Lá fora

Na frente da nossa casa tem um ipê, assim me disseram. Meus dois anos do abandonado curso de Agronomia não me serviram nem para aprender a identificar um ipê, shame on me. Então, até prova em contrário, tem um na frente da nossa casa. É uma árvore adolescente, ainda não há flores em sua copa. Li em algum lugar que os ipês florescem entre os cinco ou sete anos, em média – o nosso deve estar com pouco mais de quatro.


A cada ano, antes da floração, os decíduos ipês se despem de todas suas folhas para que as flores tragam seu charme sem concorrência. O espetáculo é conhecidíssimo em nosso país porque, em algumas coisas, o Brasil é um país de muita sorte. Os ipês abundam por aí e não é difícil avistar suas enormes cabeças coloridas nos espiando passar.

Já vimos o nosso se desnudar duas vezes, mas, por enquanto, nada de florzinhas ou queixos caídos. Caídas, por ora, só as folhas que forram nossa grama e dão pantufas às amigas palmeiras.




Hoje fitei os galhos seminus de nosso ipê e, de novo, torci muito para que à revoada de folhas secas sobre a calçada sigam-se pétalas, sépalas e estigmas. Por enquanto, contento-me com o singelo jardim da infância que protagoniza o colorido de nosso jardim. Afinal, é setembro, ainda que algumas árvores se comportem como se fosse outono. Os adolescentes são mesmo uns rebeldes.


1 comentários:

Marina disse...

Amiga, que fotos lindas!
Além de escritora e cozinheira, vc está se especializando em fotografia?
Ritinha 1001 utilidades.
Soube que vc está de férias, mas, se tiver um tempinho, venha tomar um café comigo e com o João Vitor.
Saudades.
Marina.

 
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