O cara legal por trás dos óculos (e do tampão)



Quando eu tinha cerca de 10 anos comecei a usar óculos. Não foi o fim do mundo, mas passou bem longe de ser legal. Porque eu achava que ninguém iria mais ver meus olhos, minhas amigas mais próximas não usavam e eu já estava muito bem, obrigada, com tantos problemas de autoestima (branca demais, magra demais, cabelo feio demais e outras coisinhas que algumas crianças adoráveis diziam de mim). Mas me acostumei aos trancos e barrancos, aprendi a ignorar as eventuais gozações, usei lentes por um tempo, voltei aos óculos e hoje em dia uso quando lembro. Minha vista se recuperou ao longo do tempo e meu grau diminuiu sensivelmente a ponto de eu só recorrer aos óculos para ler (quase nunca), ir ao cinema (quando lembro) e dirigir à noite.

Com meu filho (que você pode ver aí em cima, de camiseta vermelha) a necessidade de usar óculos chegou muito mais cedo, aos dois anos de idade. É claro que minha experiência gritou na minha memória e temi por sua felicidade por trás das lentes, ah, as mães. Mas logo percebi que, no que se refere à autoestima da criança, começar a usar óculos mais cedo pode ser uma vantagem. É que por volta dos dois anos as crianças tendem a ser bem desprendidas de padrões socialmente estabelecidos. Elas não ligam se o amiguinho foge a algum modelo mais recorrente de corpo, altura, tipo de cabelo. No mundo deles, uma criança de óculos é alguém que usa um acessório curioso e alguns amiguinhos até pedem para "usar um também, mamãe". Nenhum amiguinho do Arthur o olhou atravessado por causa dos óculos.

O Arthur se adaptou muito bem à novidade e em poucos dias foi eleito o intelectual mais charmoso do bairro. Eu elegi. E aqui preciso registrar nosso agradecimento aos amigos queridos que foram a nossa casa no dia em que o Arthur recebeu seu primeiro par de óculos. Tínhamos um jantar programado para aquela noite e, no final da tarde, liguei para eles e comuniquei o acontecimento mais recente, a "inaguração" dos óculos do Arthur. E fiquei muito feliz ao ver que todos eles chegaram a nossa casa com seus respectivos pares de óculos, num gesto tão lindo de solidariedade e inclusão que nunca vou esquecer. Então foi suave, logo as lentes foram totalmente integradas à rotina do nosso filho e tudo bem. Mas esse era só o primeiro passo.

O Arthur tem o que os médicos chamam de ambliopia, condição que ocorre quando um dos olhos não desenvolve a visão da mesma forma que o outro. No caso do Arthur, essa condição está associada ao desvio de um dos olhos, o estrabismo. O olho que se desvia do eixo desenvolve-se menos que aquele que fixa bem os objetos. Com o tempo, o cérebro passa a priorizar o "olho bom" e corre o risco de "esquecer" do outro. Se não tratada, a ambliopia leva à perda de visão do olho "fraco". O tratamento então precisa ensinar o olho "fraco" a fixar os objetos tão bem quanto o outro, precisa fortalecer o olho e permitir o desenvolvimetno da visão. Então além dos óculos o Arthur precisou integrar outro elemento à sua rotina: o tampão ocular.



E aí o início foi difícil para todo mundo. Lamentávamos muito ter de insistir para que o Arthur usasse algo tão desconfortável (já experimentaram?). Eu sempre achei que ele se acostumaria, ele é um forte, mas confesso que não foi fácil. Na verdade, foi uma forte avalanche de conflitos. Cortava nossos corações vê-lo argumentar que já tinha se adaptado aos óculos (com as entrelinhas de "olha, já estou sendo um bom menino, vocês ainda querem mais?"); vê-lo reclamar que incomodava, algo irrefutável, diferente dos óculos que, sempre dizíamos, "é só se acostumar e você nem vai sentir"; vê-lo tristonho, pedindo para retirar o tampão a cada cinco minutos. Mas quem educa sabe que, muitas vezes, precisamos ser mais firmes do que gostaríamos e que ceder significa jogar contra o que é melhor para um filho. Então insistimos, insistimos, insistimos. Premiamos cada avanço com elogios derramados (e muito sinceros) e nos sentimos profundamente orgulhosos da valentia de nosso piratinha.

Nesses dois últimos anos (e meio) o Arthur já passou por várias fases: usou o tampão por quatro horas diárias, durante o dia todo, voltou às quatro horas e agora usa (ou deveria usar, estamos bem mais relaxados, admito) por duas horas diárias. Nosso relaxamento (ainda que recriminável) tem uma razão de ser: o sucesso do tratamento. O ex-olho fraco já atingiu o mesmo desenvolvimento que o outro olho (ÊÊêêêêêêê!!!! Yuuupppiiiiii!!! É o maior! É o maior!) e o uso do tampão agora tem a função única de evitar a perda do que já ganhamos. É que durante a primeira infância, período em que a nossa visão se desenvolve completamente, existe o risco de o olho "bom" ser ainda preferido pelo cérebro (porque o desvio ainda ocorre quando o Arthur tira os óculos).

O prognóstico, segundo a oftalmologista, é excelente. O uso do tampão deve seguir "homeopaticamente" até os seis ou sete anos, quando não existirá mais o risco de perda da capacidade visual, e ele seguirá com o uso dos óculos para corrigir o grau, simplesmente. Também poderá optar por lentes de contato quando estiver um pouco maior (ou permanecer com os óculos, com os quais já está tão acostumado). Aos 18 anos poderá recorrer a uma cirurgia relativamente simples (se for necessário) e deixar tudo para trás.

Quero enfatizar que o sucesso que estamos tendo com o tratamento do Arthur tem tudo a ver com o diagnóstico precoce. Quanto mais cedo a criança começa a tratar o estrabismo ou qualquer outro probleminha que afete o desenvolvimento de sua visão, mais chances ela tem de recuperar totalmente o quadro. Note-se que, muitas vezes, enfrentamos mais os nossos próprios medos do que os da criança. É normal sentir "pena" de uma criança que precisa usar um tampão ocular? Pode ser. Mas e o que dizer de uma criança que não recebe a assistência devida, em qualquer tratamento? Não é fácil, é verdade. Existe, sim, a tentação de deixar o tampão de lado, fazer pouco caso do que dizem os médicos, seguir só com os óculos. Nunca saberemos o que teria acontecido com a visão do Arthur se não tivéssemos feito uso do tampão, mas, do nosso ponto de vista, há riscos que não se justificam.



Então é preciso ficar de olho nos olhinhos. E, mais uma vez, palmas para o papai Ulisses que percebeu de cara os primeiros desvios no lindo olhinho do Arthur. E palmas, assobios e fogos de artifício para o nosso valente piratinha que coloca o tampão, iça velas e singra os mares da sala, mapa em punho, rumo ao maravilhoso futuro de olhos bem afiados. Quer tesouro melhor? Parabéns, meus amores. Como sempre, vocês arrasam.

Essa história continua aqui, aqui e aqui.

20 comentários:

Nakereba disse...

Olha só! O Arthur e eu temos algo em comum! A diferença é que tive que usar tampão aos 32 anos! Tenho "levíssimo" estrabismo. Comecei a usar óculos aos 30 anos quando me dei conta que via coisas distantes bem, mas provavelmente fora de foco. Tenho astigmatismo, bem estabilizado há mais de 10 anos. Na mesma época percebi que tinha um olho preferencial e o oftalmo disse que um dos meus olhos estava com a musculatura fraca. Tive que fazer algumas sessões com o optista. Foi muito engraçado, pois só havia crianças lá no consultório. Todas me olhando e procurando uma criança invisível segurando minha mão: "Onde está o seu filho?". O que não foi muito engraçado foram os exercícios. Aquele negócio de ter que fazer a bolinha vermelho se mover até a caixinha com os olhos era frustrante. Quase chorava de raiva! Tive que usar tampão durante um período. Ajudou bastante. Hoje, apesar de ocasionalmente me pegar olhando com o olho esquerdo quando devia usar o direito, meu estrabismo quase imperceptível está mais imperceptível ainda:). Força Arthur!!

Sinara disse...

Devo confessar que tenho uma preferência pelos posts que tratam das aventuras da turminha miúda dessa família... O Arthur é uma criança linda, especial... Será que digo isso porque sou tia coruja assumidíssima??? :-) Pode ser... Mas, uma criança que tem pais tão amorosos e dedicados só pode ser mesmo muito espeical... :-)
Eu sou do tipo precavida, que prefere cuidar de tudo e não correr riscos. Tiro o chapéu para os pais, que enfrentaram seus medos e resistiram a todas as tentações de carinhas tristes e biquinhos chorosos e VENCERAM, junto com o Arthur!!!!
Lembro de uma cena pra lá de triste do filme Ray (a história do Ray Charles): quando a mãe dele decide prepará-lo para as dificuldades que ele enfrentará por estar perdendo a visão... Ela o faz aprender a viver no escuro... E chora, sem responder aos seus pedidos de ajuda... É uma cena muito triste, mas uma lição de vida...
Que bom, como você falou, que o diagnóstico veio cedo e deu tempo de prevenir e cuidar imediatamente. Seria tão bom que todos os pais tivessem essa atenção e não resistissem por medo de enfrentar as dificuldades...
Mais uma vez, parabéns ao Arthur e aos pais que ele tem... :-)
Bjs e saudades... :-)

simone disse...

Rita,
Parabéns pelo blog! Você escreve muito bem.
Como o Arthur também passamos por esta experiência com a Camila. Foi por causa dela que desenvolvi um novo tampão ocular para crianças, o Tô de olho tampão,um tampão que visa o bem estar da criança em primeiro lugar.
Não machuca a criança pois utiliza o óculos para oclusão e tem estampas coloridas com motivos infantis para trabalhar a autoestima da criança durante o tratamento.
Nosso maior objetivo é transformar o tratamento de oclusão o mais prazeroso possível.
Se quiser conhecer mais visite o nosso site: www.todeolhotampao.com.br.
Também temos uma campanha de divulgação sobre a ambliopia,informando Mães e escolas sobre a doença e solicitando o primeiro exame oftalmológico ao 3 anos e não mais aos 6, como é de praxe nas escolas.
Tudo de bom para você e para o Arthur!
Simone

Nakereba disse...

Rita,

Mais uma coisinha: diz para o Arthur não se preocupar, pois as meninas do Leblon já não são mais as mesmas. Elas vão continuar olhando pra ele. As do Leblon, do Jurerê, de Santos, de Aracaju...vai ser uma mulherada...vai dar um trabalho pra mãe:)

Rita disse...

Nakereba, olha só, a gente descobrindo experiências comuns. Pode deixar que avisarei ao Arthur que as garotas do Leblon agora têm outras preocupações, mas acho que nem vai ser preciso. ;-)

Si, aquela cena em Ray cortou meu coração também. A gente fica imaginando a força daquela mulher, a crueldade de alguém ter de passar por aquilo. E exemplos assim mostram que nossa estrada é muitas vezes tão mais fácil, né? E também nos mostra que somos muito, muito fortes. Obrigada pela corujice dirigida, viu?

Simone,
Fico muito feliz que você tenha descoberto nossa estrada. Volte sempre, será muito bem-vinda. Visitei seu site e achei excelente a iniciativa, eu e meu marido já havíamos comentado sobre a estranheza de um produto destinado às crianças ter um aspecto tão sisudo. Então as estrelinhas são muito bem-vindas! Parabéns e desejamos tudo de bom para a Camila!
Abraços,
Rita

Angela disse...

Ai fiquei aqui lembrando de como o danado e bo-ni-ti-nho com aqueles oculosinhos!!!! Bochechinhas lindas, boquinha e olhinhos pititicos, vontade de mataaaaar de arrochos!!! Parabens mesmo pelo "tough love", eu sou na mesmissima onda mas infelizmente o Pete nao eh. Ai fica dificil e acaba sendo o motivo para muitas discussoes. Ao exame de olhos vou legar sim, por falar a verdade a instrucao que eu tive foi de levar com os 6 meses, pois ha algumas doencas reversiveis que podem ser tratadas se diagnosticadas cedo. Entao Julia ja ta "atrasada". Parabens para o Arthur e voces pela raça!

Rachel disse...

Rita, eu tenho mesmo "probleminha" do Arthur, aúnica diferença é que o meu "probleminha" não foi diagnosticado na infância e sim na idade adulta. O meu olho direito sempre fez todo o trabalho do meu olho esquerdo e por isso nunca foi diagnosticado meu problema. Agora preciso usar um grau bem forte mais de 3 e não consigo me adptar com os óculos. Resultado: Dores de cabeça, olhos cansados e embassados.
Falando nisso preciso ir ao oftalmo novamente.
Parabéns pelo giagnostico ainda na infancia dele.
beijos

Karin disse...

Olá querida Rita!!!
Primeiro, feliz ano novo para você e toda sua linda família!!!! Sei que estou postando com um "pouco" de atraso, mas você já me conhece... Eu nunca chegarei perto da sua organização diária... Na verdade, às vezes me pergunto como você consegue tempo para tudo o que faz...
Bem, eu posso dizer que soube desde o início da sua preocupação com o Arthur e pude, um pouco de longe, acompanhar a perseverança de vocês no tratamento dele e, agora, o êxito!
Você sabe do problema que o meu filho (hoje com três anos e meio) desenvolveu ambliopia e estrabismo com 6 meses de idade. Acho importante (até conversamos sobre isso) relatar de forma suscinta o que passei para que outras pessoas que lêem seu blog possam aproveitar nossas experiências e tentar aliviar as dúvidas que insistem em rondar nossas cabeças quando uma questão tão delicada acontece em nossa casa.
O Nandinho nasceu prematuro e posso dizer que o primeiro mês foi bem difícil... Por volta do terceiro mês, já percebíamos que ele não conseguia fixar bem os olhos, porém, os pediatras que consultamos (bem como a literatura médica a que consegui ter acesso), nos disseram que era cedo para qualquer diagnóstico. Por volta do sexto mês, notamos que ele desviava constantemente os olhos (ora um, ora outro) e fomos procurar ajuda de um oftalmologista pediátrico. O diagnóstico era de que ele precisaria usar tampão o dia todo, um dia no olho esquerdo e outro dia no direito, e óculos com lentes de 4 graus, além de ter que fazer uma cirurgia para correção com até, no máximo, um ano e meio... Dá para imaginar o susto que levamos. Então, fomos a outros oftalmologistas, inclusive em um considerado o melhor da américa latina, com prêmios internacionais na área. O que posso dizer é que o diagnóstico e o tempo de uso diário do tampão foi diferente em todas as consultas... O diagnóstico unânime era o de que ele precisaria ser submetido a uma cirurgia (e que ela seria simples...) Imaginem como estávamos à época.... Então, precisávamos escolher um médico para seguir. Tratamos ele até um ano e dois meses com tampão e óculos e já era hora de fazer a cirurgia... Aí, a médica que o acompanhava nos pediu um valor para realizar a cirurgia fora do nosso alcance (embora inúmeros médicos haviam nos dito que a cirurgia era simples e que era "uma cirurgia que 'residente' fazia", o que nos levava a crer que o valor do procedimento não poderia ser tão alto). Sendo assim, começou nova peregrinação atrás de um cirurgião e, finalmente encontramos um que superou nossas expectativas - Dr. Newton Salerno do Hospital de Olhos de Joinville. Ele, que foi um dos pioneiros no transplante de córnea em Santa Catarina, fez a cirurgia pelo plano de saúde (e ela foi um sucesso). Meu filho não precisou mais dos óculos nem do tampão e, agora, tendo em vista a possibilidade de, novamente, ele estar desenvolvendo ambliopia, estamos usando atropina 0,5% (1 gota) uma vez por semana (segundas de manhã) alternando os olhos (uma semana no direito, na outra no esquerdo e assim sucessivamente) durante cinco meses.
Hoje mesmo revendo as fotos dele bebê e olhando-o nos olhos, fico feliz por ter, também, tido forças para seguir no tratamento e autorizar a cirurgia (o que me custou noites em claro)... Sei que esta atitude que tomamos (agora falo de nós Rita - eu e Fernando e você e Ulisses), fará com que nossos filhos nos agradeçam por não terem uma visão subnormal (ou a cegueira) de um dos olhos no futuro...
Parabéns pelo seu blog!!! Já falei, mais de uma vez, que adoro ler o que você escreve. Consigo "ver" o que você quer dizer!!!
Eu juro que leio, mas nem sempre consigo deixar comentários... Boa viagem amanhã!!! Até breve.
Karin

Rita disse...

Oi, Karin!

Feliz Ano Novo!
Muuuito obrigada por deixar seu comentário aqui. Espero que seja de muita valia para outros pais enfrentando situações semelhantes. Vocês também estão de parabéns pela coragem que tiveram para enfrentar o problema do Nandinho com cabeça e coração. Valeu, mesmo!

Não se preocupe com os poucos comentários.. sei que você lê e fico muito feliz por isso. E você viu só, o Estrada Anil ficou em terceiro lugar lá no concuso da Lola! Adorei!

Bjs
Rita

Karin disse...

Oi Rita!!! Parabéns pelo 3º lugar! Eu não tinha visto.. Quando votei, vi que você estava com "quarenta e poucos" votos....
Você merece!!!
Beijos
Karin

Obs.: Depois que havia pulicado o comentário, vi uns errinhos de português (além de ter "engolido" umas palavras no terceiro parágrafo)... Coisas de quem, há algum tempo, deixou de exercitar a redação....

Luciane Jost - Curitiba disse...

Fiquei emocionada com o post. Estava procurando na internet algum depoimento que pudesse me ajudar quanto à criança que usa tampão e seu blog foi uma enorme e grata surpresa. Sou a Luciane, de Curitiba-Pr, mãe da "piratinha" Letícia que tem 2 anos e 2 meses. Há 10 dias a Lelê está usando tampão por 24 hrs em cada olho e nos surpreende a cada novo dia. A adaptação foi muito melhor do que esperávamos. . .ela estranhou um pouco, mas não reclama de nada, anjinha querida!! Meu coração fica "apertado" ao vê-la brincando tão distraidamente com os coleguinhas, sem se dar conta que ela está (temporariamente) diferente. Ela terá que fazer uma cirurgia, para corrigir o estrabismo oblíquo, mas isso ainda depende do que o médico disser após o uso do tampão por 30 dias. Gostaria muito de poder trocar experiência contigo e com demais pessoas que passam por este "desafio". Meu email é lujost@gmail.com. Um grande abraço. . .de "mãe de pirata" para "mãe de pirata". . .rssss.

Rita disse...

Oi, Luciane. Muito obrigada por sua visita e pelo comentário, para mim, supervalioso. Ver você descrevendo a Lelẽ brincando me dá aquela sensação de que nós, mães e pais, somos todos irmãos em alguns pontos. Entendo tanto o que você diz. Comentários como o seu fazem muito o blog valer a pena. Obrigada. Vou entrar em contato por e-mail

Bjs!
Rita

Beth disse...

Olá, Rita.
Imediatamente quando soube que sou também uma "mãe de pirata", no meu caso de uma princesinha de 3 anos e meio, de óculos rosa e tampõezinhos coloridos, senti necessidade de compartilhar esta experiência com outras mães. Dia a dia fico me perguntando que o tratamento está fazendo algum efeito, e quanto tempo ele vai durar...Seu depoimento é muito bonito, e nos lembra o quanto nosso filhos são muito mais valentes e responsáveis do que podemos imaginar, não é? Parabéns pelo blog e sucesso no tratamento do seu piratinha.

Rita disse...

Oi, Beth, que prazer tê-la aqui. Venha sempre, será sempre bem vinda.

Olha, acho que dividir nossos medos ajuda muito, viu? E o seu anseio em relação à duração do tratamento faz todo o sentido do mundo pra mim. Sei que o Arthur, ainda que seu progresso esteja excelente, ainda terá que conviver com o tampão por mais algum tempo. E é claro que alguns dias são mais difíceis que outros, mas persistência é fundamental. Ontem tivemos nova consulta e, que alegria, o olhinho dele segue se desenvolvendo a todo vapor! Na boa, ele enxerga melhor que eu, então estou no céu. Se quiser trocar mais "figurinhas", fique à vontade em entrar em contato pelo e-mail do blog. Às vezes demoro para abrir a caixa de mensagem, mas sempre respondo.

Beijos e boa sorte para sua piratinha!

Rita

Anônimo disse...

Oi Rita!
Que ótima notícia..ver nossos filhos recuperados é o nosso melhor presente. A Camila também já esta 100%, mais ainda tem que usar o tampão 1 hora por dia para manter assim. A Tô de olho tampão esta cescendo cada dia mais, temos um entrevista no blog mães empreendedoras, que ficou bem interessante, e agora já tenho até uma ótica em Florianópolis que trabalha com o nosso produto, e mais 80 óticas espalhadas pelo Brasil. o importante realmente é não desistir do tratamento,é a unica forma de curar a criança.
Tudo de bom para vocês!
Bjs
Simone

Rita disse...

Oi, Simone, que boas notícias, parabéns! Vou dar uma espiada na entrevista! Beijo grande!
Rita

olhopreguiçoso disse...

Oi mamãe, Procurava na net comentários de mamães que assim como eu tinham um piratinha pra cuidar. Amei seu depoimento. Meu filho tem 3 anos e 5 meses e esta respondendo muito bem ao tratamento. No início é um susto, mas estamos bem agora. parabéns!!!

VANESSA ROSSANO disse...

oi me chamo vanessa rossano tenho 32 anos sou casada a 17 anos e tenho tres filhos lindos Jefferson 15 anos,Thayssa 9 anos e Manuella 1 ano e tres meses.
tres filhos maravilhosos que são as razões de minha vida.fiquei muito assustada quando comecei a perceber que os olhinhos da manu não estavam normais,comentei com o pediatra ele disse que até os seis meses seria normal que ela virasse os olhinhos.
td bem,mas eu notava que algo diferente tinha nos olhinhos dela,sabe aquela intuição de mãe e também por ja ter 2 filhos saber e sentir que ela era diferente.
então todas as consultas eu comentava e perguntava sobre o assunto e pediatra sempre repetindo temos que esperar mãe porque mesmo que ela tenha algum problema em suas vistinhas ela só vai poder consultar com o oftalmo com seis meses, mas mesmo assim continuei inssistindo e quando a Manu estava com 5 meses e meio eu disse o doutor o senhor não acha que já posso levar a manu no oftalmo?
então ele disse não só pode como deve,a Manu tem estrabismo mas nem te preocupa uma simples cirurgia corrige.
eu fiquei sem chão porque até então eu já tinha dois filhos e nunca tinha passado por isso td era muito estranho pra mim por mais que o problema fosse pequeno como o pediatra havia me falado quando se trata dos nossos filhos o problema vira gigante.então levei a Manu no oftalmo antes mesmo que completasse os 6 meses ele disse mãezinha sua filha tem estrabismo mas não se assuste porque ocaso tem tratamento e no caso dela com grandes chances.
porque ela é bem novinha então vamos começar o tratamento do tampão ocular use um dia no olho esquerdo por 2 horas e no olho direito 2 dias tambem por 2 horas e depois de seis mese traga ela de novo para mim examina-la.foi muito dificil esses6 meses o tampão deu alergia na Manu ela chorava muito eu troquei o tampão por varias vezes até que ela se assertou mas o disconforto era inevitável.eu sofria junto com ela mas seguia o tratamento,voltamos após 6 meses então o oftalmo liberou o tampão do olho esquerdo ele me explicou que tinha que fazer o tratamento nos dois olhinhos para ter certeza qual seria o olhinho preguiçoso então ele mandou que continuasse o tratamento por mais 6 meses mas agora só no olhinho direito porque o olhinho preguiçoso da manu era o esquerdo e me explicou muitas coisa me tirou muitas duvidas desde então encaro com mais naturalidade mas é dificil as pessoas são bem curiosas e muito preconceituosas mas isso tiro de letra oque me importa mesmo e ver minha menina feliz e tenho certeza que ela vai ficar com seus olhinhos perfeitos o tratamento com tampão é dificil porque inrrita e muitas vezes ela arranca o tampão mas tenho que ser persistente.
hoje depois de aceitar e encarar o problema já estou mais por dentro do assunto e sei a importancia do tratamento do tampão ele é indispensável.
pesquiso casos na internet igual ou parecido com de minha filha,estou sempre pesquisando casos de estrabismo foi ai que encontrei vc e sua historia foi muito bom desejo td felicidade pra vc seu marido e seu menino ARTHUR!
BEIJÃO!
FIQUE COM DEUS!!!!!!!!!

Bárbara disse...

Ola Rita estava eu procurando artigos na internet a respeito de miopia infantil e por uma tremenda coincidência me deparei com seu post..
Meu nome é Bárbara e tenho um Arthur como seu e não é somente no nome que eles se parecem, há mais ou menos um mês tivemos o diagnostico de miopia em nosso pequeno ele tem apenas dois anos e um grau de miopia bem avançado chegando a 16,5 em um olho e 14,5 em outro devido a diferença de grau entre os olhos o medico tambem nos receitou o uso do tampão..
Hoje recebemos finalmente os oculos com as lentes apropriadas e eu não me aguento de tanta ansiedade para ver o resultado dele usando os oculos e podendo ver o mundo diferente..adorei ter lido e conhecido um pouco da enorme força de vontade sua do seu marido e principalmente do seu pequeno Rei Arthur, enquanto lia seu post me senti um pouco você vendo a minha historia que esta apenas começando e que se tudo der certo espero que tenha uma trajetória tão boa quanto a de vocês...

Beijos

Rita disse...

Vanessa (desulpa por não ter respondido logo seu comentário) e Bárbara,

fico daqui torcendo para que os tratamentos da Manu e do Arthur também tenham um resultado tão positivo quanto estamos tendo com o nosso Arthur. Sei demais o quanto é difícil manter a determinação em alguns momentos, mas nestes casos a persistência traz recompensas valiosas. Boa sorte e contem comigo se quiserem trocar ideias.

Beijos!
Rita

 
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