritinha,

adorei! Funciona também com maridinhos relutantes? =)

Suas crianças estão a cada dia mais fofas, viu? Caso sério!

Beijos!

Marcia disse...

Rita querida, meu marido está acompanhando sua viagem e está adorando. Ele sempre lê antes de mim e comenta os detalhes da sua narrativa.
Hoje ele fez o seguinte comentário:
"Esta viagem deve ser convertida em um livro."
Ele acha a sua forma de escrever muito gostosa e envolvente (eu concordo 100%).

Carinho,
Márcia

Rita disse...

Oi, Pérola! Bom é te ver por aqui! Você acredita que não fiz nenhum bolinho desde que cheguei aqui? Não tenho forma de bolo, não gosto da cara do forno, não paro de comprar guloseimas gostosinhas diferentes... Caí muito no seu conceito? Bj!

Marcinha, seu marido é muito gentil, assim como você. Adoro saber que vocês estão por aqui com a gente. Thanks, sweet.

Oi, Anginha! A Amanda só não entrou nas áreas destinadas aos bichos no London Zoo porque, né, a segurança é grande. Mas, olha, não tirei o olho dela... ui.

Lud, oi, oi, oi! Acho que funciona, sim. Coloco o seu respectivo para procurar algo bem pequeno e parecido com outros objetos; assim ele gasta um tempão procurando enquanto você aprecia as exposições... que tal? ;-P

Beijocas, pessoas!

Claudia Serey Guerrero disse...

Adorei a ideia!!! nao vejo a hora de fazer isso com Henri hihi , ainda faltam alguns aninhos.. :) mas falando em criancas no Museu, me lembrei dos pequenos de Dalton e Veronica no Museu do Prado em Madrid, levaram um baita carao do seguranca, que ainda ameacou leva_los presos (brincadeira dele obvio) mas que os meninos num instante se aquietaram :) tavam falando alto demais e pulando as cordinhas de seguranca hihihi... beijinhos, Claudia

Rita disse...

Oi, Claudinha! Não é uma ideia legal? Pois bem, vivo esperando a hora em que a Amanda (e eu, por tabela) vai ganhar um "pito" de algum segurança. Porque, né? Vamos combinar, não dá... a conferir. :-)

Beijocas

Rita

 
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