Namasté


Nunca fui fã de academias de musculação. A repetição me enfada: 1, 2, 3.... 30. O outro bíceps: 1, 2, 3... 30. Depois o tríceps: 1, 2, 3... 30. Cuidado, não esqueça o supino declinado para dar ênfase ao peitoral. Uaahhhh, que sono. Também não gosto da onipresença dos espelhos com seus respectivos Narcisos. Tédio, tédio. E o que dizer da trilha sonora... zzzzzzzzz. Juro que já tentei. Algumas vezes até, mas já superei essa fase, não me engano mais.


Não, obrigada.


Naturalmente, reconheço a importância dos exercícios para nossa saúde e gosto de esportes, mas penso que não é por ser importante que a prática precisa ser o maior sacrifício de nossas rotinas. Então sigo em busca de algo que me dê prazer e que me impeça de virar uma gelatina cansada.

Certo tempo, persistente em minha busca, frequentei aulas de jazz e aí já não me incomodavam os espelhos. As repetições eram desafios lúdicos, não sacrifício. Os tombos, então, pura diversão. Mas Murphy não dorme no ponto e menos de dois anos depois, quando eu já estava quase me sentindo uma bailarina, minha turma se desfez, nossa querida professora foi embora e, pouco depois, a academia de dança fechou suas portas. Canseira, viu? Até tentei os bíceps e tríceps de novo, mas o que já era ruim antes da dança virou tortura comparando-se à leveza dos rodopios.

Parecia mesmo que gelatina era meu destino. Até que descobri a yoga. Alegria, alegria. Enfim encontrei uma fórmula quase mágica de cuidar do corpo sem precisar olhar para o espelho ou contar até 30 – mil vezes. E, de quebra, cuidar da concentração, da respiração, da capacidade de ouvir o silêncio, da postura, do equilíbrio (incluindo o corporal). É verdade que resisti no início, tinha uma noção equivocada de que yoga era algo “lento demais”, “suave demais”, que eu dormiria no primeiro oommm. Mas sou muito grata à boa amiga que insistiu (thanks, Si) e me fez experimentar algo que mudaria para sempre meu conceito de exercício físico. Agora sei que posso trabalhar a musculatura de todo o corpo em cada postura, que persistência não significa necessariamente repetições enfadonhas e que respirar corretamente e alinhar a coluna podem fazer muito por nossa saúde. Surpreendi-me com o poder das posturas e adotei a prática da yoga como aliada do meu bem-estar, algo que pretendo manter por toda a vida.... se Murphy deixar. Porque, obviamente, cerca de dois anos depois de iniciar-me no mundo dos ásanas e mantras, o espaço onde pratico yoga substituiu a aula que eu frequentava – no único horário que tenho disponível, registre-se – por aulas de pilates. Ai, que sono. Não quero pilates. Quero yoga. Não, agora não tem.





Tenho feito o que posso. Matriculei-me na natação e tenho lutado bravamente contra o impulso de parar. Mas a verdade é que não quero nadar. E agora não se trata mais de querer fazer yoga para manter a forma. Agora gosto de yoga e quero fazer porque é bom, muito bom. Mas agora não dá.

O que será de mim?



Destino?


6 comentários:

Anônimo disse...

Querida amiga,

A gelatina é divertida e colorida mas decididamente não se parece com você.
Você se parece mais com um moranguinho...
Procure outra academia, vá atrás da yoga em outras praias e em outros horários.
O "x" da atividade física saudável é o prazer da prática. Não nade se não quer nadar...
Falei o óbvio, né?

Beijo,
Marcia

Marina disse...

Exagerada...eu sou mesmo exagerada! Até parece que a música foi feita pra vc amiga.
Gelatina, vc? Faz-me rir...
Corpinho de violão, cinturinha de bailarina, cabelo estilo Gisele Bündchen... ai, ai, ai (lembra?)
Ritinha, não desiste não. Atividade física é tudo de bom. Eu tô desesperada para voltar à rotina, mas ainda não posso.
Beijos.

racheldacosta disse...

eu to precisando entrar em uma cademia, preciso perder 10 kilos e minhas costas esta acabando comigo. O caso é exercio já. Mas quem diz q eu gosto? marido fala todo dia, mas me finjo de morta...kkkk
bjos e força!

Angela disse...

Ai esse post vai acabar causando outro livro! VOu voltar depois quando tiver menos empolgada.

Ana disse...

Oi Rita!!
Sabe q eu tbem gosto de Yoga, a principio tinha a mesma ideia q voce, de q era parado demais, mas depois de praticar algumas vezes tbem cai nas gracas. Mas olha, tente pilates, eh bem legal tbem!
Eu fiz 1 aula de yoga e achei q ia dormir, ai passei p/ pilates, fiz um bom tempo e curti muito, agora acho q estou mais calma e comecei me aventurar na yoga de novo, eh um exercicio otimo p/ o corpo e relaxante p/ a mente, dificil achar algo melhor q isso ne?!
Ve se nao tem outra academia por ai, ou junta a turma q fazia a mesma aula com voce e vao la pedir p/ eles trazerem de volta a aula naquele horario, sei la ne, eh uma ideia!
Beijos e obrigada pela visita no meu cantinho!
Ana

Angela disse...

A empolgacao foi a intensidade da feeling de que esse blog reaproximou as nossas rotinas (o que era dificil de se fazer dada a nossa situacao, apesar do fato obvio de que nossas vidas continuam sempre proximas).
Fiquei muito feliz quando experimentou a yoga. Lembro que por volta de um ano depois de ter comecado a praticar (ha uns sete ou oito anos atras) dividi a minha descoberta com voce, que estava procurando uma atividade fisica. Mas lembro voce ter falado que nao ia dar, que precisava de algo com mais acao... Te falei que a yoga tinha acao demais, se voce escolhesse mais effort than ease, ao inves de balanco. Mas estavas fechada, entao nao elaborei e torci para que um dia a vida te presenteasse com essa viajem infinita as coisas simples (e complexas) que nos rodeiam e ao nosso mundo interior, tao rico e que parece nao ter limites...
Quanto a lei de Murphy, nao vou nem te contar. Na proxima vez que nos encontrarmos, pergunta a Pete o que o Murphy faz comigo! So nao mexeu com a minha yoga, ate agora... Quanto a tua, procura seu mestre/mestra e quem sabe nao rola aulas particulares?

 
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