Julho, é você?

Enquanto abraça a mata e cessa a sede da flor,
Também atrasa trens, desmancha cabelos, adia passos.
A chuva é dúbia. Parece gente.


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Adivinha quem também entrou de férias!? O sol.
:-(

O inverno simplesmente não quer ir embora. Desde que guardamos os saltos e as gravatas não vimos mais a carruagem de Apolo. E mesmo que nossa programação na primeira metade de nosso curto descanso em nada dependa das condições climáticas (não é preciso céu azul para se trancar em casa assistindo Lost ou para ficar na cama até as dez da manhã), é dureza olhar para a janela por uma semana inteira e sempre ver o mesmo tom.

Quem me viu, quem me vê. Normalmente gosto muito do friozinho e da chuva. Gosto do barulho da água no telhado, do ar limpo e renovado, do clima aconchegante que nos convida a tarefas simples e adoráveis, como tomar um café bem quentinho, com meias nos pés e conversa fiada. Mas dois fatores têm contribuído para minha espera um tanto ansiosa por uma primavera de dias mornos. Em primeiro lugar, a tal gripe que, se não nos contaminou pelo vírus, afetou nosso sossego. E, em segundo lugar, a lembrança ainda fresca das intermináveis chuvas do ano passado que culminaram naquelas catastróficas enchentes de novembro. Depois de seis dias de chuva, rogo a setembro que se faça ouvir e, dessa vez, traga cor, luz e passarinhos. Eu gosto de chuva. Mas, convenhamos, Floripa exagera.

1 comentários:

Angela disse...

Poesiasinha linda. Tava inspirada heim? Parabens!

 
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