Mantenha a janela do carro fechada

 

Tão lindo assim, quase o perdoo.
 
Fui dar uma olhada no blog da Lola hoje e vi que ela narrou uma noite de terror por causa de umas baratas que resolveram visitá-la. Completamente solidária com ela que sobreviveu ao pior pesadelo de todos - uma barata no travesseiro - deixei um comentário por lá. Tão longo ficou o comentário que decidi convertê-lo em post e colar aqui para vocês.
 
Contei por lá, mais ou menos, o seguinte:

"Eu poderia contar dezenas de episódios ridículos incluindo as cascudas, mas vou te poupar. Que tal uma pequena variação: certa vez, dirigindo para o trabalho, com a janela do carro aberta, percebi que um bicho entrou rapidamente no carro. Pensei ser um passarinho, porque era bem grande, mas só vi com o rabo do olho, sabe? Morta de susto, quase provoquei um acidente, mas puxei o carro para a direita rapidinho e encostei no meio fio. Aí desci do carro, dei a volta, abri a porta do carona e vasculhei o carro à procura do intruso. Aí senti. Na minha perna, por dentro da calça jeans, que era bem folgadinha, um bicho se tremendo todo e fazendo bbzzzzz bem alto. Imediatamente, suando frio e achando que ia ter um treco, segurei a calça na altura do joelho para evitar que a coisa subisse pela minha perna. Eu sabia que as patas do que quer que fosse aquilo estavam voltadas para a calça porque só sentia o tremorzinho dele ali, mas não o sentia roçar minha pele. Com uma coragem que não sei de onde veio, apertei o bicho para esmagá-lo e aí vi que era duro como pedra. Entrei em pânico completamente ao entender que se tratava de um "cavalo do cão", ou sei lá o nome que se dá àquela coisa por aqui*. Sabe aquele besouro preto enorme que adora jardins e quando voa fica com umas asas desse tamanhão? Pois bem, fui descendo a mão, descendo, até que ele saiu pela boca da calça e eu voltei a viver."
 
*(A Tia Néia, babá de meus filhos e minha assistente para assuntos diversos, me disse que o nome do bicho é mamangava. Aí lembrei que no Nordeste também é conhecido como mangangá. Whatever, o bicho é grande.)
 
Alguém merece? Mas devo reconhecer que, se fosse uma barata, eu provavelmente teria tirado a roupa no meio da rua. E também sei que aquele zumbido horroroso de certa forma me "tranquilizou" (não é bem o termo, mas na falta de um melhor...) porque baratas, macabras que são, são silenciosas. Ui. Vamos mudar de assunto?
 

13 comentários:

Bau disse...

hahahaha, algo parecido aconteceu comigo, só que foi uma pobre abelha (pobre de mim) e ela me picou a perna em plena Rodovia dos Bandeirantes! Matei a bichinha dentro da perna da calça, ela me picou, eu fui dando seta, saí com cuidado para o acostamento, parei, desci e só depois fiquei gritando de dor e raiva do mico que estava pagando!!! hahahaha!! Esses insetos!!! Beijos

Rita disse...

Ô, Baú, é que somos bem docinhas. ;-)

lola aronovich disse...

As senhoritas que moram em Floripa, são super simpáticas e fizeram pós na UFSC já se conheceram? Vamulá, é que vcs têm muita coisa em comum! E Bauzinha, algum dia eu conto como o seu gato sempre me presenteava com ratos quando eu ficava aí na sua casa. Mas barata, eu nunca vi na sua casa. Pelo menos na antiga.

Rita disse...

Oi, Lola

você não quer nos fazer uma visitinha, não? Lugar para ficar não lhe falta e a gente podia cair de tanto conversar.

bjs
Rita

Anônimo disse...

R. Floriano Peixoto, Campina Grande-PB, para quem nao conhece, nao é nenhuma Rodovia dos Bandeirantes mas é a principal da cidade, um maribondo entra no meu carro, foi um Deus nos acuda, tive que parar o carro, claro, e convidá-lo a se retirar.
Agora, nesse quesito de algo repugnante, ou sei la o que, dentro do carro, para mim o que aconteceu com minha irma bate o recorde. Semana Santa do ano passado, estávamos todos no Combinado-TO, viajamos aqui para Salvador, e Da, minha adorada irmazinha + seu esposo + quatro filhos + secretaria viajam para Palmas, quando meu cunhado, que estava dirigindo, falava "alguma coisa passou pelo meu pe", depois de novo, e de novo,... a certa altura, minha irma ve um sapo, um SAPO (alguem ai tem medo de sapo?? eu tenho pavor, se fosse eu aqui e o sapo a metros de distancia, mas o sapo dentro do carro, e voce numa rodovia) dentro do carro, panico total. Ui.
beijos,
Ju

Rita disse...

Ui, Ju, que sufoco! Sapo no carro... pior que isso, só barata no carro. Ou barata no ouvido, já pensou? Aconteceu, assim contou uma leitora no blog da Lola. Eca.

Angela disse...

Curtindo as ferias e o assunto essa noite foi baratassss. Lembrei do seu post, e agora cheguei aqui e tinha mais :) O problema eh que ha seculos que nao vejo uma e estou com medo que com essa faladeira toda uma venha me visitar hoje a noite. Raio de Murphy!

Sinara disse...

rsrsrs Rita! Lembro desse dia!!! Você chegou apavorada na escola e todos compartilhamos o horror!!! Coisas que nunca se esquece... Ontem à noite, estávamos no quarto (ainda em Salvador), revendo Dalva & Herivelto e uma barata safadinha passou por cima do pé da Mikaella... Coitada, pensou que era o rabo do Maia... Só que ela percebeu que ele estava deitadinho ao meu lado... Quando ela viu, congelou e nem conseguiu gritar!!! Foi lá e matou a danada com um spray... :-)

Rita disse...

Oi, Anginha

espero que você tenha companhias mais agradáveis nas férias...

Oi, Si.
Eu sabia que você não tinha esquecido, porque ainda lembro como você falava "deus, como tu tá branca..." (mais) eheheh Putz, mas como a Mikaella é valente! Caramba, fiquei impressionada. ELA matou a barata?? Congrats!

bjocas,
Rita

Sinara disse...

rsrsrs... Pois eh, Rita... O que o medo não faz... Não conseguiu gritar, mas matou a danada! :-)

Nardele disse...

Rita! Hahahah... hoje é o dia das descobertas felizes. Há pouco deixei um comentário no blog Ludmilismos, que encontrei por acaso, contei a história lá. Daí vi um comment seu, com link pro seu blog. Como estou num momento ocioso, estou aqui me dando ao luxo de conhecer blogs ótimos! E aí eu cheguei no assunto: bicho asqueroso subindo pela perna da calça. No meu caso foi ela, a própria: uma barata. cascuda, grande, com aquelas perninhas cheias de ganchinhos. Eu estava no carro com três amigos, mas eu não estava dirigindo. Daí senti algo na minha perna, não sabia o que era, nem liguei. Quando eu percebi que tinha algo DE FATO estranho, comecei a gritar desesperada, o menino quase bate o carro, e eu já tinha a essa altura a bicha esmagada na minha mão, do mesmo jeito que você! Ela por baixo da calça ainda, já na parte de trás da minha coxa. Deus, como é nojento isso. Depois de meu pânico total, eles pararam o carro e eu não tinha coragem de largar a barata. Um deles foram dobrando a perna da calça pra cima (era apertada, calcule o trabalho) e, com o dedo enrolado num pano, foi tirando os pedaços da coisa!! Eles mesmos não acreditaram em como ela era grande. Eu chorava feito bebê. A gente tinha parado o carro bem em frente a um ponto de ônibus. Lotado. Até hoje eles riem de mim!

PS: Aqui em Salvador eu conheço cavalo-do-cão, mas é outro bicho! Que aliás... ess vou contar rápido! Entrou pela janela do carro numa viagem de infância. Eu cantando com a boca aberta na janela, o bicho entrou disparado. Quase vem na minha boca. Passou raspando. Se tivesse entrado eu, muito provavelmente estaria numa clínica psiquiátrica até hoje.

Beijos! Linkei teu blog tb!

Rita disse...

Oi, Nardele!

Fico sempre muito feliz quando aparecem novos caminhantes por aqui. E aí o pessoal vai ficando, volta e meia pinta de novo, eu vou me familiarizando com uns e outros... quando dou por mim, estou cheia de novos amigos virtuais. Bom, e depois dessa sua história de superação e sobrevivência, a minha experiência com o mangagava, ou sei lá que nome tem o bicho, parece conto de fadas. Na boa, não consigo nem imaginar o tamanho do teu pavor!! EEEEEEEEEECCAAAAAAAAAA!!!!!!!!!
Borboleta, fada sininho, essas não vêm, né? Vou te contar...

Beijos! Obrigada pela visita e volte sempre. Vou ver teu blog também.

Rita

Rita disse...

Nardele, se você voltar por aqui: não consegui acessar seu perfil para chegar ao seu blog. Acho que você tem um, né? Você falou em link. Bom, vou aguardar seu retorno.

Abçs
Rita

 
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