Sushi surreal

Há alguns bons anos, quando minha amiga Ju voltou do seu ano de estudos e baladas no Japão, falou maravilhas da culinária da terra do sol nascente. Naquela época, os sashimis ainda passavam longe do meu prato, de modo que não dei muita bola para os depoimentos da Ju. Mas lembro que, diante de algum olhar desconfiado que devo ter lhe lançado, ela argumentou algo do tipo “há muito mais na culinária japonesa do que sushis e sashimis!”. Certamente que há, Ju, mas vou te contar uma coisa: nem precisava, viu? Porque os bolinhos de arroz e as fatias de salmão já formam um ótimo pretexto para irmos jogar conversa fora lá na casa da Lina e do Sérgio (lembram do lugar? V. Fondue no bllllog).


Eu já falei aqui que as reuniões no apartamento deles têm seu lugarzinho ao sol, né? Pois bem, ontem lá estávamos nós, muito bem acomodados, muvucando a cozinha do casal, espalhando nossas conversas pelo ambiente e, claro, alegrando a vida dos vizinhos. Durante horas usufruímos da deliciosa recepção cujos preparativos duraram o dia inteiro para a Lina. Para mim, foi um dia inteiro de espera ansiosa porque sempre que agendamos “o sushi”, já acordo sorrindo.

Eu só penso nisso.
Mas, para alívio de nossas consciências, a Lina contou com uma ajuda de peso ontem. Enquanto eu tocava meu dia pensando nos makis e nigiris, a Lina recebia em sua cozinha um experiente sushiman, que preparou as delícias das fotos que ilustram este post e já me deixam com água na boca de novo. E antes que algum leitor nos chame de folgados, saibam que também preparamos os nossos próprios sushis de vez em quando e curtimos muito o ritual todo. Mas, convenhamos, poder contar com um sushiman para esmagar, enrolar, cortar, moldar e dar dicas preciosas é bom também. E quando ele é um legítimo samurai, tanto melhor. :-)


Eis o nosso sushiman samurai. De verdade, gente, juro. Ele veio num barco de rodas.

Como o primeiro sentido a se alimentar com as delícias japonesas é a visão, vocês podem aqui usufruir um pouco daquilo de que o nosso paladar se apoderou ontem. Mas não posso deixar de registrar que é uma pena que vocês não possam também alimentar os ouvidos com as histórias surreais que envolveram todo nosso ritual na noite passada. Não sei se pela presença dos antepassados do Serginho que, certamente, abençoam nossas reuniões cheias de admiração pela culinária deles; não sei se pelo clima perfeito para histórias fantásticas que uma noite chuvosa sempre proporciona; talvez tenha sido a miscelânea de convidados que incluía um professor “demônio” e um especialista em caçar tatus; não sei. O fato é que nossa comilança se deu em meio a contos de dar inveja ao Gabriel Garcia Marquez, envolvendo supostos barcos sobre rodas, jangadas metalizadas e uma exótica modalidade de pesca de tubarões com pranchas de surfistas controladas a distância. Não, caro leitor, não tente entender.
Apenas observe.






Saionara.
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Em tempo - Ao Claudemir, nosso verdadeiro sushiman: é uma pena que você não tenha podido estar conosco para que pudéssemos agradecer pessoalmente pelas delícias que lindamente preparou. Fica aqui o registro e a torcida para que, na próxima vez, você desfalque o time do restaurante onde trabalha e junte-se a nós. Arigato.

3 comentários:

Claudia Serey Guerrero disse...

agua na bocaaaaa mesmoooooooo :P

Anônimo disse...

Huuum, água na boca mesmo!
É verdade que a comida japonesa é bem diversificada, a cada estação do ano um cardápio próprio e delicioso, mas sushis e sashimis têm o seu lugar ao sol, são maravilhosos!!!
ET: ano de estudos, baladas só de vez em quando viu gente?
beijos,
Ju

larissa disse...

Deve ter sido um encontro e tanto pra ter conto s comparados aos de Gabriel Garcia Marquez, precisa ser no mínimo fantástico!

 
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