Sem noção
As fotos que vocês não estão vendo neste post são do rocambole que fiz ontem à noite. Foi o primeiro rocambole da minha curta vida de cozinheira, então eu me sentia muito tranquila para errar feio e detonar a coitada da receita sem muita culpa. Pelo menos é o que eu achava. Lá no fundo, porém, eu queria muito ter acertado.
Mas vamos às razões para o título do post: em primeiro lugar, decidi fazer o rocambole às onze horas da noite. Até aí tudo bem, porque já estou me habituando às periódicas incursões noturnas à cozinha, hora em que as crianças estão dormindo e eu não corro o risco de chegar atrasada, de novo, no serviço. E eu só precisava fazer o pão-de-ló, já que uma alma boa tinha preparado o recheio à tarde pra mim (thanks!). O grande porém é que eu resolvi usar a batedeira para fazer a tal massa do pão-de-ló. Sempre que uso a batedeira durante o sono das crianças, tenho o cuidado de me refugiar na sala láááá de trás da casa de modo que a barulheira não perturbe o soninho de quem brincou quatorze horas sem parar. Mas, não me perguntem o porquê, ontem não foi assim. Liguei a britadeira, quer dizer, a batedeira na cozinha mesmo e aí não deu outra. A pequena acordou (óóóóó, não diga, Rita!).
A partir daí, o que seria mais uma tranquila experiência culinária se transformou num sobe a escada para tentar fazer a pequenina voltar a dormir, desce a escada para untar a forma, sobe a escada para levar Cachinhos Dourados para a cama mais uma vez, desce a escada para levar a massa ao forno, sobe a escada etc., desce para verificar se já assou... iihh, assou demais..... bom, durante um interlúdio de cerca de dez minutos, quando ela fingiu bem que já voltara a dormir, coloquei (muito) recheio sobre o pão-de-ló e, obviamente, não consegui enrolar direito. O resultado? Algo parecido com uma panqueca. Como chamar um rocambole de uma volta só? Um achatadole? Um rocanchato? Bom, a melhor foto é essa aí em que registro a tentativa de não usar a batedeira; mas juro que depois de bater a massa manualmente por cerca de cinco minutos tive a nítida impressão de que meu braço ia se descolar do ombro.
O fim da história? Dizem que ficou gostoso, mas acho que os morangos que comprei para o recheio estavam meio verdes, muito ácidos. Minha filhota voltou a dormir pontualmente às duas da manhã. Ai, ai, às vezes sou muito sem noção. E aí eu acordei tarde e cheguei atrasada no serviço, de novo.
Adorei!
Voce consegue ser tao realista nos detalhes...
Ponto para cachinhos de ouro. Ela merece.
Beijo na mamae mais querida de todas (depois da minha propria e claro),
Marcia
Rita amei a sua história, e te digo que também já passei por situações parecidas.Ficou muito legal, queria ter provado o rocambole, rsss.
Beijosssssss
Nilma
Menina, (risos) imagino exatamente o que aconteceu, pois a minha Cachinhos Dourados (também a chamo assim muitas vezes, como você pode conferir nas fotos, saiu a mãe hehe) não pode acordar durante a noite, se acorda não quer dormir mais, fica puxando assunto, quer brincar, etc, etc. E o sono no outro dia no trabalho, meu Deus!
Faltou uma foto do achatatole!
beijos,
Ju
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