O Super Amigo

Justa homenagem

Todos as noites meu filho ouve uma história antes de dormir. É certamente um dos momentos mais empolgantes na deliciosa rotina de infância do meu pequeno Peter Pan. O ritual muitas vezes começa já na sala, com a escolha da aventura que abrirá espaço para os sonhos que virão mais tarde. À pergunta “que história você quer ouvir hoje?” seguem olhinhos voltados para o teto, escolhendo dentre a população de bruxos, heróis, príncipes e bichinhos da floresta quais levar para a cama. E seja João e o Pé de Feijão ou a Girafa Voadora (historinha que o papai inventou), a narrativa é sempre ouvida com atenção de bom aluno e um par de olhinhos brilhantes.

Algum desavisado diria que a empolgação vem da boa chance de adiar a hora de ter de apagar a luz e dormir. Mas disso eu sei mais e o motivo é outro. A hora da história é a última chance do dia de ficar bem pertinho do papai. E aí não tem pra ninguém, nem pra mim. Ninguém conta história como o papai Ulisses; mamãe não narra como ele, imitando vozes e fazendo efeitos de luz e sombra.

A história contada na cama, com o quarto envolto em meia-luz, é o último momento de cumplicidade desses dois inseparáveis, mas há muitos outros ao longo do dia. Ah, sim, porque ninguém dá banho como o papai. Ninguém aplica o remédio como o papai, que também é quem amassa melhor a banana, mexe o Nescau de forma especial e tem um método imbatível de preparar pão com queijo.

Mas, acima de tudo, ninguém brinca como o papai Ulisses, ah, não. E aí, como não ser louco por um pai que é o Capitão Gancho, o Gigante, o alienígena, o Coringa, o Mister Maker? Que inventa histórias, narra corridas impossíveis, monta navios e palcos no meio da sala? Que brinca na mesa, no banho, no carro, no sofá, na banheira, na cama? Que corre a casa inteira, transformando os filhos em aviões movidos a gargalhadas absolutamente deliciosas? Que é gangorra, escorregador e trampolim? Que pendura, sacode a carrega na “cocunda”?

A pequena segue pelo mesmo caminho e não há quem a tire do colo do papai, e quem há de culpá-la? É ele quem sempre ganha o primeiro abraço no retorno para casa e é também o ganhador do último beijo na hora da saída. A preferência descarada e explícita poderia me causar ciúmes, mas, antes, enche-me de orgulho e alegria em ver que meus filhos têm no pai uma figura mágica, um parceiro que faz muito mais que cuidar, proteger e educar: dedica-se aos filhos.

Sendo assim, qualquer data pode passar despercebida aqui em casa. Podemos até esquecer de comemorar o Natal, se estivermos muito distraídos brincando de Peter Pan ou assistindo qualquer coisa no Discovery Kids. Mas desde que meus filhos nasceram, o Dia dos Pais ganhou para mim status incomparável. É mais que aniversário, mais que réveillon. Meu gatinho é ótimo marido, ótimo filho, ótimo irmão, grande amigo, pessoa justa e de coração enorme. Mas é no papel de pai que seu brilho transborda e podemos ver suas maiores grandezas.


O Super Trio

Toda hora é hora do papai aqui em casa. Mas hoje é um dia bom porque, de um jeito ou de outro, a gente fala disso.

Parabéns, papai Ulisses. Obrigada, meu amor.

3 comentários:

Anônimo disse...

Oi Rita, fazia algum tempinho que não acessava seu blog, uau, sua estrada está "a mil", perdoe o trocadilho, heheh... Amei o texto do dia dos pais, que lindo, parabéns ao Ulisses e às crianças, pelo pai dedicado que elas tem.. Certamente esses momentos irão se eternizar na lembrança dos pequenos e refletirão no vida de adultos mais seguros e felizes. Beijos, continue nos brindando com seus textos deliciosos.. só não vale postar mais fotos de sushis e sashimis, é covardia com as grávidas...
Carol

Angela disse...

Parabens Ulisses!! Voce realmente eh um pai impar de filhotes muito sortudos. Um grande beijo, voce merece cada linhazinha dessa homenagem!

mila disse...

Amiga,
Que pai maravilhoso, voce tem toda razao de fazer tal homenagem! Parabens, Ulisses!
bjs,
Mila

 
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