ALERTA MÁXIMO: MOMENTO CORUJA-MOR, EM GRAU 12 (escala de 1 a 10)
Mãe é bicho bobo, todo mundo sabe. Se você é leitor ou leitora desse blog há algum tempo, também sabe que sou manteiga derretida, já contei
aqui. Agora me imagine, mãe-manteiga, assistindo à apresentação anual da escola do meu filho de 4 anos. Pois é.
Já sabíamos que, para o bem ou para o mal, a noite seria uma aventura familiar memorável, visto que resolvemos levar a pequena de dois anos para um evento com cerca de duas horas de duração. Mas como privá-la de ver o mano paleontólogo em sua tão esperada "apresentação do dinossauro"? Como não levá-la para vê-lo caminhar no palco com as passadas largas e pesadas que os dois vinham ensaiando em casa há tantas semanas? Levamos.
As emoções já nos esperavam na entrada. Os portões do teatro permaneceram fechados até poucos momentos antes do início da apresentação, de modo que a chegada cedo para conseguir um bom lugar se transformou em aproximadamente 1 hora de fila. Leia-se uma hora de subidas e descidas na rampa onde se formava a fila porque, obviamente, nossa pequena tem mais o que fazer de sua infância do que ficar parada. Muitos desfiles depois, os portões se abriram e logo estávamos bem instalados, tentando convencer a pequena a ficar sentada, a base de argumentos convincentes como "logo, logo vai começar, filha".
Aí começou. Antes do primeiro número - uma inevitável homenagem ao finado Michael Jackson, com zumbis teens dançando Thriller - a escola premiou os alunos vencedores de um concurso literário e lá estava eu já com lágrimas nos olhos só porque uns pequenos que nem sei quem são recebiam orgulhosos suas merecidas medalhas. Só eu, viu? Aí entram os zumbis e por pouco não subi ao palco matando de vergonha minha família e amigos. Mas me contive, contentei-me com algumas balançadas de cabeça, porque a esperada hora se aproximava.
E aí lá veio meu pequeno garoto, curvado como um bom tiranossauro rex, passos largos, pescoço projetado à frente, varrendo o palco e a plateia com seu olhar "ameaçador". Juntamente com ele, dezenas de outros pequenos dinossauros igualmente adorados por seus familiares babões, cada um o mais querido, o mais dinossauro. Ao som da música tema de Jurassic Park (lágrimas, lágrimas), aqueles pequenos senhores da terra vagaram pelo palco, circulando, posicionando-se para o grande momento. Quando o som de um bom rock & roll infantil tomou conta do pedaço, todos aqueles ameaçadores gigantes pularam e dançaram e ergueram orgulhosos os dino-bonecos. E eu chorei, chorei.
É comum sermos capazes de identificar com um só olhar o estado de espírito de nossos filhotes. Por isso deixei rolar minhas lágrimas de alegria ao ver, no primeiro minuto, como meu pequeno estava se divertindo de verdade naquela deliciosa bagunça jurássica, eu que passara o dia preocupada se ele estava ansioso, se estava cansado, se ficaria emburrado, se ficaria com fome, se, se, se. E o que vi foi uma carinha satisfeita que se abriu em um enorme sorriso quando lááá de cima do palco nos viu abanando os braços como afogados, em tchaus descoordenados cheios de orgulho e satisfação.
Em meu colo, uma maninha animadíssima aplaudia e se balançava. Não sei bem exatamente o que ela conseguiu ver, mas certamente reconheceu a música e entendeu o que estava rolando ali: alguma coisa que juntava mano, dinossauros e rock & roll. E ela curtiu bem. Em certo momento abandonou o colo e dançou espevitada entre as filas de cadeiras e não perdeu nenhum detalhe dos muitos números que se seguiram (salvo nos momentos em que, mocinha que é, pediu para ir ao toalete - não exatamente usando esses termos, mas vocês me entenderam). Ao meu lado, um papai igualmente babão filmava tudinho para podermos babar de novo na sala, no dia seguinte.
Voltamos para casa tagarelando sem parar, todos felizes após mais um insubstituível programa família-com-filhos-pequenos.
Arthur, filhote, foi uma delícia, você arrasou! E nem tricerátops, nem brontossauro, você é, de longe, nosso dinossauro favorito. Parabéns! Rooooooarrrrrrrrrr!!!!!!!!!!!!!
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Não posso, não posso, não consigo não registrar também que ontem nossa pequena usou pela primeiríssima vez um banheiro fora de casa. E esperou na fila e tudo! E usou o vaso sem redutor!! E não deixou escapar nada, nada!! E quando terminou, falou "pronto, mamãe, terminei". Ah, gente, desculpa, não tem babador que dê conta. Espera, vou secar o teclado.
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