Brincando de fazer festa


Na próxima sexta-feira minha filhota completa dois anos de peraltices. E eu estou com dor de cotovelo.

Com exceção do 1º aniversário do meu filho mais velho, hoje com quatro anos, tenho me encarregado da decoração das inevitáveis festinhas. Gosto de fazer as recepções em nossa casa e me divirto muito com os preparativos que, por causa da correria nossa de cada dia, chegam a tomar meses. Geralmente trabalho até a madrugada cortando papel, pintando madeira, desenhando no isopor, cortando moldes em E.V.A., mexendo com crepom, fazendo florzinhas de quilling. No início, contentava-me em comprar a decoração e somente montar do meu jeito. Depois passei a confeccionar tudo que compõe o cenário, além das lembrancinhas e outros badulaques, sem esquecer de encher milhares centenas (menos, menos) de balões na véspera da bagunça-mor. Passo horas imaginando como ficará o cenário depois de montado, e às vezes desconfio seriamente que me divirto mais que eles (não, pensando bem, certamente não chega a tanto, eles são bons de diversão).


A última empreitada se deu em torno da festa do Peter Pan, em maio passado. Trabalhei no tema durante dois meses. O resultado foi uma espécie de Terra do Nunca de papel que serviu de cenário para nossa trupe fantasiada de Capitão Gancho, Peter Pan, Sininho e Wendy. Foi tudo muito bom, mas confesso que fiquei exausta. Para inserir a montagem de uma festa em meio à nossa já entupida rotina é preciso disciplina e pouco sono. Então depois que a Terra do Nunca estava devidamente destruída em meio a milhões de papéis de bala e balões estourados, prometi a mim mesma que daria um tempo no que minhas amigas chamam de “Rita Festas” e decidi que o segundo aniversário de Cachinhos Dourados seria comemorado com uma festa pronta, encomendada com tranquilidade, dormindo bem.


Daí que no mês passado, em meio ao inverno, à otite-laringite-bronquite-ite-ite-ite que pegou de jeito a minha pequena e às recomendações da escola para que boicotássemos festinhas (por causa da famigerada gripe), resolvi não fazer festa nenhuma. Mas julho se foi, agosto passou e agora quero festa sim, tadinha! E aí veio a dor de cotovelo. Não preparei nada. Devo confessar, porém, que, apesar do vazio pela ausência da oficina de papel no meio da sala, sei que fiz a escolha certa. Ando envolvida com outros projetos e não dá pra abraçar o mundo com as pernas, right?


Então fica combinado assim: a festa acontecerá atrasada, em outubro, encomendada da silva. Na próxima sexta-feira a gente improvisa um parabéns para celebrar a presença da pequenina em nossas vidas. E eu mato a saudade da bagunça olhando as fotos “antigas”.


p.s. Todas as fotos da festinha do jardim são do 1º aniversário da minha filha. Peter Pan foi o tema dos 4 anos do meu herói (mas não se enganem, ele quer crescer, sim). Estou vasculhando meus baús em busca da revista de onde tirei o modelo para o barco-convite e, assim que achar, ponho os créditos aqui. As florzinhas de E.V.A. coladas na parede foram compradas prontas - eu as incrementei com carinha e cabelos; os porta-retratos foram comprados prontos, apenas pintei e decorei com papel e adesivos de scrap. O restante da decoração, fiz tudinho. Os docinhos não fiz, mas comi tudinho.

1 comentários:

kaka disse...

Lindos! Saudades....

 
©A Estrada Anil - Todos os direitos reservados. Layout por { float: left; }