Aqui e ali: ler, comer, comprar


Amanda, a bordo de um double decker, o famoso ônibus de dois andares, dando uma olhada no bairro

Ah, então, não é só caminhar pra lá e pra cá, fotografar florzinha e dar pistache para esquilos. Também tem a hora do homework e da reading activity, oh dear. Pois é. Hoje foi dia de estudos e outras coisinhas menos excitantes como fazer supermercado e passar roupa. 

Para as crianças, foi dia de degustar os livrinhos que compramos ontem em nossa tarde literária. Eu tinha planejado percorrer toda a Charing Cross Road, rua com grande concentração de livrarias, yummy, até encontrarmos uma que nos agradasse, certamente com uma boa seção infantil. Assim, descemos na estação de metrô localizada bem no início da rua para iniciar nossa suposta odisseia. Mas paramos já na primeira livraria e de lá não saímos mais até que nossos estômagos gritaram pedindo clemência. 

Passamos boa parte de nossa tarde no térreo da imensa loja de quatro andares recheados de todos os tipos de coisa que se lê, mas é óbvio que ficamos o tempo quase todo ali pelo setor de livros infantis. Amanda aproveitou o tempo para tirar sua sonequinha vespertina, enquanto Arthur elegia seus exemplares favoritos. Os preços eram bons, mas não excelentes, e optamos por comprar com parcimônia. Mas as crianças saíram da loja com algumas novidades para consumo imediato, além de termos também selecionado alguns livrinhos para eles curtirem daqui a alguns anos, espero. 


Para mim, paperbacks a preço de banana, e uma passagem rápida pelo andar da loja dedicado às Ciências Humanas e artes. Mais um para a lista do "preciso voltar aqui depois".

Aliás, esse tem sido um tema recorrente em nossos passeios: voltar depois. Por enquanto temos retorno previsto para três museus, um parque e uma livraria. Mas, na prática, a gente volta mesmo é ao supermercado, sabe como é. Vamos ver. 

Falando em supermercados, temos nos surpreendidos com os preços. De uma maneira geral, salvo um ou outro produto específico, temos achado os preços bons. É claro que, como estamos pagando tudo com um salário ganho em reais, sempre precisamos ter em mente que o preço é aquele, multiplicado pro 2,8. Mesmo assim, frutas, pães, vários outros alimentos e produtos de limpeza saem bem mais em conta que em Floripa. A diferença entre a embalagem brasileira de lenços umedecidos, por exemplo, com 48 unidades, e a vendida aqui, com 64 unidades (mesma marca), chega a cinco reais. Fraldas custam a metade do preço (Amanda ainda dorme com elas) e sabonetes são infinitamente mais baratos. 

Além de preços melhores, a variedade também convida a mexer no bolso. Seis ou sete tipos de tomates, sei lá quantas espécies de maçãs, inúmeras (mesmo) folhas verdes para saladas, muitos tipos de tudo. Há as exceções, claro. Banana é uma só (se bem que hoje encontrei outro tipo bem parecido com nossa banana branca, oba) e a manga sai pela bagatela de duas unidades por duas libras e meia, ou seja, quase sete reais e cinquenta por duas mangas. Não, obrigada. Laranjas custam um olho e eu estou com saudades do meu suco de maracujá. Mas tuuuudo bem. Se eu reclamar, chamem a polícia. Ah, detalhe: há uma enorme variedade de alimentos orgânicos, e eles não custam mais caro por serem mais saudáveis. Aliás, essa é uma preocupação bem visível para os ingleses, a alimentação "verde", que combina saúde para quem consome com saúde para o planeta. 

Mas eu preciso falar dos morangos. Imensos, orgânicos, lindos, perfeitos e impossivelmente doces. Os morangos vendidos aqui, mais baratos que em Floripa, são um capítulo à parte. Não há como descrever sua doçura... e minha Amanda, que adora a frutinha, tem se fartado a não mais poder. As peras, então... oh, my God. Sooooooo juicy! Puro suco, desmancham-se na boca e virei assaltante da cozinha.

Heaven

Então temos comido nosso feijãozinho com arroz quase que diariamente (meu marido é um anjo), nossa salada é colorida e nossos lanches são cheios de bolinhos e outras guloseimas deliciosas. Ainda bem, porque o vai e vem é intenso e precisamos de muitas calorias. :-)


Toda essa falação para dizer que, até naqueles dias em que não saímos do bairro, estamos curtindo nossa rotininha. O curso vai bem, thanks, nosso professor é um simpático English fellow e as aulas têm rendido boas tagarelices. As crianças seguem fisgando uma palavra aqui, outra ali, e nos divertimos com suas aventuras pela língua inglesa. Arthur, naturalmente, devido à idade, demonstra maior desenvoltura e já está todo cheio de thanks, sorry e excuse me

Teacher Mark

Nossas noites têm sido na maioria das vezes caseiras, pois precisamos acordar cedo, seja pelo curso, seja pelas crianças. Além do mais, não gostamos de sair quando eles ainda estão acordados e a maioria dos lugares, como pubs e restaurantes, fecha às onze da noite. Então nem sempre nos animamos de sair por tão pouco tempo, já que nossos dias têm sido cheios de atrações. Mas tudo nessa vida tem exceção e amanhã, my friends, é noite de rock and roll. Aguardem. 


6 comentários:

Caso me esqueçam disse...

ah, quando fui pra frança de turista (pagando tudo em reais) tambem ficava aflita fazendo a transferencia cada vez que ia comprar alguma coisa. na epoca o euro tava 2,7. aih, ja viu, neh? eh preciso realmente esquecer, senao a gente enlouquece e a sensacao de estar ficando pobre soh piora =~

Marcia disse...

Adorei os morangos, os livros dos pequenos e as idas e vindas do supermercado.
;-)
Afinal, depois que a gente tem filhos, parece que vira o nosso programa preferido, né?
Conta mais... conta mais...
Estou adorando ouvir os detalhes da sua viagem. Parece filme de amor depois do "e viveram felizes para todo o sempre"
Beijo

Sinara disse...

Rita!
Que barato! Nunca mais entrei no blog, sorry... Achei que vc não estava mais postando, por causa da viagem... Que legal... Tantas saudades, de vcs, de Londres... E que legal que estais com a Mila!!!!!!!!!!!! Não precisa nem dizer: "APROVEITEM!!!!!!" :-)
Sonhei contigo, com o Uilsses e o Arthur... O Arthur maior que você, pode? :-) Grandçao mesmo!!! rsrsrs
Bjs!
Si
PS: Acho que vou em Floripa em maio - bata e volta da universidade...

Daniela disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Daniela disse...

ai ai ai Rita! Não posso ler esses post pq eles são absolutamente sedutores...hahaha. Vou procurar uns bons posts sobre San Francisco para equilibrar :-)

Rita disse...

Oi, Luci. Pois é, hoje combinamos de desencanar, mas acho perigoso... afinal, nossos ganhos são em reais. Mas há uma saída, que usei em 98: estabelecer uma meta, em libras. E se manter fiel a ela. Pronto. Veremos.
Beijocas!

Oi, Marcinha. Conto sim, conto tudo. Fica aí! ;-)

Sinara, não acredito que você vai em Floripa justamente quando a gente está aqui! Putz grila, menina!! Quando você vai? Estaremos de volta no dia 28 de maio. Serve??
Beijinhos!

Dani, se você soubesse o quanto estou torcendo pra você vir pra cá. E aí vou acompanhar tudo lá no seu blog, hihihi.

Beijos!

Rita

 
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