Amamentar, se der (Parte 1)



Ontem, enquanto cantava para minha nenê dormir, fiquei observando como ela está enorme. Como hoje, com um ano e nove meses, é tão diferente daquela coisinha que nasceu com 3,200kg e que chegou a pesar 2,700kg após os primeiros dias de jejum, enquanto eu lutava para acertar o passo na amamentação, mais uma vez.

Durante minha primeira gravidez, cumpri todo o ritual das mães de primeira viagem: comprei e li – de capa a capa – a bíblia das grávidas (O que esperar quando você está esperando, de Arlene Eisenberg), matriculei-me em um curso de grávidas e, durante nove meses, castiguei meus mamilos com massagens diárias feitas com bucha vegetal e nenhum dó, tudo para prepará-los para as muitas sugadas que eu assistiria com um sorriso no rosto e aquela cara de céu que têm as mães que ilustram os cartazes das campanhas de amamentação. As mamadas seriam embaladas em uma cadeira de balanço suspensa nas nuvens, imersa em ambiente diáfano, enquanto os olhinhos de meu bebê saciado me olhariam com ternura e agradecimento, selando para sempre um vínculo indestrutível, desde seu primeiro dia de vida. Ah, a amamentação! A glória da condição materna.

Aí meu filho nasceu e não quis sugar. Nasceu forte, com quase 4 quilos, perfeito e com fome, mas não sabia sugar. Lembro que, nas primeiras 48 horas, meu marido e eu nos agarramos ansiosamente à idéia da tal reserva com que nascem os bebês e tentamos manter a calma, acreditando que nas horas seguintes algum milagre aconteceria e ele mamaria como todos os bebês (eu achava que todos os bebês nasciam mamando, menos o meu). E até que era fácil manter a calma naqueles primeiros dias, porque o colostro não deixava meus seios doloridos e eu não tinha noção do que me esperava no terceiro dia. E nem podia ter, já que tinha zero experiência e não tinha lido ou ouvido nada a respeito. Só tinha lido e ouvido que o leite viria, o bebê mamaria e eu sorriria feliz envolta na atmosfera translúcida.

Quando o leite chegou e eu me transformei em uma espécie de Cicciolina, com meu filho firme em sua decisão de não sugar, vieram junto a dor e o desespero. Não recebi alta da maternidade, já que não podia ir para casa sem conseguir alimentar meu bebê, e os dias que se seguiram foram de terror, com as enfermeiras se revezando em massagens torturantes que me causavam muito sofrimento e nenhum alívio. O empedramento tornava a já difícil sucção do meu bebê uma tarefa impossível. O alívio veio das pontas dos dedos de uma enfermeira experiente e tranquila, que substituiu as nazistas e me apresentou a uma massagem eficaz e indolor, fazendo o leite finalmente fluir livremente e dando início ao tão esperado ciclo que alimentaria minha criança. Emocionada e profundamente aliviada, consegui me entender com a boquinha do meu pequeno e, no final do quarto dia de vida, ele mamou pela primeira vez. Era meu primeiro Dia das Mães e eu não poderia ter recebido presente melhor.

Mas a verdade é que eu ainda passaria um bom aperto diante da culpa absurda por não ter leite suficiente para alimentar meu bezerro faminto, e hoje, quatro anos depois, pergunto-me porque hesitei tanto em oferecer-lhe outro leite. Lembro-me com incômoda nitidez da sensação de derrota que aquela lata de Nan me causava. Mas foi o Nan, e não meu leite, que me tirou do pânico de não vê-lo ganhar o peso devido e me fez finalmente relaxar. Nunca tive leite suficiente para meu primeiro filho. Durante todo o período que o amamentei, por cinco meses, ele precisou de fórmula como complemento. E não havia nada de errado, nem comigo, nem com ele.

A cegonha anda a mil por aqui e tenho várias amigas que acabaram de se tornar mães ou que o farão em breve. Eu espero que tenham acrescentado essa lição em seus livros e cursos de grávidas: talvez você precise de outro leite para alimentar seu filho. Se isso acontecer, não se culpe, você não é menos mãe por isso. E talvez o início seja muito difícil e você precise aprender a preciosa arte de massagear sem causar dor. Informe-se a respeito antes de precisar.

E, se for o caso, nada impede que você providencie uma iluminação de sonho, se quiser, para aqueles momentos deliciosos em que oferecer a mamadeira a seu filho. Garanto que ele vai te olhar agradecido e saciado.

35 comentários:

Claudia Serey Guerrero disse...

Rita, adorei teu post, até hoje ainda me culpabilizo um pouco!!! antes de engravidar sempre escutei aquela estoria "toda mãe tem leite suficiente, basta querer"... e eu acreditava nisso, por isso nem pensei tanto à respeito, eu iria amamentar e pronto. Nem mamadeira havia comprado! Porém, eu também nao tive leite suficiente, o meu bichinho chorava muito e perdeu muito peso... ai passamos para o complemento. Tristeza total, eu comia cereais, homeopatia, cerveja sem alcool, etc. Enfim so consegui amamenta-lo até os 3 meses e meio(amamentação mixta: peito, mamadeira, peito). Além de saciar a fome do petit, a mamadeira permitiu ao pai de participar ainda mais :) beijos, Claudia

Anônimo disse...

Ai, Rita,como tb padeci com a amamentação (toma plasil, chá da mamãe da welleda, tintura de algodoeiro, água de coco, chás de todos os tipos, além de todas as restrições alimentares por causa da horripilante cólica)esse post me fez lembrar das agruras que passei e, por certo, ainda irei passar com a pequena que virá... A magia da mãe linda, serena, de banho tomado e roupão cheiroso amamentando seu bebê calmamente, acho que só nas revistas e livros para gestantes, e somente servem para nos deprimir qdo a realidade é bem diferente...
Carol

Angela disse...

Como te falei, as minhas duas experiencias de amamentacao tem sido completamente diferentes. A primeira que durou onze meses foi de muito esforco e algumas vezes sofridas. A segunda, agora no sexto mes, esta no piloto automatico e extremamente prazerosa. Ambas as vezes persisti por que acredito sim, para a indignacao de algumas maes, que a maioria de nos temos leite, basta o nene estimular corretamente, ou caso isso nao aconteca, se uma bombinha adequada o fize-lo.
Entre os anos que se passaram entre meu primeiro filho e a segunda, tirei algumas conclusoes sobre a primeira experiencia, e resolvi fazer algumas coisas diferentes da segunda vez. Acredito que combinacao cada item mencionado abaixo, no meu caso, mudou o resultado. Estou postando aqui, em ordem de importancia (no meu caso) pois pode ser que ajude alguma mae, apesar de bem saber que cada caso eh um caso e as vezes o negocio nao engata mesmo.
- Deixar a nene acampada no peito durante as primeiras seis semanas, independente de quao longas forem as estadias. (Com a ajuda do creminho milagroso Lasinoh para o peito aguentar a barra). Ao inves de dar a chupeta, deixei o bebe chupetando em mim mesmo, o que estimulou o leite.
- Nao acordar a nene de duas em duas horas como o medico mandou, por terem nascido (o primeiro e a segunda) cedo e minusculos. Na segunda filha, deixava ela dormir tres (as vezes quatro) horas, e essa horinha extra de sono dava energia para ela mamar com gosto, ao contrario das leves e delicadas sugadas do meu primeiro nene que vivia sendo acordado e ficava muito sonolento para mamar.
- Durante as primeiras semanas, dar de mamar sozinha, no meu quarto, sem distracoes. Olhando para a nene, e nao para a televisao. Em silencio, e nao ao telefone. Cheirando a nene, olhando ela, relaxando.
- Prestar super atencao ao "latch", e corrigi-lo repetidamente e religiosamente (com meu primeiro filho nao percebi que o latch estava errado, ate que fui a profissional de lactacao, isso ja depois de passado um mes). Essa eh a parte que para mim sempre foi extremamente! dificil.
- Dormir quando a nene esta dormindo. Descobri o quao eh essencial estar descansada para a producao do leite (tanto que o padrao de muito leite de manha e bem menos a noite eh super normal).
- Beber toneladas de agua (que detesto, por sinal).
- Nao pular refeicoes, independente de quao ocupada esteja.
- Pesar (se tiver balanca de alta precisao disponivel) a nene antes e depois, o que nos primeiros tres meses me ajudou a entender quando ela precisava mamar mais.
Mas se o negocio nao der certo mesmo, desmamar com uma bombinha do tipo da Medela e se deliciar com o fato de poder compartilhar o nene com outros ja que podem dar mamadeiras! 
Ok, acabo aqui o meu livro… FIM.

Anônimo disse...

Rita, adorei esse trecho em especial: "aquela cara de céu que têm as mães que ilustram os cartazes das campanhas de amamentação"!
Acho que toda mulher sonha com isso!
E a foto... que coisa mais amada!
beijinhos
Cecilia

Bau disse...

Rita, seu relato me fez voltar no tempo e lembrar os dias e noites de tortura e choro (meu e dos meninos) por falta de leite, excesso de leite, cansaço, tensão, trabalho (nessa época eu era profe particular, não podia deixar de trabalhar!!!), febre, dores etc. Amamentar é bom para o bebê e para os seios quando possível, você o disse bem. Suas histórias são uma delícia de se ler! Beijos! (pois é, moro em Floripa, vc também,não é? vi no seu perfil!!! Vamos entrar em contato, moro no Rio Tavares e trabalho na Unisul!)

Vivien Morgato : disse...

Meu filho passou um dia sem mamar, mas eu não sabia...achava que ele estava mamando, pois era marinheira de primeira viagem.
NO dia seguinte o leite "desceu", como dizem, e eu virei um peito com uma mulher atrás: uma coisa de louco.
Intelizmente, mesmo tendo leite e amamentando, tive que utilizar uma medicação pesada que impossibilitava a amamentação. Ele tomou Nan e eu joguei fora (!!!!) o leite que retirava com um aparelhinho horrivel...;0(

Rita disse...

Olá, meninas.

Tão bom ver esses posts sobre amamentação visitados novamente. E sabe o que é engraçado: revendo-os agora, senti um certo temor de que alguém entenda que não dou total apoio à amamentação - por causa da ajuda do NAN e tal. Na verdade, e eu espero que isso tenha ficado claro nos textos, sou forte entusiasta da amamentação, fiz de tudo para amamentar meus filhotes (e fico muito feliz por ter conseguido), mas não posso, honestamente, partilhar do discurso de que toda mãe tem leite suficiente para amamentar seu filho. Para muitas mães, a produção de leite só atende a demanda do bebê após algumas semanas e não acho justo forçar os pequeninos a um jejum quando há outras opções. Meu filho mais velho não largou o peito por causa da mamadeira e tomou os dois durante todos os meses em que mamou; minha mais nova largou o peito sem nunca ter posto uma mamadeira na boca - cheguei a ficar duas horas "dançando" e me retorcendo com ela no colo para que ela aceitasse pôr a boquinha no bico do meu seio e nada, ela não aguentava mais sugar sem comer. A mamadeira saciou sua fome com NAN em um primeiro momento e com meu leite logo depois e exclusivamente por 7 meses (falo disso no Amamentar se Der, Parte II). Enfim: se há leite, não há porque não oferecê-lo à criança; mas se não há, culpar as mães e taxá-las de acomodadas ou coisa que o valha é cruel. Será que ficou claro?...

Beijos, meninas, bom demais vê-las por aqui!

Paloma, a mãe disse...

Rita, acabo de descobrir o seu blog (por este post) e me identifiquei completamente. Eu poderia ter escrito este texto. Passei por todas as dificuldades que vc passou e até piort (minha filha foi internada com desidratação) e acho que não dá para endossar esta idéia de amamentação celestial, que é super natural, fácil e maravilhoso sempre.

Rita disse...

Oi, Paloma.

Lembro bem que o pediatra me falou que meu filho mais velho corria o risco de se desidratar se eu não conseguisse aumentar rapidamente a produção de leite (eu tinha muito pouco mesmo). Foi uma das coisas que me levou a apelar para o NAN. E aí quando ele passou a ganhar peso, relaxei e o leite veio. Pronto. Às vezes (foi assim comigo) recorrer à fórmula como complemento é o que garante a amamentação... irônico, mas acontece.

Obrigada pela visita, viu? Venha sempre, será um prazer tê-la por aqui.
Abçs!

Lia disse...

Oi, Rita,
Cheguei aqui pelo Escreva Lola (e cheguei lá pelo Pequeno Guia Prático) e adorei ler seu relato de amamentação. Estou esperando uma menininha pra daqui a um mês e é muito bom conhecer as experiências de outras mães pra saber o que pode acontecer durante o aleitamento. Prazer!
P.S.: Adoro esse nome, Rita.

Paula Duailibi Homor disse...

Ate que enfim alguem fala com tanta clareza sobre um tema que "assombra" as maes que nao conseguem amamentar seus filhos.
Cheguei aqui pelo Blog da Lola e antes pelo Pequeno Guia Pratico.
Me senti exatamente como vc. Impresisonante como a grande maioria das outras mulheres que amamentam apontam o dedo para aquelas que nao o fizeram como egoistas ou qq outro adjetivo negativo.
obrigada por dividir sua experiencia

Rosana Oshiro disse...

Acho super importante as mães falarem de suas experiências de amamentação e de tudo o que envolve ou envolveu a situação.
Não acho que amamentar seja facil e super natural, mas acho que os profissionais que realmente poderiam ajudar as mães não o fazem, infelizmente, porque a industria do leite e os médicos ganham lucros abundantes com isso.
Hoje em dia não basta estar bem informada sobre amamentação, parto e maternidade, é preciso "brigar" literalmente contra o sistema.

beijo

Rosana Oshiro disse...

Acho super importante as mães falarem de suas experiências de amamentação e de tudo o que envolve ou envolveu a situação.
Não acho que amamentar seja facil e super natural, mas acho que os profissionais que realmente poderiam ajudar as mães não o fazem, infelizmente, porque a industria do leite e os médicos ganham lucros abundantes com isso.
Hoje em dia não basta estar bem informada sobre amamentação, parto e maternidade, é preciso "brigar" literalmente contra o sistema.

beijo

Rita disse...

Oi, Paula. Muito obrigada pela visita, venha sempre, será um prazer tê-la por aqui. Acho mesmo fundamental dividir essas experiências com o maior número possível de mulheres, por isso estou tão feliz pelo fato de a Lola ter selecionado este texto para o concurso dela. Quanto mais bem informada sobre os possíveis percalços do início da amamentação, maiores as chances de sucesso. E como posso ser egoísta quando tento amenizar a fome de meu bebê, né? Amamentar é delicioso, a grande maioria quer muito, mas não é simples para muita gente...

Rosana, obrigada pela visita, a estrada é sua! Pois é, os profissionais da área de pediatria e enfermagem têm sim um papel fundamental na amamentação, especialmente com mães de primeira viagem. Aquela enfermeira me salvou e já apliquei a massagem salvadora (indolor) em outras amigas, com sucesso. Mas você está certa quanto à forte tendência de se optar pelo que dá lucro e nem sempre é o melhor para nós. Mas não podemos esquecer que cada corpo é diferente do outro e que, enquanto algumas mães são vaquinhas leiteiras por dois anos ou mais, outras mal conseguem garantir o suprimento diário de um bebê de poucos meses, ainda que amamente regularmente, a cada duas ou três horas (foi o meu caso no primeiro filho, e virei vaquinha na segunda). É isso, mente aberta, soluções à vista. Beijão!

dannah5 disse...

Rita, adorei conhecer o seu blog, seu post realmente eh muito verdadeiro.
Ha alguns meses fizemos ( nós grupo de maes que normalmente se comunicam nos blogs) uma blogagem coletiva sobre amamentaçao e eu coloquei minhas duas historias, infelizmente elas nao sao historias de uma amamentaçao facil e feliz, sempre me questionei pq quando falam dos beneficios do aleitamento materno que eh indiscutivel, nao mostram pra gente as dificuldades, nao sao simpateticos em mostrar que nao somos a excessão a regra. Eh um periodo muito dificil, ficamos vulneraveis pq eh muito doloroso pra uma mae se sentir culpada por algo que "deveria" ser natural.

Enfim, eh complicado, percebo todo seu sofrimento ali e relembro do meu. Na segunda filha ja foi mais facil lidar com o desmame, tive certeza que fiz tudo, fui a banco de leite, procurei ajuda e mesmo assim ela decidiu. Dá aquela tristeza no peito mas a gente segue em frente, ne?

Olha,a gente pari a culpa junto com eles, pelo menos eu me sinto assim, se erro na dose na hora de repreender fico pessima, se a professora diz que ela nao ta se adaptando logo eh algo que eu tenho q fazer pra consertar pq em algum momento errei, se nao come eh a minha comida q nao eh boa, to sempre buscando um mea culpa em tudo! hehe

Adorei, vou te visitar mais vezes!

beijocas

Rita disse...

Dannah5,

Que bom que estamos tendo a chance de nos encontrarmos nessa blogosfera gigantesca, né? Nossa, nem preciso dizer o quanto me solidarizo com suas experiências. Vou sempre bater na mesma tecla: amamentar, sim, sempre - se for possível. Porque nem sempre é, né? É natural, saudável e de graça. Mas nem sempre viável e muitas vezes difícil pra caramba. Fico muito feliz com sua visita, venha mais vezes, sim, será sempre bem vinda. Estou na maior correria esses dias, mas logo que der vou tirar um tempinho (ou tempão) para viajar por todos esses blogs novos que ando conhecendo e adorando. A gente se vê!

Beijos!

Mariana disse...

Ola Rita!

Cheguei aqui via concurso da Lola e adorei seu post! Me indentifiquei totalmente pois tive uma experiência parecida! So que no meu caso, meu bebê ja saiu da maternidade no leite em po, por recomendação médica... Ainda tentei por três meses mas o leite acabou depois deste prazo! A minha sorte é que eu moro na França, onde dar leite em po para bebês não é nenhum crime, muito embora vez ou outra eu tenha que explicar toda a historia para algum curioso...
O importante é que desde então eu não paro de encontrar relatos como o teu, que provam que amamentar realmente não é uma tarefa facil e muitas vezes, simplesmente não rola! Obrigada pelo post, ajuda bastante a deixar a culpa e a sensação de fracasso pra tras!!!

Prazer em conhecer teu blog!

Rita disse...

Oi, Mariana!

Muito obrigada pela visita, espero vê-la aqui mais vezes!
É engraçado isso que você mencionou: antes de ter meu primeiro filho, nunca tinha ouvido falar em problemas com amamentação - por isso a sensação de culpa, parece que somos a única pessoa do mundo a fracassar em algo óbvio e automático. E depois, conhecendo várias outras mães na escolinha, conheci inúmeros casos semelhantes, de amamentação combinada com complemento. É isso. Vivendo e aprendendo, né? Mas fico muito feliz em ver relatos como o seu (não feliz por você ter tido problemas, é claro!), que fortalecem a conversa aqui e ajudam a diminuir a culpa de quem enfrenta coisa parecida.

O prazer foi meu, venha sempre!
Bjs
Rita

Somnia Carvalho disse...

Oi Rita!!!

nossa que legal! voce aborda aqui algo que eu pensei muito e ainda hj pensava enquanto via uma amiga amamentar em minha frente...

a gente aprende o que e certo e e legal que tentemos mesmo fazer o melhor como vc fez, mas e engracado como isso de achar que e um fracasso nosso... que o tal do outro leite sera uma prova de que nao conseguimos, nao somos suficientemente fortes e boas maes para amamentar o rebento so com o peito...

o angelo entrou na papinha junto com o peito aos 6 meses... amamentei o ate 1 ano e dois meses, mas sem algo mais ele nao dormia... so chorava apesar do leite dar e ser bom ele precisava mais... e nao pegava mamadeira nem a pau...

e eu me senti igual a vc... tao mal... agora penso que era uma bobeira. Amamentar ja era importante, eu ja estava fazendo tudo que podia... esse peso que carregamos e terrivel nao e?

otimo post Rita!

Monik@ disse...

Oi, Rita! Chegue aqui através do Lola e, como muitas outras leitoras, me vi espelhada nos seus comentários. Demorei muito para me livrar da culpa de não ser aquela vaca-leiteira que eu sonhava ser. Foi duro aceitar complementar meu leite com o NAN (me senti um fracasso como mulher e como mãe). Depois, acabei me perdoando e entramos num acordo, meu baby e eu. Ao invés de oferecer a mamadeira, parti para a amamentação "tipo relactação" e tentei não dar mais tanta importância para o meu "fracasso". Deixei o pequeno aninhar-se no meu peito pelo tempo que quisesse. Neste tempo, li dois longos romances (e cochilei o quanto quis) enquanto ele dormia-mamava-dormia no meu peito. Que delícia nós dois aconchegados naquela cadeira de balanço (este namoro durou 6 meses, enquanto, pela janela do quarto, eu via as árvores da vizinhança caducarem e recuperarem as folhas na primavera...). Beijos e voltarei a este blog novamente, com mais calma!

Rita disse...

Somnia,

que bom vê-la aqui mais uma vez! Pois é, na verdade o x da questão é justamente a culpa por qualquer coisa que saia diferente do script. Mas quem disse que só existe uma receita, né? Eu defendo e acho que sempre vou defender o aleitamento materno como primeira opção. E a cabeça aberta para tantas outras opções quantas forem necessárias.

Monic@, muito obrigada por sua visita, volte outras vezes, sim!

Adorei seu comentário, visualizei vocês dois no maior chamego, uma delícia... e dá pra ver que você aproveitou da melhor maneira possível o tempo de poltrona, parabéns! Espero vê-la novamente por aqui, em breve.

Beijos, meninas!!
Rita

Livia Luzete disse...

Ola Rita, amei seu post. Deveria ser publicado em out-doors para que o mundo soubesse que não é tão fácil assim como a Rosana bem conformou. Cheguei pelo concurso lá do Lola (tb estou concorrendo) e estou lendo um a um para poder votar. Menina...faltam alguns para eu ler...mas o seu post...me tocou muito..rsrsr (empatia!)
Adorei as dicas da Angela, se eu tivesse o 3° baby com certeza praticaria a risca todas as dicas dela.

Rita disse...

Oi, Livia!

Feliz Natal!!
Menina, quantos textos legais no concurso, né? Nossa, na boa, não é uma escolha fácil. Fico feliz pela empatia - hehe - e pela oportunidade que o concurso deu de conversarmos sobre a amamentação e outros assuntos às vezes cheios de "óbvios"... Espero que volte outras vezes, caminhe à vontade. Foi um prazer vê-la aqui!

Carolina Pombo disse...

Excelente texto! Forte candidato a ganhar meu voto no concurso da Lola. Escrevi algo parecido no meu blog, que gerou uma polêmica desagradável num yahoogrupo de parto natural... Sou totalmente pró-amamentação, mas sou realista!

Feliz 2010!

Rita disse...

Oi, Carolina
pois é, esse é o espírito: amamentar se der. E se a pessoa realmente produzir menos leite do que precisa o bebê? Ela é preguiçosa? Menos, né?
Qualquer hora dessas visito seu blog - estou acessando com pacote do celular e a conexão está totalmente meia boca. ;-/ Obrigada, pela visita, tomara que eu mereça seu voto, eheh! Mas sei que você vai encontrar ótimos textos por lá!
Beijos! Volte sempre!
Rita

Anônimo disse...

Rita, ainda não tenho filhos. Acho a amamentação um experiência maravilhosa mesmo sem tê-la vivenciado. Adorei ler seus posts sobre o assunto. Minha mãe e minha avó não conseguiram amamentar. Simplesmente não tinham leite. E isso não é muito raro.
Sempre questionei essa obrigatoriedade do aleitamento materno. Isso deve gerar muita culpa nas mamães com pouco leite. Parabéns pelo blog. Bjs. Luciana.

Rita disse...

Oi, Luciana.

Obrigada pela visita! Espero que quando (se) você tiver filhos consiga amamentá-los sem muitos problemas - é, realmente, uma experiência maravilhosa e a melhor maneira de alimentar nossos recém-nascidos. Mas se enfrentar qualquer obstáculo, não precisa se sentir menos mãe por isso. ;-)

Beijos e volte sempre!
Rita

Babalu disse...

Oi Rita, eu não encontrei o "Amamentar se der parte 2" mas gostaria de ler para entender porque: foi o meu caso no primeiro filho, e virei vaquinha na segunda?
É uma história que gostaria de publicar no meu blog com certeza.

beijo

Rita disse...

Oi, Babalu

O Amamentar se der, parte II está aqui: http://www.estradaanil.com/2009/07/amamentar-se-der-parte-2.html
É o post publicado imediatamente após este, estranho que você não o tenha encontrado. Espero que leia e depois me diga o que achou. Quando publicar sua história em seu blog, dê um toque, quero muito ler!
Beijos e obrigada pela visita!!
Rita

Livia Luzete disse...

Voltei! E para dizer que votei em você. Bom...ao menos foi uma medalha de bronze!!!rsrsr
E muito obrigada pela acolhida. Sim, voltarei aqui mais vezes. E quando der aparece lá em "casa" para tomar um chá!!!

Rita disse...

Oi, Livia!

Poxa, muito obrigada pelo seu voto, eu adorei a medalha de bronze!! eheheh

Com toda certeza, vou passar lá no seu cantinho, sim!
Beijocas!

Rita

renata.s.paula disse...

Nossa! parece que fui eu quem escrevi esse post... sou mãe de 2 meninos lindos, e não consegui amamentar meu filho mais velho. Me senti muito frustrada com isso, mas estou conseguindo amamentar meu segundo filho (hoje com 40 dias).

Abraço!

Renata
renata.s.paula@bol.com.br

Rita disse...

Oi, Renata!
Parabéns, pelos filhotes e pelo sucesso na amamentação do segundo! Tomara que você consiga mantê-la por vários meses.

Obrigada pela visita, venha mais vezes!
Bjs,
Rita

Alexandra disse...

Cheguei aqui por causa do concurso da Lola...

Acho que vale a pena pesquisar mais, nem passar perto deste livro "o que esperar quando está esperando..."

tive contato com parteiras e participei do grupo Amigas do Peito no RJ, orientações de graça. vale a pena pesquisar mais...pois amamentar é uma experiência e tanto sim, e desafios fortalecem, enfim...dicas.

abraço, Alexandra

Anônimo disse...

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