Queridos leitores,




este post nasceu comentário e virou post. Não demorou muito, após abrir o formulário do post anterior com a intenção de agradecer por todos os deliciosos comentários, para eu perceber que precisava de mais espaço.

Em primeiro lugar, quero que saibam que adorei todos os "depoimentos", que cada comentário de vocês foi uma florzinha plantada em nossa Estrada, aumentando muito o valor que dou a este blog.  

Eu me deliciei com cada história. Como a Márcia, a Cláudia, a Ângela e a Ju, também fui amante dos gibis (Claudinha, você colecionou o álbum Lulu & Bolinha, com figurinhas fofinhas?). Nunca fui Miss, mas também li O Pequeno Príncipe, como não... E lendo os comentários da Renata e da Si eu quase gritei "Pollyanna, é claro!!" Nossa, praticamente uma revolução. Pollyanna foi o primeiro livro não-infantil que li com paixão de leitor dedicado, saboreando cada página. O Jogo do Contente ainda faz parte da minha rotina, em várias versões. A mais recente é o Jogo do Contente Aplicado aos Blogs: "putz, nenhum comentário.. podia ser pior: pelo menos ninguém xingou."

E o que dizer de histórias como as da Anginha, Nakereba, Sinara? Se bibliotecas reabertas, estantes com passagens secretas em um período marcante de nossa história e velhos livros resgatados com um elo de amor tão forte não renderem boas histórias, o que renderia? Pois então tratem de dar um jeito e registrar suas fascinantes experiências para os leitores futuros... Si, ainda assim, devo confessar que, para mim, o ponto forte de seu comentário  foi mesmo a referência à nossa leitura conjunta de Pillars of the Earth! Impagável!



E como fiquei feliz por Ângela ter voltado para nos brindar com a extensão de seu comentário e nos revelar a existência do quartinho subterrâneo. Um dia, Anginha, você vai contar essa história a seus netos, com alguns daqueles volumes em seu colo, misturados com fotos de sua infância e de seu pai. Falará de quando você ainda morava no Brasil, aquele país colorido, e de como seu pai se importou em proteger o que ele sabia ser um valioso tesouro. Seus netinhos vão ouvir de olhos arregalados e vão querer passar todas as férias aqui.

E olha aí O Ursinho Apavorado, mais uma amostra de como estamos sempre juntas - e, pelo jeito, nossos filhos também. No próximo encontro de Max e Arthur, eles vão poder trocar as edições e conhecer a outra versão, um no idioma do outro. [Em tempo: somente agora, meio dia depois de publicar este post, vi que o livro é outro, Anginha. Mas sem problemas, a amizade é a mesma. :-)]



Ju, a rasgação é normal, nossa chance de ensiná-los a proteger e cuidar dos livros. Uma opção pode ser comprar livros com material mais resistente. Esse da foto aí embaixo foi comprado quando o Arthur era ainda um bebezinho e está em excelente estado. O papel parece mesmo um plástico, é difícil de rasgar e superbonito. Mas também temos algumas histórias reconstruídas com durex e cola branca. São curativos nos personagens.



Renata, querida, que bom te ver por aqui! Também tive minha fase de romances açucarados, mas minhas mocinhas eram mais impetuosas, com seus romances impossíveis: eu li muitos volumes de Sabrina, Júlia e Bianca (lembram?) - que eu pegava na biblioteca do colégio de freiras onde eu estudava (!). Aí Jorge Amado me salvou. Mas não por muito tempo, porque também não resisti a Sidney Sheldon... ai, ai, bem que dizem que a gente se expõe muito na rede... Em minha defesa, digo que só descobri Garcia Marquez muito mais tarde.

Isabela, companheira de caminhada, não é uma delícia dividir com os pequenos algo que nos cativou há tanto tempo? Quando vejo o Arthur todo interessado nas fábulas que li quando pequena, viajo no tempo.

Cecilia, fiquei com vontade de conhecer o tal Serafina sem Rotina - porque às vezes tudo que um livro precisa para nos fisgar é um bom título, né? Nunca vou esquecer o dia em que saí da biblioteca do colégio toda ansiosa para chegar em casa e ler O Livro Proibido. O livro era péssimo, o título era pura apelação, mas li inteiro porque, afinal, ele era proibido.

Vocês falaram de livros e autores que passaram pela minha vida e outros tantos que ainda quero ler e poderíamos ter um blog só para falar de nossos livros favoritos, mas o faremos aos poucos por aqui, entre outros assuntos igualmente gostosos. E é claro que blogs não são livros, mas não consigo não dizer que estou que não me aguento por ver que pessoas que leram Hemingway, Dostoievsky e Marquez antes dos 16 anos, que são fãs de Vernes, que se encantam com a deliciosa mitologia das Brumas e que têm um histórico de leitura tão precioso, dedicam alguns minutos de seus dias para ler A Estrada Anil. Ah, vocês me deram um abraço enorme e nem viram. ;-)

Muito obrigada.

3 comentários:

Sinara disse...

Nós todos eh que somos abraçados com esse blog tão legal... Mesmo que eu demore a aparecer, essa eh uma das formas de ficar ligada a vocês, fisicamente tão longe... Ver as fotos das crianças, o livrinho do Arthur, que vi dentro da banheira, pelo chão, que li junto com ele... Ah... Ajuda a matar a saudade... Bjs!

Angela disse...

Nao precisa agradecer, voce eh que tem nos presenteado diariamente aqui com os seus posts!
Ah tambem li Sydney Sheldon (Bloodline, foi o primeiro livro que li em ingles) e pra falar a verdade lembro que gostei e provavelmente iria gostar novamente se lesse hoje (shame on me, mas fazer o que?). Ei, e esse livro do urso e do aviao, Max tem tambem. Ele nao conseguiu rasgar mas destacou as paginas (sigh...). Um grande beijo e tenha um otimo finde!!!

IsabelaRosa disse...

Agradecer...? Eu é que agradeço por minutos tão bem aproveitados, lendo teu blog.
Grande beijo e bom fim de semana.

 
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