Mea culpa
Acho que nem é mais o caso de se falar em “onda” verde, né? Se quisermos deixar outro legado a nossos filhos e netos que não uma imensa montanha de lixo envolta numa nuvem de veneno, temos de admitir que o zelo pelo meio-ambiente não pode mais ser esporádico, modismo dos “ecochatos”. Então vejamos como anda nosso micro-ambiente, comecemos sempre pelos nossos umbigos.
Meu sentimento de culpa é enorme, quase do tamanho dos sacos de lixo que geramos em nossa casa (cerca de três latões por semana, fora o lixo reciclável). O principal vilão, atualmente, responde pelo nome de fralda descartável. Minha filha mais nova fará dois anos daqui a alguns meses, quando certamente abandonará as fraldas e trará um certo alívio para minha consciência. Mas nem a caixa para coletar água da chuva ou o boicote às garrafinhas de iogurte é suficiente para nos fazer esquecer todo o plástico que habita uma fralda descartável comum.
E o que já era uma pedra no sapato do meu discurso semi-verde virou horror quando li o óbvio em algum lugar outro dia (e como o óbvio nos surpreende de vez em quando, né?): TODAS as fraldas descartáveis utilizadas até hoje mundo afora ainda existem. Simples, eu sei, mas não é de arrepiar? Elas saem dos lindos bumbuns de nossos pimpolhos, pernoitam no lixinho do banheiro (onde uma sacola plástica de supermercado as acolhe – assunto para outro post), seguem faceiras para o latão do lixo e, um ou dois dias depois, são – thank goodness – levadas pelos gentis garis para beeeem longe de nossa casa. Pronto. Ah, como a vida moderna é boa. Acabou nossa relação com a bendita. Mas, obviamente, a coisa não é bem assim, porque aquelas que acolheram os números 1 e 2 de nossos bebês não se desintegram no interior da caçamba de lixo. Não, não, elas estão apenas começando uma longa jornada rumo à extinção que se dará em algum dia bem cinzento lá pelo ano de 2459. Ai, deus...
Como não sou tão nobre a ponto de voltar para as fraldas de pano (desculpem, não sou), lá fui eu em busca de alternativas para tornar o bumbum da minha filhota menos nocivo ao meio ambiente. Foi quando me deparei com o site da gDiapers (http://www.gdiapers.com/); mas antes que eu pudesse gritar Yeeesss!, vi que a maravilha biodegradável ainda não é comercializada no Brasil (nem consigo comprá-las pela internet). *sigh*... Bom, por ora, torço para que alguma alma sagaz traga algo parecido com os produtos da gDiapers ao nosso país e que minhas amigas grávidas tenham uma alternativa à mão.
Eu sigo comprando alguns orgânicos e economizando água pra tentar compensar só um pouquinho o fato de que minha lovely little family já gerou uma montanha de quase 10.000 fraldas que não têm nenhuma pressa de sumir do mapa. Sorry...
Review de uma conhecida, nao sei se tem alguma por ai: http://cairomama.blogspot.com/2008/06/product-reviews-fuzzi-bunz-and-bum.html
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