Um dia grande
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O grande dia de Ventania
O grande dia de Ventania
Porque o luminoso navio
Vai sair a navegar.
O pai de Ventania
É um cargueiro aposentado
Sua mãe uma canoa
De lindos remos dourados.
Os primeiros passageiros
já sobem em Ventania
Enquanto abanam contentes
Lá de dentro do navio.
Crianças alegres, curiosas,
De proa a popa vão brincando,
Saudando todas as pessoas
Com os braços balançando.
O capitão amavelmente
Dá a ordem de zarpar.
Ventania, obediente,
Põe seu motor a funcionar.
Desde estibordo
Se vêem lenços saudando,
Enquanto o barco se orienta
Com rumo aberto ao mar.
Faz soar a sirene
O sinal de despedida
Se distancia da terra
E pelo mar sai a navegar.
Hoje não contamos a história da hora de dormir. Ao invés disso, ouvi maravilhada o Arthur ler, de capa a capa, sem qualquer ajuda, seu primeiro livro. Mais do que decifrar grupos de letras e identificar palavras isoladas, hoje ele viu sentido em frases completas. Tropeçou em palavrinhas traiçoeiras, como cargueiro e vêem, mas me surpreendeu ao passar suavemente por complicações como prestes e passageiros. Riu com a graça de crianças curiosas e se encantou com lindos remos dourados (que lindo, mãe!).
Lindo? Lindo é você, filho, lendo seu primeiro livro, com quatro anos e nove meses de idade. E quase me senti uma intrusa, porque não é justo que, logo hoje, eu tenha substituído seu pai nessa hora que ele faz ser tão especial. Sua leitura nessa noite é fruto nascido de todas as outras noites em que, na mesma cama em que vi você percorrer as páginas de Ventania, seu pai vem e narra histórias de árvores generosas e bichos que falam.
E eu achando que estava feliz ontem...

Popa? Proa? Zarpar? Põe? Estibordo? Despedida?
Rita, minha flor, sua corujice está mais do que justificada. Garantida, carimbada, registrada. Parabéns, Arthur! As amigas e leitoras da mamãe também estão daqui babando pelo seu sucesso!
Beijinhos!
Lindo Rita!!! parabens para Arthur! muitos beijinhos, Claudia
In-cri-vel!!! Que orgulho, a mim parece estar conseguindo dar passos maiores do que as pernas, e sem cair!! Parabens pequeno!
Rita, apesar de vibrar com todos os milestones das criancas (rolar, engatinhar, sentar, andar, comer com a mao, dancar, alisar o gato sem puxar o pelo :), etc...) as que mais me deslumbram sao quando comecam a falar e quando comecam a ler. Entao esse post foi uma delicia de se ler cedissimo da manha (acordei as 4:30 pois "alguem" baguncou a hora do meu despertador...). Um beijo!!!
Emocionante!!! Sério, li e estou aqui com os olhos umidos... Imagina a sua emoção e felicidade Rita! E para o Arthur, PARABENS!!! Você é lindo e muito inteligente! Mil beijos,
Tia Ju
Não tenho filhos, mas a gente reconhece a epifania quando a encontra, né? A felicidade inundando tudo, a sensação de que a vida é perfeita, e que o melhor lugar do mundo é aqui e agora. Imagino que deve ter sido isso que você sentiu. Parabéns para o Arthur para a mamãe.
Oi, gente.
Nardele: obrigada por autenticar minha corujice; como você pode ver no post que segue, ela anda a mil...
Claudia, obrigadinha!
Anginha: menina, deu formiga na cama?
Ah, eu assumi de vez que babo mesmo e acho que tá tudo certo. Ora! hehehe
Oi, Ju, daqui a pouco é uma certa Raquelzinha que vai encher seus olhos d'água, querida!
Oi, Iara, fiquei bem emocionada mesmo, viu? Achei tão bonitinho, ele foi indo, lendo, lendo, passando as páginas e... leu. :-)
Meninas, transmiti os parabéns ao Arthur. Lá na cozinha ele comentou com todos da casa e ouvi quando falou: "as amigas adultas da mamãe me deram parabéns..." todo bobo. Thanks!
Rita
Ah Rita, que linda forma de mostrar seu orgulho, sua admiração pelo feito do Arthur. Acho que anormal eh nao sentir o peito morno quando percebemos que eles ultrapassam mais uma etapa da vida. Não gosto de ser pavao com filhos, nao eh legal, mas vc foi so poesia, o que acho lindo. Engraçado que sei exatamente o que vc sentiu na hora pelo jeitinho que falou, seus olhos devem ter embaçado que nem os meus quando vejo elas brilharem. Dá uma alegria imensa!!
beijocas e parabens pelo seu gato letrado e sensivel!
Oi, Dannah querida. Ainda outro dia estava conversando com algumas amigas sobre como as crianças dessa geração são precoces, se comparadas a nós. E é tanto estímulo e tanto salto no desenvolvimento que tememos por etapas que podem estar sendo negligenciadas com um certa ansiedade por torná-los espertos e antenados e isso e aquilo. E criança é criança, precisa brincar. Mas fico com a consciência tranquila porque nunca ensinamos o Arthur a ler, sabe. Claro que sempre respondemos suas perguntas e sua curiosidade não tem fim. Mas ninguém parou para ensiná-lo a ler como ele está fazendo agora. E vibrei como vibraria se isso só tivesse acontecido daqui a dois ou três anos (acho que aprendi a ler com sete anos...). Bom, vou fazer um post sobre isso por esses dias.
Beijos!!
Rita
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