Friends - risadas e tosses


Em algum momento entre os anos 2002 e 2003, eu me viciei na série norte-americana Friends. Mal chegava do trabalho, ligava a TV na Warner e ria com as piadas novas e também com as velhas. Àquela época, o seriado já tinha oito ou nove anos e caminhava rumo à temporada final, levada ao ar em 2004. Eu conhecia Friends desde 1998, mas somente anos depois a série entrou na minha rotina, virou assunto para mim.

Assim que o vício se instalou, tratei de compensar os anos de defasagem com locações das temporadas completas e passava horas assistindo-as de um só fôlego. Depois da despedida em 2004, segui assistindo as infinitas reprises da Warner. Tinha as minhas favoritas, mas me divertia até com as mais antigonas, que me pareciam cada vez mais distantes e, de alguma maneira, tipicamente anos 90 – o que quer que isso signifique. Assistia as sequências malucas da Warner, que costuma exibir um episódio da oitava temporada, seguido de dois da quinta e mais dois da décima. Talvez seja uma lógica estranha seguida pelos organizadores da grade do canal, mas desconfio que eles sabem que podem se dar ao luxo de exibir qualquer episódio em qualquer dia porque sempre haverá um saudosista de plantão, pronto para dar a mesma risada novamente.

Hoje em dia, quando consigo dar uma espiada em um pedacinho que seja de um ou outro episódio, nem dou mais tanta risada assim, para falar a verdade. O fato de saber o que vai acontecer em seguida, em se tratando de comédia, muitas vezes trava o gatilho da graça. E o fato de saber os diálogos decorados, mais ainda. Mas isso nem de longe tira meu prazer em assistir Friends. Gosto de ver o porquê das minhas risadas de alguns anos atrás e sempre me divirto com aqueles seis seres completamente sem noção.

Hoje, particularmente, passei o dia lembrando da Phoebe, no episódio em que ela fica rouca por causa de um forte resfriado e teme pelas suas (péssimas) apresentações musicais na lanchonete Central Perk (que, olha só, é uma franquia de verdade: http://www.centralperk.com/). Até que ela percebe que sua voz rouquíssima soa super sensual e decide apostar em caras e bocas para explorar seu novo “recurso” vocal. Mas eis que o resfriado vai embora e Phoebe se desespera por não soar mais tão sexy – como, afinal, entoar um bom blues sem sua fantástica rouquidão? O episódio segue com Phoebe apelando para todo tipo de absurdo para se manter resfriada e garantir o que ela acredita ser sua melhor "performance".

Já eu ando louca para recuperar minha voz que a faringite resolveu levar embora, para que eu possa voltar a cantar para minha pequena dormir (ela não pede um blues, pede a música do miau, do timbu, do papel, do au-au). E além disso, não estou nem um pouco mais atraente com essa voz de Batman e essa tosse de cachorro. Humpf. Só a Phoebe mesmo.

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