The book is on the table



Atendendo a pedidos (ai, que chique), vamos falar um pouco de estudos, que passear é bom, mas nem tudo nessa cidade é museu e ponte. 

Então além de vasculhar a vizinhança em busca de diversão e parquinhos, também vamos à escola, motivo primário de nossa viagem.  

Nossas aulas, que começaram na semana passada, estão indo bem e estamos satisfeitos com a escola que escolhemos. Mas. Pois é, tem um "mas"; é bem verdade que a ressalva não interferiu em nossos planos, já que o que encontramos aqui cabe perfeitamente  em nossos objetivos - dar uma reciclada no idioma, dar uma olhada em vocabulário específico de determinadas áreas e falar, falar, falar. Mas poderíamos ter enfrentado uma certa frustração se tivéssemos esperado encontrar uma escola convencional. 

Explico: a estrutura da escola que escolhemos é voltada para cursos individuais ou de, no máximo, dois alunos. Bem, perfeito para mim e Ulisses. Acontece que nas muitas correspondências que troquei com a administração da escola, nunca ficou evidente que essas eram as únicas possibilidades oferecidas. Ou seja, se nós tivéssemos, em outras circunstâncias, viajado com a expectativa de conhecer um monte de gente na escola, teríamos quebrado a cara. Porque nossas aulas são ministradas em uma sala localizada em um easy office, um prédio com várias saletas que servem a diferentes empresas, de qualquer natureza. Não há ambiente escolar, multicultural, bla bla bla. Repito, ótimo pra nós, porque não viemos pra cá com o objetivo de conhecer ninguém, mas é óbvio que essa não é exatamente a opção de grande parte dos estudantes que se mandam pra cá para aprender inglês e sair com a galera. Em nossa escola, não há galera. Então se eu preferisse aulas individuais, mas contasse com o ambiente da escola para me enturmar e assim praticar meu inglês, sorry, but no. (Vou falar isso bem baixinho: eu até prefiro assim, sem muita muvuca e  sem barulho no corredor. Uma velha, eu sei.)

Acho importante ressaltar isso porque, como comentei com nosso professor no primeiro dia de aula, eu poderia ser uma estudante viajando sozinha, cheia de expectativas em relação às amizades que faria durante minha estada em Londres. E, bem, a única pessoa que essa aluna hipotética conheceria na escola seria o professor dela. E isso não fica claro no website da escola.

Ressalva feita, as aulas são excelentes. A sala é bem equipada, com internet, bom material didático, confortável e cheia de guloseimas (importante, uai; é tudo de bom tomar um cafezinho na hora da listening activity). Os professores têm excelente nível. Ah, sim, são dois professores. Fazemos algumas aulas juntos, às vezes com um professor, às vezes com uma professora; mas também temos aulas individuais e aí preciso me deslocar para uma outra unidade da escola, em outro bairro, porque no tal endereço perto da nossa casa só há uma sala. Viu? É importante, então, perguntar tudinho antes de pagar pelo curso: "escuta aqui, moço, mas eu vou assistir aula onde mesmo? Tem recreio?". Essas coisas. 

Obviamente, nossa escola é uma entre centenas de opções. Pode-se vir para Londres para frequentar todo tipo de curso, em várias condições. Há algumas que batem o pé em oferecer apenas cursos de 15 horas semanais, no mínimo (três horas de aula todos os dias, como fiz em 1998), alegando que somente assim podem emitir a carta exigida pelo serviço de imigração, mas isso não é absolutamente uma exigência e a prova disso é que estamos aqui. Nosso curso tem carga horária menor e não houve qualquer problema quanto a isso. 

Em linhas gerais, tudo deve mesmo girar em torno dos objetivos de quem vem pra cá. Uma pessoa pode vir passar apenas um mês em Londres e fazer maravilhas pelo seu inglês: pode se hospedar em uma casa de família e soltar o verbo com os moradores da casa, dedicar-se às aulas com vontade e circular pela cidade comunicando-se em inglês. Ou pode morar por dez anos aqui, dividindo um apartamento com outros brasileiros, trabalhando para um chefe brasileiro e não aprender uma frase sequer no idioma - essa é a exata situação de um brasileiro com quem Ulisses conversou no metrô antes de ontem. E ele não é o único, obviamente.

Em 1998 frequentei um curso muito barato (mesmo), em uma escola que oferece aulas em turmas de até 17 alunos. Galera não faltava. Os professores eram excelentes e as instalações da escola eram assim assim, mas serviam bem - além do mais, a localização era muito boa, fator importante; associado ao fato de que morei com uma família inglesa, o resultado foi bem satisfatório. Hoje os interesses são outros e a carga horária menor em aulas individuais cai como uma luva. Estamos adorando e bem otimistas quanto aos resultados - mas a nossa pode não ser a melhor opção para muita gente. Portanto, informe-se bem, viu Dani?

***

O passeio ao British Museum foi uma delícia (vamos repetir, certamente; não deu tempo de ver nem um terço de tudo) e, sim, temos fotos. Mas. O Dudu, irmão do Ulisses que voltou ontem para o Brasil, levou o cabo da minha câmera por engano e não tenho como baixar as fotos para o computador. Assim que resolvermos esse impasse, teremos o post. :-) Agora vou ali fazer o homework, yes, sir.

***

Update tranquilizador para vovós distantes: Amanda tá ótima, viu, mãe?


5 comentários:

Daniela disse...

Ai, Rita! Muitíssimo obrigada. Vou te mandar um email agora pq surgiram outras perguntinhas..rsss

Marcia disse...

Amei a foto.
Você é demais mesmo Rita.
Sempre me surpreendendo...
The book is on the table, kkkkkkk
Só você mesmo amiga.
;-)
Beijo

Anônimo disse...

Oi Querida!
Lindo o passeio, as fotos, a história, tudo. Você merece cada segundo dessa aventura! Beijão
Saudades

Anônimo disse...

mais uma vez esqueci de me identificar - rss
Rê/SR/CLUBE DO CAFÉ/SC
Hehe

Rita disse...

Dani, querida, o e-mail vai hoje, prometo!

Marcinha, linda, tudo bem? The book is on the table and the sky is blue. Lesson 2: I am, you are, he is...

Rejaneeeeeeeeeeee, sumida! Saudades, criatura! Aparece mais!!

Beijocas!!

 
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