Como eu me tornei parente do Herbert Viana

Alerta: este post contém cenas de tietagem explícita.



E eu aqui me achando a fã do Herbert Viana, só porque estou louca para assistir ao filme Herbert de Perto, como vocês viram nesse post. E aí, na semana passada, entre um suspiro de lamentação e outro pelo fato de o filme não estar em cartaz em nossa cidade, dei uma passada pelo site do longa. Naveguei aqui e ali e, entre outras coisas, vi lá o link para o tal concurso cultural que daria ao vencedor uma guitarra autografada pelo Herbert. Tudo que o candidato à guitarra autografa pelo líder da banda brasileira mais gracinha dos anos 80 tinha de fazer era gravar um vídeo contando qual a música dos Paralamas do Sucesso que mais tinha marcado sua vida, explicando como isso teria acontecido. 

Pois bem. Eu li aquilo, achei interessante e, por alguns segundos, imaginei quanta gente não teria algo para contar envolvendo uma música dos Paralamas...  E como o próprio Herbert assistiria aos vídeos para apontar o vencedor, imaginei-o plantado, por horas e horas, assistindo aos muitos vídeos que certamente invadiriam o site da promoção. Naveguei mais um pouco, e saí do site, xingando mentalmente a programação dos cinemas daqui.

Essa fui eu.

Já o Daniel Mesquini foi um pouco além. Ele navegou no site, achou a promoção bacana e resolveu participar. Gravou um vídeo muito maneiro e enviou. Aí o Herbert assistiu, gostou e ele venceu o concurso, simples assim. Hoje é o feliz proprietário de um troféu com cordas, com o qual, seus vizinhos esperam, vai fazer muito barulhinho bom. Como eu fiquei sabendo disso? Ah, então: o Daniel publicou um comentário muito legal no meu post sobre o filme do Herbert e eu quase caí pra trás. Eu trabalhei com o Daniel durante cerca de um ano, antes de ser removida para Floripa.

Aí me peguei pensando: se eu trabalhei no mesmo ambiente (a mesa dele era do lado da minha!), durante um ano, com o ganhador do concurso como-uma-música-dos-Paralamas-mudou-sua-vida, eu sou praticamente prima do Herbert Vianna, gente. Não sou? E além do mais, eu só mudei de cidade, mas ainda trabalhamos no mesmo órgão, não é Daniel? Gente, eu sou a irmã mais nova do Herbert.

Não deixem de conferir o vídeo! Ele me contou que agora tá todo sem graça, morto de vergonha. Que nada, Daniel, eu concordo com o mano Herbert. Ficou ótimo! Parabéns!! Arrebentou, garoto!
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Aí embaixo, a letra da música que, segundo o Daniel, mudou a vida dele.

Busca Vida

Vou sair pra ver o céu
Vou
me perder entre as estrelas
Ver daonde nasce o sol
Como se guiam os cometas pelo espaço
E os meus passos, nunca mais serão iguais
Se for mais veloz que a luz, então escapo da tristeza
Deixo toda a dor pra trás, perdida num planeta abandonado no espaço.
E volto sem olhar pra trás
No escuro do céu
Mais longe que o sol
Perdido num planeta abandonado
No espaço...
Ele ganhou dinheiro
Ele assinou contratos
E comprou um terno
Trocou o carro
E desaprendeu
A caminhar no céu
E foi o princípio do fim
Se for mais veloz que a luz
Então escapo da tristeza
Deixo toda a dor pra trás
Perdida num planeta abandonado
No espaço e volto sem olhar pra trás...

4 comentários:

Anônimo disse...

Bah, Ritinha, acho que também sou prima do Hebert! hehehe
Parabéns pro nosso colega, que sempre se mostrou muito talentoso, nunca esquecerei do desenho que ele fez do funeral do Chupinha, meu cachorrinho de rua, apesar das lágrimas e da dor que estava sentindo no peito, não consegui me conter e comecei a rir quando ví o desenho do tal "funeral". Que figura! Valeu Mesquini

190604 disse...

Ou gente, muito bacana é dividir com todo mundo esse prêmio., sabe que foi mais ou menos assim que eu me senti também hehehe.. meio que "da familia" do cara.. desses que vai chegar num show dele e dizer "sou eu... o da guitarra" rssss como sempre ta show o texto Rita, parabéns, valeu Rê e a nós todos da familia agora.

Anônimo disse...

hehehehe
Saudades Rê, Ritinha, Marina, Jô, Karin! Nos que ficamos aqui...
Rê, mas a melhor do Daniel, depois desse "chute no saco" é claro, foi aquele ofício falsificado que indeferiu de plano a tua remoção para Floripa, lembra? Aquela pegadinha sim foi inesquecível!
Bjk, Sara

Anônimo disse...

Nossa Sara! Aquela, sim, foi inesquecível, pensei em mencionar, mas sem brincadeira, toda vez que conto pra alguém como aconteceu fico emocionada. Foi perfeita, o cara é mesmo criativo... (né Sr. Mesquini, com esse jeito quietão, mas sempre surpreendendo) Lembro dele com aquela cara de desinteressado, quase parecendo um surdo invisível, mas ouvindo todas as fofocas da mulherada do cart - hahahah. Merece duas, quatro, dez guitarras - Parabéns, mais uma vez.
Saudades também, Sara!
bjss

 
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